terça-feira, 24 de julho de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 24/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 24 de julho: Resultados do mercado de trabalho brasileiro e a piora do cenário externo fizeram com que os juros caíssem no dia de ontem.

Dados do Ministério do Trabalho informando que a economia brasileira gerou 120.440 empregos formais no mês de junho não animou muito o mercado. A expectativa era de que os dados do Caged apresentassem a criação de 142.166 vagas.

Com menos emprego a demanda agregada tende a reduzir e pressionar menos os preços e as taxas de juros.

No front externo tivemos a perspectiva de rebaixamento dos ratings da Alemanha, Holanda e Luxemburgo pela Moody’s.

Uma piora nas notas destes países fará com que o mercado exija um maior prêmio para financiá-los. Com isso, os preços das commodities tenderão a cair e também se tornarão um fator a menos de pressão da inflação.

Indicador de atividade industrial chinesa, medido pelo HSBC, apresentou um ligeiro aumento ao passar de 48,2 em junho para 49,5 em julho. Contudo, o PMI abaixo de 50 indica retração na indústria e, a exêmplo dos efeitos causados pela piora no mercado de trabalho aqui no Brasil, a baixa no nível de atividade chinês contribuirá para maiores quedas nas taxas futuras de juros.

Às 11:00 teremos a divulgação de indicadores do setor imobiliário e de atividade manufatureira norte americana que irão contribuir com os rumos dos negócios no dia de hoje.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 20/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 20 de julho: Conforme previsto no último post os juros recuaram na sessão de ontem em decorrência da sinalização de novos cortes da meta da taxa Selic na Ata do último encontro do Copom.

Agora pela manhã podemos ter algum repique de alta por conta da divulgação do IPCA-15 que deve registrar aumento em decorrência principalmente, no grupo Transportes que foi fortemente impactado pelos reajustes dos combustíveis.

Ainda no grupo Transportes, temos alguns indicadores da retomada de atividade do setor automobilístico que poderão reforçar a alta para os próximos resultados como o aumento nas vendas de veículos na primeira quinzena de julho e o anuncio da contratação de 1.500 funcionários na fábrica da Fiat em Betim feito ontem pela empresa.

Na China tivemos o anúncio de que o governo continuará mantendo o controle sobre os preços das moradias, podendo, com isso, contrabalançar uma possível pressão altista nos juros em virtude do IPCA-15.

Já a agenda econômica para hoje será fraca com apenas a divulgação dos resultados da General Eletric.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 19/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 19 de julho: A divulgação do Livro Bege do Federal Reserve na tarde de ontem e as expectativas em torno da Ata do Copom pesaram nos negócios e levaram as taxas de juros futuras a um dia de queda.

Sem sinais de melhora na economia norte americana, de acordo com o cenário traçado pelo Fed, o mercado de juros encontrou espaço para um dia de realizações. A baixa atividade econômica traz menos riscos inflacionários e leva os agentes econômicos acreditarem em maiores cortes na meta da taxa Selic.

Por falar em Selic, a Ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) continua sinalizando cortes na taxa básica nos próximos encontros ao afirmar que a “flexibilização monetária adicional deve ser conduzida com parcimônia”. Isso poderá levar os juros a maiores quedas no dia de hoje.

Contudo, para os próximos dias poderemos ter uma reversão nas taxas por conta da pressão dos preços cujos resultados divulgados a pouco apontam para uma aceleração no atacado que poderá contaminar os preços do varejo.

Impactada pelo reajuste dos combustíveis, a segunda prévia do IGP-M apresentou alta de 1,11 por cento no mês de julho, ante alta de 0,63 por cento em junho.


Divulgação de resultados do Morgan Stanley, Microsoft e Google; dados de emprego, do setor imobiliário e de expectativas da atividade econômica nos EUA, juntamente com especulações de novas medidas de estímulos na China e na economia norte americana, contribuirão para o rumo dos negócios no dia de hoje.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 18/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 18 de julho: Apesar do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não ter anunciado no discurso ao Senado o tão aguardado pacote de estímulos à economia norte americana, as taxas de juros abriram no pregão de ontem. Segundo a agência de notícia Bloomberg, o movimento se deveu pelo resultado do IGP-10 acima do esperado pelo mercado e também pelo Banco Central brasileiro sinalizar menos receios quanto ao cenário externo.

Além disso, segundo dados da Fenabrave, as vendas de veículos na primeira quinzena de julho apresentaram alta de 15,3 por cento em comparação ao mesmo período de 2011. Dados recentes de inflação já indicam que o setor automobilístico começa a apresentar uma ligeira recuperação com a desaceleração da queda do grupo Transportes no IPC-S.

Recuperação da atividade e alta nos preços permitirá que a autoridade monetária brasileira interrompa o ciclo de cortes na meta da taxa Selic nos próximos meses.

Para hoje estão previstos os resultados do setor imobiliário norte americano, a divulgação do livro bege do Federal Reserve e o discurso de Ben Bernanke na Câmara dos Deputados dos EUA.

Qualquer resultado acima do esperado destes indicadores e uma sinalização de ajuda a economia norte americana levarão as taxas de juros a um novo rally de alta na sessão de hoje.

P.S: o pedido de hipotecas nos EUA registrou alta de 16,9% no período até 13 de julho – ante queda de 2,1% no levantamento anterior.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mercado de taxa de juros – 17/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 17 de julho: Juros em baixa na maioria dos contratos após a redução nas estimativas de crescimento divulgadas na pesquisa Focus do Banco Central.

A redução das estimativas de crescimento, que passaram de 2,01 por cento para 1,90 por cento em 2012 e de 4,20 por cento para 4,10 por cento para 2013, abre espaço para maiores cortes na meta da taxa Selic de modo a estimular o nível de produção brasileiro e permitir a retomada da atividade em nossa economia.

Na noite de hoje o governo chinês anunciou que realizará maiores investimentos ao setor ferroviário do país como forma de estimular seu crescimento econômico. Mas o que poderá de fato impulsionar a alta nos juros no dia de hoje será o possível anuncio de medidas de estímulo a economia dos Estados Unidos pelo Federal Reserve.

Dependendo do tamanho do pacote de estímulos o mercado de commodities poderá reagir positivamente e trazer, consigo os juros futuros por aqui; pois alta nas commodities, pressão na inflação mais adiante.

Também na agenda econômica lá fora, teremos a divulgação de indicadores de preços aos consumidores norte-americanos e dados da indústria e do setor imobiliário nos EUA.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mercados de taxa de juros – 16/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 16 de julho: Diante de expectativas de cortes nas previsões de crescimento a serem divulgadas no Boletim Focus na manhã de hoje, os juros futuros apresentaram queda na última sexta-feira. Uma possível redução no crescimento econômico abre espaço para o governo reduzir a meta da Selic como forma de estimular o investimento do setor privado no país e permitir a geração de empregos necessária a retomada do nível atividade econômico.

Contudo, o IPC-S divulgado a pouco avançou 0,03 por cento (para 0,22 por cento) em relação ao penúltimo levantamento realizado na quadrissemana do dia 07 de julho. Transportes e Alimentos foram os responsáveis pela aceleração dos preços no último levantamento.


Lá fora indicadores de vendas no varejo e índice Empire do Fed de NY também contribuirão para os rumos dos negócios no dia de hoje. Caso venham positivos os juros poderão reverter o movimento de baixa apresentado na última sexta-feira e apresentar, também influenciado pelo IPC-S, alta no dia de hoje.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mercados de taxa de juros – 13/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 13 de julho: Os juros futuros apresentaram na sessão de ontem o movimento de baixa nas taxas curtas e de alta nas taxas longas.

A piora do cenário externo com indicadores decepcionantes nos EUA e, também, a sinalização do Copom de que reduzirá ainda mais a meta da taxa Selic justifica a queda das taxas no curto prazo.

Já a abertura das taxas de longo prazo da curva a termo pode ser explicada pelo IBC-Br que, apesar de ter recuado 0,02 por cento no mês de maio, veio acima das projeções do mercado. Esse “bom” resultado da atividade brasileira reacende as preocupações em torno de uma possível pressão inflacionária no médio/longo prazo e da necessidade do Banco Central voltar a elevar a meta da taxa de juros básica.

Dados fracos na economia chinesa reacendeu as especulações de que o governo do país asiático adote medidas para reativar a atividade econômica. Com isso os juros futuros poderão apresentar um movimento de alta no dia de hoje, uma vez que qualquer medida expansionista levará o país a aumentar sua demanda interna por commodities e pressionar os preços por aqui.

Inflação ao produtor e o índice de confiança de Michigan a serem divulgados nos EUA, além da repercussão do reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobrás, também ditarão os rumos dos negócios ao longo do dia.