Econocratum: Uno a técnica do mercado à crítica econômica para analisar o fluxo de capital, os gargalos produtivos e o valor das empresas. Meus insights surgem de uma curadoria despretensiosa de livros e notícias. Defendo uma síntese entre liberalismo econômico e social-democracia, expressando livremente opiniões que buscam entender os reais impactos do capital na sociedade.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 16/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Os juros futuros registram na manhã de hoje mais um dia de baixa devido ao adiamento da ajuda à Grécia e após a divulgação de indicadores de preços e atividade da economia brasileira que desaceleraram em um ritmo acima do esperado.
O pacote de ajuda para a Grécia, previsto para ontem, foi adiado para 20 de fevereiro. Conforme já dito nos posts anteriores, o governo grego espera a liberação de € 130 bilhões para poder honrar o pagamento de uma parcela de sua dívida que vencerá em março.
O adiamento do pacote elevou o custo de captação dos bancos europeus e levou a agência de risco Moody’s informar que a nota de risco destas instituições poderão ser reduzidas.
No front interno tivemos a divulgação do IPC-S pela FGV, IPC Fipe de São Paulo e IBC-Br pelo Banco Central. Menos pressionado pelo grupo Educação o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou alta de 0,30 por cento na quadrissemana encerrada no dia 15 de fevereiro. O resultado veio abaixo das expectativas apuradas pela Bloomberg que era de uma alta de 0,38 por cento.
Também abaixo das expectativas vieram o IPC da Fipe e o IBC-Br. O Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo registrou alta de 0,24 por cento até o dia 14 de fevereiro, contra uma expectativa de 0,28 por cento. Já o IBC-Br do Banco Central, que mede o crescimento da economia brasileira, registrou, em dezembro, alta de 1,47 por cento – abaixo dos 1,60 estimados pela pesquisa Bloomberg.
Após o anúncio do corte de R$ 55 bilhões no Orçamento os juros futuros voltaram a registrar mais um dia de baixa. Entretanto, a inclinação voltou a aumentar devido a alta dos vértices mais longos da curva que provavelmente já reflete a desconfiança do mercado em relação às expectativas futuras de inflação no longo prazo.
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