Econocratum: Uno a técnica do mercado à crítica econômica para analisar o fluxo de capital, os gargalos produtivos e o valor das empresas. Meus insights surgem de uma curadoria despretensiosa de livros e notícias. Defendo uma síntese entre liberalismo econômico e social-democracia, expressando livremente opiniões que buscam entender os reais impactos do capital na sociedade.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Mercados de taxa de juros – 16/04/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Enquanto o cenário externo e indicador de atividade brasileiro apontam para uma desaceleração da economia, dados de inflação pressionam as taxas futuras de juros no dia de hoje.
Relatório Focus, IGP-10 e IPC-S pioraram o humor do mercado de juros no dia de hoje cujas apostas passaram a apontar para uma interrupção no ciclo de cortes na Selic.
Economistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções para o IPCA de 2012. A estimativa para a inflação passou de 5,06 por cento para uma alta de 5,08 por cento.O indicador acumulado para 12 meses apresentou expectativa de alta de 5,47 por cento (ante alta de 5,44 por cento apurada na última pesquisa).
O IGP-10 divulgado pela Fundação Getúlio Vargas registrou, no mês de abril, alta de 0,7 por cento – contra alta de 0,27 por cento em março.
Já o IPC-S apresentou alta de 0,57 por cento na quadrissemana encerrada no dia 15 de abril. Pressionado pelo grupo Despesas Diversas, em especial Cigarros e Empregadas Domésticas, o resultado veio acima das previsões feitas por analistas consultados pela Bloomberg (0,54 por cento).
Apesar dos indicadores de preços desfavoráveis acredito que a piora na atividade economia no exterior e também no país levarão as autoridades monetárias cortar as taxas de juros e pressionar os juros futuros de curto prazo para baixo. O IBC-br divulgado a pouco, por exemplo, caiu 0, 23 por cento no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro; China apresentou, na sexta, um PIB abaixo das expectativas do mercado e Espanha começa a causar desconfiança quanto a sua capacidade de honrar sua dívida pública.
Contudo, com um provável corte nos juros poderemos ter uma pressão altista nos preços e, consequentemente, nas taxas de juros de longo prazo.
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