Econocratum: Uno a técnica do mercado à crítica econômica para analisar o fluxo de capital, os gargalos produtivos e o valor das empresas. Meus insights surgem de uma curadoria despretensiosa de livros e notícias. Defendo uma síntese entre liberalismo econômico e social-democracia, expressando livremente opiniões que buscam entender os reais impactos do capital na sociedade.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Mercados de taxa de juros – 26/04/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 26 de abril: Ao afirmar que “qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia” o Banco Central deixou claro que continuará, ainda que moderadamente, realizando mais cortes nas taxas de juros. Esse trecho descarta a afirmação dada na Ata da reunião anterior onde a autoridade monetária afirmou que a Selic estaria “se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. Com isso, abre espaço para maiores cortes nas taxas de juros.
Foi divulgado na manhã de hoje o dado de emprego no país. A taxa de desemprego, no mês de março, subiu para 6,2 por cento. Apesar da alta em relação a fevereiro, na média dos últimos 12 meses a taxa continua em movimento decrescente, conforme gráfico abaixo:
Setorialmente, a população desocupada em serviços domésticos continuou a decrescer no último mês, conforme podemos observar no gráfico a seguir:
Já no cenário externos tivemos no dia hoje indicadores divergentes da economia norte americana com a divulgação de dados do setor imobiliário e de emprego. O mercado de trabalho da economia norte americana continua sem dar sinais de recuperação e apresentou, na última semana, um aumento de 388.000 novos pedidos de auxílio desemprego – ante uma estimativa de 375.000 feita pelos analistas consultados pela Bloomberg. Já o setor imobiliário apresentou aumento de 4,1 por cento nas vendas contratadas de moradias, ante estimativa de 1,0 do mercado.
Portanto, diante de um cenário externo ainda duvidoso e com os esforços do governo em reduzir ainda mais a Selic o cenário para as taxas de juros não seria outro senão de continuidade de queda para os próximos meses.
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