Econocratum: Uno a técnica do mercado à crítica econômica para analisar o fluxo de capital, os gargalos produtivos e o valor das empresas. Meus insights surgem de uma curadoria despretensiosa de livros e notícias. Defendo uma síntese entre liberalismo econômico e social-democracia, expressando livremente opiniões que buscam entender os reais impactos do capital na sociedade.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Mercados de taxa de juros – 03/05/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 03 de maio: Na expectativa do anuncio da mudanças na regra de calculo da caderneta de poupança, o mercado de juros operam em baixa no dia de hoje.
O governo irá anunciar no dia de hoje a mudança na regra da caderneta de poupança. Espera-se que os rendimentos passem a ser atrelados a taxa Selic e para aplicações acima de R$ 50 mil o percentual será entre 70-80% da taxa básica de juros. Com isso, abre espaço para que o Banco Central continue reduzindo as taxas de juros como forma de estimular o crescimento econômico, cujos resultados apresentados a pouco apontam para uma estabilização no nível de atividade – a produção brasileira apresentou queda de 0,5 por cento em relação a fevereiro e 2,1 por cento na comparação com o mês de março de 2011.
Os preços também estão apresentando um comportamento mais comedido e o IPC-S da quadrissemana encerrada no último dia 30 registrou alta de 0,52 por cento, segundo a FGV. Os grupos Despesas Diversas, Saúde e Cuidados Pessoais e Comunicação foram os que mais pressionaram no último levantamento. Estes, por sua vez, foram impactados pelos itens: cigarros, medicamentos em geral e tarifa de telefone residencial.
Já no front externo, dados desanimadores de emprego nos Estados Unidos também colaboram para a queda nas taxas de juros. Além de aliviar a pressão sobre os preços, a queda no nível de atividade lá fora força a autoridade monetária norte-americana adotar medidas para ativar sua economia e, com isso, podendo causar um afluxo de dólares para o nosso país, e obrigando o Banco Central brasileiro cortar ainda mais os juros para conter a valorização do real de modo a proteger nossa indústria e emprego.
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Parabéns pela matéria, um abraço e fique com Deus!!!
ResponderExcluirGuilherme Emidio