sexta-feira, 8 de abril de 2011

Análise do IPCA do mês de março de 2011

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,79% no mês de março – próximo ao apurado em fevereiro (0,8%). A alta foi puxada, principalmente, pelos itens de transportes e alimentação que fizeram com que o índice atingisse, no acumulado dos últimos 12 meses, uma elevação de 6,30% - apenas 0,20% abaixo do teto máximo estabelecido como meta oficial.


Contribuindo com 0,29 p.p. sobre o índice do mês o item transportes foi pressionado pelo aumento nos preços das passagens aéreas. Esse aumento pode ser explicado pela época considerada como alta temporada. Normalmente nesta época do ano as empresas aéreas elevam seus preços por conta da alta procura nos dias de carnaval. Outro componente que contribuiu para a alta do segmento foi o de combustíveis devido ao período de entressafra que vem prejudicando a oferta de etanol no mercado nacional.

O grupo alimentação também teve importante peso na alta do IPCA no mês de março sendo responsável por 0,18 p.p. do índice cheio. Os destaques no grupo no acumulado do ano foram o tomate (70,19%), polpa de açaí (44,91%) e cenoura (42,93%). Já os destaques de baixa ficaram por conta do feijão carioca (-22,64%) e alho (-5,23%).


Recentemente o Banco Central anunciou que o índice poderá chegar, no acumulado em 12 meses, a uma alta de até 6,5% a.a. no primeiro semestre de 2011 - o que torna essa alta um tanto previsível pela autoridade monetária nacional.

Para o próximo mês poderemos verificar uma pressão adicional no grupo alimentos com a alta no item pescados por conta das festividades de Páscoa.

Já o grupo transportes espera-se que tenhamos uma menor pressão sobre os preços com o fim da alta temporada e em virtude das medidas que o governo vem anunciando nos últimos dias para conter a alta do etanol – isso sem contar no início do período de colheita da cana-de-açúcar que elevará a oferta de etanol e será um item adicional para a queda nos preços do combustível no mês de abril.

Referência Bibliográfica


BANCO CENTRAL DO BRASIL. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Education, 2004, 3ª edição.

CARVALHO, Fernando J. Cardim de; [et al.] Economia monetária e financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 – 9ª reimpressão.

COIMBRA, Leila; FERNANDES, Sofia; NERY, Natuza. Dilma intervém para conter alta no etanol. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo, matéria publicada em 07 de abr. 2011, pág. B10.

DORNBUSCH, Rudiger, FISCHER, Stanley. Macroeconomia. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.

FOLHA DE SÃO PAULO. Contra inflação, tributo pode cair se gasolina subir. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo, matéria publicada em 07 de abr. 2011, pág. B10.

FREITAS, Tatiana. Petrobrás agora afirma que preço da gasolina pode subir. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo, matéria publicada em 07 de abr. 2011, pág. B1.

IBGE. Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA e Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm

KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. Tradução de Mário R. da Cruz; revisão técnica de Claudio Roberto Contador. – São Paulo: Atlas, 1982.

MANKIW, Gregory. Macroeconomia. 5ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2004.

NASTARI, Plinio. Serenidade e confiança são essenciais para o etanol agora. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo, matéria publicada em 07 de abr. 2011, pág. B10.

REZENDE, Sidney. Dilma Rousseff anuncia ações para conter alta do preço do etanol. Disponível em: http://www.sidneyrezende.com/noticia/127302+dilma+rousseff+anuncia+acoes+para+conter+alta+do+preco+do+etanol

ZAFALON, Mauro. Crise política na Costa do Marfim afeta cacau. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo, matéria publicada em 05 de abr. 2011, pág. B8.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ministro Mantega Anunciou a Pouco Medida Para Conter o Dólar

Agora a pouco o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento no IOF (imposto sobre operações financeiras) para empresas e bancos que tomarem empréstimos no exterior com prazo inferior a 02 anos. A alíquota do imposto subiu para 6%.

Essa medida tem como propósito conter a valorização do real, via entrada de dólares, que vem prejudicando as vendas de nossos produtos no exterior e beneficiando a entrada dos produtos importados em nosso país - uma vez que com o dólar baixo os importados ficam mais baratos.

Abaixo a íntegra do texto divulgado pelo site Ministério da Fazenda:

06/04/2011
Câmbio

Medida afeta o câmbio e o crédito, diz Mantega
Ministro reafirma que governo não cogita taxar investimento direto

O ministro da Fazenda anunciou hoje uma nova medida que visa reduzir o ingresso de dólares de curto prazo no Brasil e evitar a valorização excessiva do real. Empresas e bancos que contratarem crédito no exterior com prazo de pagamento inferior a 720 dias (dois anos) pagarão 6% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Na semana passada, o ministro anunciou o aumento de 5,38% para 6% na alíquota do IOF para empréstimos tomados no exterior com prazo de 360 dias. Antes, o IOF era 5,38% e incidia para empréstimos externos tomados por 90 dias.

“Essa medida é para desencorajar a tomada de crédito no exterior com prazos de pagamento mais curtos”, afirmou Mantega em entrevista coletiva nesta quarta-feira. As instituições que tomarem crédito externo com prazo de pagamento superior a dois anos não pagarão imposto.

O ministro disse hoje que a intenção do governo é desestimular, principalmente, as empresas e bancos que buscam recursos no exterior para aplicar no mercado financeiro e aproveitar a taxa de juros brasileira. “Quando você coloca uma taxa de 6% numa operação que rende 11,75% o rendimento é cortado pela metade”, argumentou.

Segundo Mantega, as empresas tomam empréstimo barato fora do Brasil e aplicam aqui a taxas mais altas, fazendo a chamada arbitragem. “Ou seja, ganham pela diferença entre a taxa que tomam lá fora e a taxa que aplicam ou emprestam aqui dentro”.

Mantega explicou que além de reduzir o fluxo de dólares que chega ao Brasil, o governo quer reduzir a oferta de crédito na economia. “O Banco Central tem tomado medidas para atenuar o aumento do crédito e essa porta de entrada (de crédito externo para aplicação no mercado financeiro) acaba neutralizando as medidas”.

O ministro avaliou que há uma excessiva liquidez de crédito no mercado internacional devido às políticas expansivas que vem sendo adotadas pelos Estados Unidos e pelos países europeus. “Tem muita liquidez devido às políticas monetárias americana e européia. Está sobrando crédito, e crédito barato”.

O ministro reafirmou que o governo não cogita taxar investimento estrangeiro direto (IED). “Porém se nós verificarmos que há arbitragem também no IED poderemos tomar alguma medida”.

Mantega disse que o governo tem um rol de medias para continuar atenuando o aumento da entrada de dólares no Brasil, mas ponderou que isso está sendo feito de forma a não interferir na economia.

“Se restringirmos muito a tomada de crédito no exterior poderemos comprometer investimento. As medidas não podem ser muito drásticas. Se a dose do remédio for muito alta, o efeito colateral é maior”, disse.

Combustível – Questionado por jornalistas sobre um possível aumento no preço da gasolina, Mantega negou. “Não há previsão de alta da gasolina”.

Em relação à elevação dos preços do etanol, explicou que a aumento atual se deve à entressafra da cana-de-açúcar e ao excesso de chuvas nas regiões produtoras.

Ele lembrou que a partir de abril começa a colheita na nova safra, com aumenta da oferta de etanol. “Em maio o preço do álcool começa a cair e a tendência é de regularização do preço.

Disponível em: www.fazenda.gov.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mercado de Taxas de Juros: 01/04/2011

O destaque da última semana ficou com a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central.

No documento a autoridade monetária informou que a meta de inflação para 2011 já não é mais prioritária. Essa decisão foi determinante para o comportamento das taxas de juros na última semana.

Dando continuidade ao movimento de baixa verificado nas últimas semanas, as taxas de juros sofreram uma redução nos vértices mais longos na última semana e foi intensificada após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação divulgado pelo Banco Central na última quinta-feira.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo ao desistir de baixar a inflação para meta no ano de 2011, o Banco Central levou o mercado a reduzir as apostas nos juros.

O mercado interpretou que ao desistir de buscar baixar a inflação para 4,5% neste ano o Banco Central não será pressionado a elevar ainda mais as taxas de juros.

Já nos vértices mais curtos os resultados da produção industrial e a divulgação do número de emplacamentos divulgados pela Fenabrave surpreenderam os investidores e fizeram com que os juros subissem na última sexta-feira.


Na última semana os papéis atrelados ao IPCA, IMA-B, continuaram apresentando um bom desempenho. No acumulado da semana os papéis com prazos inferiores a cinco anos, IMA-B 5, obtiveram um retorno de 0,58%. Já os papéis com prazos superiores a cinco anos, IMA-B 5+, apresentaram um retorno de 0,66%.

A pior performance ficou para os papéis atrelados a taxa de juros, IMA-S, que obtiveram um retorno de apenas 0,22% na última semana.


As expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziram de 5,45% para 5,35% na última semana.

Para 2011 o Boletim Focus apontou uma ligeira alta na última semana ao atingir 6,02% (contra 6,00% verificado na semana anterior).

Já para 2012 a alta foi mais significativa, passando de 4,91, na semana encerrada no dia 25 de março, para 5,00% na pesquisa realizada dia 01 de abril.


A alta na expectativa de inflação verificada na última pesquisa Focus poderá beneficiar o desempenho dos papéis indexados a taxa de juros, IMA-S, e dar continuidade na boa performance dos papéis indexados a inflação, IMA-B.

Referência Bibliográfica

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.

__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp

__________________. Relatório Trimestral de Inflação. Disponível em: http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=P&ano=2011&acaoAno=ABRIR&mes=03&acaoMes=ABRIR

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Education, 2004, 3ª edição.

BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp

BRADESCO. Economia em Dia. Disponível em: http://www.economiaemdia.com.br/

CARVALHO, Fernando J. Cardim de; [et al.] Economia monetária e financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 – 9ª reimpressão.

DORNBUSCH, Rudiger, FISCHER, Stanley. Macroeconomia. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.

GRANER, Fabio; FERNANDES, Adriana. BC Desiste de Baixar Inflação a 4,5% e Mercado Reduz Aposta nos Juros. São Paulo: jornal O Estado de São Paulo, matéria publicada em 31/03/2011 – pág. B1.

MANKIW, Gregory. Macroeconomia. Rio de Janeiro: LTC, 2004, 5ª edição.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Opinião: Tragédia no Japão – Uma Esperança de Tempos Melhores Ressurge Após o Caos

Nos primeiros dias que sucederam o terremoto no Japão foi observado um aumento no nervosismo no mercado financeiro com a forte volatilidade, leia-se forte variação dos preços, das commodities.

Esse aumento é decorrente da importância do país na pauta de importações no mercado mundial.

Mas a capacidade de recuperação demonstrada no período pós-guerra e o significativo nível interno de poupança não seriam fatores que possibilitariam uma retomada do crescimento do país com conseqüências benéficas para a economia mundial?

De fato o país é um dos maiores importadores de commodities do mundo e sua infra-estrutura sofreu estragos significativos com o terremoto de 11 de março.

Segundo Sologuren o Japão é o maior importador de milho do mundo – responsável por 17% das importações mundiais.

Ainda segundo o autor “como os principais portos do país asiático foram comprometidos pelo terremoto seguido de tsunami, paira a incerteza em relação ao volume que será importado pelo Japão, não apenas no curto prazo como no médio prazo”.

Contudo, o país possui um excepcional poder de recuperação e que foi verificado no período pós-guerra.

Dentre os fatores que permitem sua indiscutível resiliência pode-se destacar seu elevado nível de poupança interno - que possibilitará o financiamento das obras de reconstrução das áreas atingidas pela catástrofe.

De acordo com o Portal São Francisco o país possui “estímulo oficial à poupança: os japoneses poupam em torno de 20 % dos seus salários”.

O processo de reconstrução exigirá que o país demande matérias primas e maquinários produzidos em outros países.

Os países fornecedores serão estimulados a aumentar a produção para atender a demanda japonesa e, conseqüentemente, receberão um incremento em sua renda interna o que estimulará o consumo e, com isso, poderá favorecer as exportações de outras economias que não estejam diretamente ligadas comercialmente ao Japão.

Deste modo, para concluir, apesar de sua infra-estrutura ter sido significativamente danificada com o terremoto de 11 de março, o Japão possui um reconhecido potencial de recuperação e isso poderá estimular a retomada do crescimento econômico de seu país - e dos outros países também – já nos próximos trimestres.

Referência bibliográfica

Costa, Cristiano M. Poupança Japonesa. Blog do Cristiano M. Costa. Disponível em: http://www.cristianomcosta.com/2010/01/poupanca-japonesa.html

Mesquita, Mario. Decisões sob Incerteza. Jornal Folha de São Paulo: São Paulo, matéria publicada no caderno Mercado em 23 mar. 2011, página B10.

Portal São Francisco. Tigres Asiáticos. Portal São Francisco. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/tigres-asiaticos/tigres-asiaticos.php

Sologuren, Leonardo. Incerteza Econômica no Japão Influencia Mercado do Milho. Jornal Folha de São Paulo: São Paulo, Análise Agronegócio, matéria publicada no caderno Mercado em 22 mar. 2011, página B7.

Wikipédia. Japão. Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%A3o

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mercado de Taxas de Juros: 25/03/2011

Foi observado na última semana um forte ajuste nos vértices curtos da estrutura a termo de taxa de juros. Dentre os destaques nos noticiários tivemos a continuidade dos conflitos na Líbia, o desenrolar dos problemas com a usina de Fukushima, a renuncia do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, a renuncia do presidente da Vale, Roger Agnelli, e a divulgação da taxa de desemprego no Brasil.

Contudo, o fato que mais pesou no desempenho dos juros futuros foi o anuncio do novo compulsório, feito no dia 23, que levou o mercado apostar na possibilidade de ocorrer novas medidas macroprudenciais de contenção ao crédito.

Segundo a Agência Estado/Broadcast esse aumento nas expectativas de novas medidas por parte da autoridade monetária levou “os players derrubarem as taxas dos contratos de curto prazo”.

Contudo, ainda de acordo com a Agência Estado/Broadcast “esse movimento foi completado pela pressão da ponta longa da curva a termo, na reação clássica que transfere para o futuro os riscos inflacionários, e a necessidade de aperto do juro mais à frente”.

Esse movimento justifica a queda da curva de juros nos vértices mais curtos e a manutenção dos valores no longo prazo verificados na semana anterior.


Já no mercado de renda fixa o destaque ficou para os papéis atrelados a inflação com vencimentos inferiores a 05 anos (IMA-B 5) que apresentaram um retorno acumulado de 1,32% no mês (até o dia 25/03/2011).

Em segundo lugar estão os papéis pré-fixados com vencimentos inferiores a 01 ano (IRF-M 1) que por sua vez tiveram uma performance de 0,89% no acumulado do mês de março até o dia 25.


O Boletim Focus apresentado na manhã desta segunda apontou para uma piora nas expectativas de inflação de maneira generalizada.

As expectativas do IPCA ficaram em 5,45% (contra 5,36 na semana anterior) para os próximos 12 meses; 6,00% (contra 5,88%) para 2011 e 4,91% (contra 4,80%) para 2012.


Diante da piora do cenário inflacionário acredito que os papéis atrelados ao IPCA (IMA-B) continuem apresentando bons resultados e as curvas futuras de juros sofram um novo ajuste nos vértices mais curtos. Esse ajuste tenderá a prejudicar o desempenho dos papéis pré-fixados de curto prazo (IRF-M).

Referência Bibliográfica

AGÊNCIA ESTADO - BROADCAST. Confiante, mercado espera ajuda da UE para Portugal. Informativo distribuído em 25/03/2011.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.

__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Education, 2004, 3ª edição.

BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp

BRADESCO. Economia em Dia. Disponível em: http://www.economiaemdia.com.br/

CARVALHO, Fernando J. Cardim de; [et al.] Economia monetária e financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 – 9ª reimpressão.

DORNBUSCH, Rudiger, FISCHER, Stanley. Macroeconomia. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.

MANKIW, Gregory. Macroeconomia. Rio de Janeiro: LTC, 2004, 5ª edição.

domingo, 27 de março de 2011

Análise de Conjuntura: Emprego no Brasil - Fevereiro/2011

O mercado de trabalho brasileiro continuou apresentando bons resultados no mês de fevereiro e atingiu a menor marca histórica para o período. Fatores como o corte de R$ 50 bilhões no orçamento e a injeção de recursos no BNDES poderão trazer uma nova dinâmica no nível de emprego no país.

A taxa de desocupação, apurada pelo IBGE, permaneceu estável no mês de fevereiro e atingiu a marca de 6,4%. O número veio em linha com as expectativas dos economistas ouvidos pela Agência Estado Projeções.

A população ocupada no mês de fevereiro foi estimada em 22,2 milhões no agregado das seis regiões pesquisadas pelo IBGE (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).


O setor de Construção foi o destaque positivo na taxa de ocupação ao apresentar uma alta de 4,1% em relação ao mês de janeiro. Na outra ponta ficou o setor de Serviços Domésticos que apresentou a maior queda anual sofrer redução de 6,6% em relação ao contingente observado em fevereiro de 2010.

Contudo, com o anúncio do corte de verbas para o programa Minha Casa Minha Vida essa alta observada no setor de Construção poderá se reverter a partir do mês de março.

Por outro lado a injeção de R$ 50 bilhões no BNDES possibilitará um incremento no nível de investimentos o que proporcionará um cenário benigno para o mercado de trabalho nos próximos meses.


A formalização no mercado de trabalho vem se intensificando nos últimos meses, gerando aumento na arrecadação dos tributos sobre a folha de pagamento e contribuindo para a queda no déficit da previdência. Segundo dados da Agência Brasil, divulgados pelo jornal Valor, no mês de fevereiro a Previdência Social registrou um déficit de R$ 3,315 bilhões – inferior aos R$ 4,021 bilhões registrados em fevereiro de 2010.

Esse resultado é positivo, pois permite que parte dos recursos do orçamento federal sejam liberados para investimentos em outros setores como saúde, educação e infra-estrutura.

Historicamente a taxa de desocupação começa a sofrer redução a partir do mês de maio o que, somado aos esforços do governo em estimular os investimentos para conter a inflação, me leva a acreditar que as expectativas para o mercado de trabalho são positivas para os próximos meses - com ressalva ao setor de Construção em virtude dos cortes feitos para o programa Minha Casa Minha Vida.

Referência Bibliográfica


Agência Brasil. Déficit da Previdência Social diminui 17,6% em fevereiro. Brasília: Agência Brasil. Matéria publicada no jornal Valor em 25 mar. 2011. Disponível em:
http://www.valoronline.com.br/impresso/brasil/97/402903/deficit-da-previdencia-social-diminui-176-em-fevereiro

Agência Estado/Broadcast. Emprego e relatório da dívida pública são destaques. Relatório Agenda do Dia 24 de mar 2011.

Bradesco. Desaceleração dos rendimentos do trabalho em fevereiro, em termos reais e nominais, reforçou nossa expectativa de arrefecimento moderado da atividade para os próximos meses. Bradesco: Boletim Diário Matinal de 25 mar 2011. Disponível em: http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/content/popup/PopupPdfViewer.aspx?NomeArquivo=/static_files/EconomiaEmDia/Arquivos/boletim_diario_matinal_25_03_11.pdf

IBGE. Indicadores IBGE: Pesquisa Mensal de Emprego - Fevereiro 2011. Rio de Janeiro: Pesquisa Mensal de Emprego, fev. de 2011. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201102tmcomentarios.pdf

______. Dados PME. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/default_variacao.shtm

domingo, 20 de março de 2011