Econocratum: Uno a técnica do mercado à crítica econômica para analisar o fluxo de capital, os gargalos produtivos e o valor das empresas. Meus insights surgem de uma curadoria despretensiosa de livros e notícias. Defendo uma síntese entre liberalismo econômico e social-democracia, expressando livremente opiniões que buscam entender os reais impactos do capital na sociedade.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 13/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Melhora no cenário externo após a aprovação das medidas de austeridade fiscal na Grécia e continuidade das projeções de inflação acima da meta elevaram os juros futuros na sessão de hoje.
A aprovação das medidas de austeridade na Grécia permitirá ao país receber a ajuda de cerca de € 130 bilhões que darão folga para quitar os € 14,5 bilhões em títulos que vencerão em 20 de março. Com isso, diminui um pouco as preocupações dos investidores quanto a um contágio da crise para outros países, pois um eventual calote grego fecharia o mercado de financiamento de dívidas para países como Portugal, Itália e Espanha.
Diante da melhora no humor dos investidores a tendência é de que tenhamos uma recuperação nos preços das commodities e um fator de pressão para a alta da inflação aqui no Brasil.
Por falar de inflação o mercado continua apostando num IPCA acima da meta para 2012. De acordo com o último boletim Focus, o mercado espera que a inflação fique em 5,29 por cento em 2012 e 5,00 por cento em 2013 – contra uma meta de 4,50 por cento. Vale ressaltar que o teto máximo da meta do governo é até 6,50 por cento.
Acredito que com a melhora do cenário externo e com as quebras nas safras devido aos problemas climáticos enfrentados no início deste ano, possamos ter algum repique inflacionário nos próximos meses que poderá levar ao aumento nos vértices mais longos das curvas de juros futuros.
Na sessão de sexta, apesar da alta apresentada no início do pregão, as taxas de juros fecharam em baixa nos vértices longos impactadas pela deflação registrada na primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado de fevereiro (IGP-M).
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A Tecnologia no Lugar do Emprego Humano: Criação ou Destruição de Riqueza?
Por Carlos Soares Rodrigues,
“Aumentos na disponibilidade de recursos produtivos – o trabalho e o capital usados no produto de bens e serviços -, ..., ajudam para o aumento do PNB real.” (DORNBUSCH&FISCHER)
Em matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, assinada pelo jornalista Felipe Gutierrez, no caderno Carreiras e Empregos, no dia 30 de outubro de 2011, temos a seguinte constatação: “ máquinas podem roubar empregos que exigem mais qualificação” e que estes avanços veem ocorrendo em intervalos cada vez menores.
Ainda segundo a matéria “há exemplos como o de softwares para o mercado financeiro” que veem substituindo a função de operadores da bolsa.
O aumento tecnológico, em substituição ao trabalho humano, pode contribuir para o crescimento do produto, leia-se da economia e riqueza de um país. Contudo, resta saber se de fato esse aumento no produto ser reverte ou não, de fato, em aumento na riqueza da população como um todo ou se ficará concentrado nas mãos de poucos?
Delfim Neto em sua célebre frase nos tempos de ministro dizia que “era preciso deixar o bolo crescer para depois distribuir”.
Certamente que um avanço tecnológico costuma destruir postos de trabalho, até então ocupados pelo capital humano, e cria um contingente de desempregados para esta função. Porém, esse contingente será forçado a se adaptar a nova realidade e a buscar por mais capacitação.
De fato avanço tecnológico é fruto dos esforços de pessoas empreendedoras que buscaram inovar seus negócios no intuito de oferecer produtos e serviços de qualidade com custo menor para seu consumidor final – categoria que, diga-se de passagem, eu e vocês nos incluímos.
Neste sentido o aumento no produto, ou da riqueza de um país, através do avanço tecnológico, não tende a ficar concentrado nas mãos de poucos, pois, ao passo que, bens e serviços vão ficando mais acessíveis e de melhor qualidade, todos nós acabamos usufruindo de um mesmo padrão de consumo, senão superior, sem a necessidade de se gastar mais por isso.
Mas como ficam as pessoas que perderam seu emprego? O que elas ganham com isso?
Como dito, essas pessoas serão forçadas a buscar maior capacitação diante da nova realidade. Isso os tornará profissionais mais qualificados e capazes de produzir mais riqueza com menos necessidade de capital, leia-se, maquinário. Mais qualificadas, as pessoas a tendência é que passem a ser melhor remuneradas e também consigam usufruir de um melhor padrão de vida.
Mercados de taxa de juros – 10/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Apesar das expectativas do mercado terem apontado para uma alta de 0,56 por cento o IPCA de janeiro não agradou e puxou para cima as taxas de juros futuros na sessão de hoje.
Puxado por transportes e alimentos o índice ficou 0,06 por cento acima do resultado de dezembro.
Contudo, dados recentes sinalizam que para os próximos meses o indicador tenderá para uma maior desaceleração. Acredito que o indicador termine o ano na faixa dos 5,90 por cento, ou seja, dentro da meta do governo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 09/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
IPC-Fipe comedido e especulações em torno de uma possível mudança nas regras da caderneta de poupança ditam os rumos dos negócios no mercado de taxa de juros no dia de hoje.
A inflação ao consumidor da cidade de São Paulo, medida pela FIPE, apresentou alta de 0,42 por cento até a quadrissemana encerrada no dia 07 de fevereiro. O resultado veio abaixo das expectativas apuradas pela Bloomberg que era de uma alta de 0,57 por cento. Contribuíram para a desaceleração do índice os grupos Alimentação e Transportes.
Rumores de que a presidente Dilma Roussef anuncie mudanças nas regras da caderneta de poupança também contribuíram para a queda nas taxas de juros futuros no dia de hoje. Acredita-se que pela vontade da presidente esta mudança ocorra ainda neste ano o que possibilitará maiores cortes na Selic e, caso aproveda, diminuirá a inclinação da curva de juros com a redução dos vértices mais longos da estrutura a termo.
O cenário que se configura, portanto, é de continuidade na queda das taxas de juros uma vez que o governo vem agindo no sentido de possibilitar que a autoridade monetária tenha mais liberdade para maiores cortes na Selic. Para muitos a atual regra de calculo de remuneração da caderneta de poupança é o grande empecilho que impede a taxa básica ficar, em termos anuais, abaixo de 8,5 por cento.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 08/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Inflação abaixo das expectativas e a sondagem do banco central brasileiro junto ao mercado a respeito da taxa neutra de juros e de desemprego contribuíram para a queda dos juros no dia de hoje.
O IPC-S recuou de 0,81 para 0,46 por cento no período até 07 de fevereiro; as estimativas da Bloomberg apontavam para uma alta de 0,65 por cento. O grupo Educação foi o que mais se destacou recuando de 4,9 para 2,72 por cento.
A sondagem do banco central brasileiro junto ao mercado quanto ao nível atual da taxa neutra de juros e da NAIRU também causou estranheza e levou os investidores a apostarem em maiores cortes das taxas de juros.
A taxa neutra seria a menor taxa de juros que não gere riscos de inflação para a economia. Já a NAIRU ou taxa de desemprego natural seria o menor nível de desemprego que a economia suporta sem que ocorram pressões inflacionárias.
Com as mudanças da economia brasileira ocorridas nos últimos anos acredito que tanto a taxa neutra de juros quanto a NAIRU (taxa de desemprego natural) encontra-se em níveis inferiores ao que acreditavam ser em décadas anteriores.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 07/01/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Receios de uma possível desaceleração da economia global voltam a derrubar as taxas de juros na sessão de hoje.
Apesar dos esforços de Alemanha e França, a greve geral na Grécia juntamente com o impasse entre o governo Papademos com os lideres políticos continuam a azedar o humor do mercado.
Um eventual default na dívida grega poderá levará os investidores a uma fuga em massa para ativos mais seguros e prejudicando o crescimento da economia mundial. Com o cenário recessivo as taxas de juros tenderão a recuar devido a necessidade de reativar a economia e também pelo menor risco de alta da inflação.
Além disso, teremos também a fala do presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, ao Senado onde comentará sobre as perspectivas da economia americana.
Caso o pronunciamento seja aquém das expectativas do mercado as taxas intensificarão o movimento de baixa das taxas de juros já verificado nos últimos dias.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Juros: DI cai com exterior abrindo espaço para corte da Selic
Por Josué Leonel, Bloomberg,
6 de fevereiro (Bloomberg) -- Os juros nos mercados futuros recuam com receios renovados sobre as dificuldades da Grécia para chegar a um acordo com credores gerando especulações de que o Brasil poderá ter maior espaço para alivio monetário.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 caía 3 pontos-base, para 9,47 por cento, às 10:03, aproximando-se do menor nível de fechamento do contrato, atingido em 2 de fevereiro. O dólar sobe após quatro quedas seguidas diante do real. No exterior, as ações europeias, o petróleo e o cobre recuam hoje antes do prazo final para a Grécia fechar um acordo com seus credores.
“É um reflexo da crise lá fora. Esta história sobre a Grécia está voltando”, disse Ures Folchini, chefe de renda fixa do Banco WestLB do Brasil SA, em entrevista por telefone de São Paulo. “O BC tem espaço para derrubar os juros. O mundo permite isso”.
O Banco Central vê a taxa básica de juros em um dígito este ano, disse o diretor de regulação do sistema financeiro, assuntos internacionais e gestão do risco Corporativo da instituição, Luiz Awazu Pereira da Silva.
“Há espaço para uma política de afrouxamento monetário no Brasil”, sem comprometer o objetivo de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5 por cento em 2012, disse o diretor em discurso em 4 de fevereiro no Encontro Nacional Fenaprevi, na Bahia, publicado no website do BC.
Os economistas do mercado elevaram a projeção para a Selic de 10,38 por cento para 10,75 por cento em 2013 e mantiveram em 9,50 por cento a previsão para a taxa em 2012, segundo a pesquisa Focus do BC divulgada hoje.
Os bancos públicos brasileiros estão fornecendo crédito a um ritmo quatro vezes mais rápido que instituições privadas, dificultando a tarefa do BC de reduzir juros e levar a inflação para a meta, mostra hoje a coluna de renda fixa da Bloomberg.
Os juros futuros subiram na maior parte dos contratos dia 3, após os dados da economia americana estimularem receios quanto ao controle da alta de preços mundiais.
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