segunda-feira, 9 de julho de 2018

Morning Call - 09/07/2018


Mapa do Tesouro

Por Carlos Soares, CNPI

Os juros futuros seguiram devolvendo prêmio na última semana tendo o movimento sustentado pelos números de IPCA e 'payroll' dentro das expectativas na sessão desta sexta-feira. Mesmo registrando a maior alta para um mês de junho desde 1995, o IPCA avançou 1,26% em relação ao mês de maio e ficou ligeiramente abaixo das expectativas que apontavam para uma alta de 1,28%. Ainda surtindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, a inflação de junho também foi pressionada pelo aumento da conta de luz, o que deve se repetir nos próximos levantamentos juntamente com os recentes reajustes no preço do gás de cozinha. Lá fora, os dados de emprego nos EUA ficaram praticamente em linha com as projeções ao somar 213 mil criações de vagas no mês de junho (est. 200 mil), mas o destaque ficou para o avanço de apenas 0,2% nos ganhos médios por hora trabalhada (est. 0,3%), o que afasta, por enquanto, quaisquer preocupações me relação a inflação no país e traz algum alívio em torno das expectativas em relação ao ritmo de alta na taxa de juros na maior economia do planeta. Por falar de inflação norte-americana, o destaque na agenda econômica ficará para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do mês de junho na quinta-feira, além do relatório Focus e do IGP-DI nesta segunda-feira (09), neste caso sem negociações por conta do feriado no Estado de São Paulo. Sigo vislumbrando que as incertezas ainda permanecem no radar e espero que tenhamos mais sessões de volatilidade no mercado de taxa de juros. Diante disso, vale cautela em relação aos títulos indexados a inflação e prefixados ofertados no Tesouro Direto.



Bom dia e excelente semana!















sábado, 7 de julho de 2018

Resumo da Semana de 29/06 a 06/07: Rendimento da Poupança e do Tesouro Direto nos Últimos Trinta Dias


Texto alternativo


Por Carlos Soares, CNPI

Com a melhora marginal dos investidores globais, mesmo com as tensões comerciais envolvendo os EUA e a China, os ativos emergentes apresentaram alguma recuperação neste início de julho. Dados de emprego nos EUA e de inflação no Brasil, conforme será comentado no 'Morning Call' desta segunda-feira (09), também contribuíram para trazer alívio aos juros futuros por aqui. Mas neste contexto qual teria sido o rendimento do Tesouro Direto comparado com o rendimento da poupança hoje? Por conta da queda dos juros futuros (contratos de DI futuro) - em especial para os juros esperados a partir de 2023 - negociados na B3 (Bolsa), o rendimento, ou juros oferecidos, pelo Tesouro Direto Prefixado e do Tesouro Direto Indexado ao IPCA também recuaram levando a alta nos preços (cotações) dos mesmos nos últimos 30 dias. Na tabela abaixo apresento uma proxy , considerando os principais indicadores que medem o desempenho da renda fixa, simulando um investimento mensal no Tesouro Direto no período de 06/06 a 06/07/2018. Como podemos notar, os rendimentos, ao menos no período, superaram em muito o rendimento da poupança hoje. Destaco que também será apresentado no 'Morning Call' desta segunda-feira o que espero para o cenário de renda fixa para os próximos dias, cuja agenda econômica reserva a divulgação dos dados de inflação nos EUA com potencial para mexer no desempenho dos mercados globais.

Texto alternativo


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Morning Call - 06/07/2018

Mapa do Tesouro

Por Carlos Soares, CNPI


Às vésperas da divulgação do IPCA as taxas de juros futuras negociadas na Bolsa voltaram a registrar uma sessão de alta - e que tende a se repetir no decorrer dos próximos dias. O cenário político-eleitoral deve ganhar força ao longo das próximas semanas e as incertezas acerca do quadro fiscal para os próximo governo deve trazer mais prêmio ao longo de toda a curva de juros - leia-se pressão sobre os títulos prefixados e indexados a inflação. Vale destacar que o cenário externo também pesou nos rumos dos negócios nesta quinta-feira (05) com a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) que apresentou uma preocupação acerca dos impactos das tensões comerciais sobre a atividade econômica, o que adicionou mais incertezas no radar dos investidores. Além do jogo da seleção às 15:00 tivemos a divulgação do IPCA do mês de junho que registrou alta de 1,26%, praticamente em linha com as expectativas que apontavam um avanço de 1,28% em relação a maio, levando o acumulado em 12 meses para 4,39% - bem próximo da meta oficial de 4,5%. Lá fora as atenções se voltarão para os números oficiais do mercado de trabalho nos EUA (9h30) que, segundo estimativas, deve ter apresentado a criação de 200 mil novas vagas no mês de junho. Um detalhe importante nos dados do mercado de trabalho norte-americano será o rendimento médio por hora trabalhada cujas projeções apontam para um acréscimo de 0,3% em relação a maio e um avanço que pode chegar a 2,3% em relação ao mesmo período de 2017. Caso estes indicadores fiquem acima das expectativas, podemos esperar uma forte correção dos mercados com alta das taxas de juros futuras por aqui e queda nas cotações dos títulos públicos prefixados e indexados a inflação ofertados no Tesouro Direto. Por ora, os juros futuros operam em viés de alta, especialmente nos vértices (vencimentos) mais longos (distantes) e, diante disso, o tom de cautela deve ditar os negócios na sessão de hoje.



Bom dia e bons investimentos!


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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Morning Call - 05/07/2018

Morning Call

Por Carlos Soares, CNPI


Em meio a um giro mais fraco nos mercados globais por conta do feriado nos EUA os juros futuros registraram uma sessão de baixa principalmente nos vértices (vencimentos) mais longos. Também contribuiu para o fechamento (recuo) das taxas na sessão desta quarta-feira (04) a percepção de que o Banco Central brasileiro esteja adotando uma postura mais 'hawkish' (mais dura, no jargão do mercado) no que tange ao controle da inflação no país. Por falar em inflação, também tivemos o anúncio pela Petrobrás de que o gás de cozinha terá um aumento médio de 4,4% a partir desta quinta-feira (05), ou seja, juntamente com o recente reajuste da conta de luz anunciado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que passou a vigorar na data de hoje. Resta saber se a inflação seguirá contida devido a elevada ociosidade da economia ou se os choques pontuais decorrentes da greve dos caminhoneiros, a alta do dólar e os reajustes dos preços administrados pressionarão os preços no país forçando o Banco Central antecipar a alta na taxa Selic. Segundo o último levantamento do relatório Focus, o mercado espera que a taxa básica de juros seja elevada a partir de maio de 2019. Já na sessão de hoje os destaques ficam para a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), às 15h00, e agora pela manhã (9h15) os dados de empregos do setor privado na maior economia do planeta, que devem ditar os rumos dos negócios nesta quinta-feira. Diante das incertezas que ainda permanecem no radar espero que tenhamos mais sessões de volatilidade no mercado de taxa de juros cujos impactos devem ser sentidos principalmente nos títulos indexados a inflação e prefixados ofertados no Tesouro Direto.



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terça-feira, 19 de junho de 2018

Morning Call - 19/09/2018


Por Carlos Soares, CNPI

Os investidores globais seguem migrando dos ativos de risco, como Bolsa de Valores e títulos de emergentes, para a segurança dos bonds (títulos de dívida) de países desenvolvidos, diante da expectativa de intensificação da guerra comercial envolvendo os EUA e China. Além das incertezas que estas investidas promovidas pelas duas maiores nações do planeta estão trazendo para os mercados, uma guerra comercial deverá surtir efeitos sobre os preços dos produtos com o encarecimento dos suprimentos utilizados em várias cadeias produtivas ao redor do globo. Aumento nos custos fatalmente resultará em mais inflação e com isso se espera uma intensificação no ritmo de alta da taxa de juros nas principais economias o que retroalimenta a migração de capital de curto prazo dos países em desenvolvimento para as nações desenvolvidas em busca de maior rendimento e menor risco. Diante disso, o que podemos esperar por aqui é de que o Banco Central possa agir por meio da venda de dólares (swap cambial) na tentativa de atenuar a alta da divisa norte-americana. Outro ponto que merece ser monitorado será a postura da nossa autoridade monetária no tocante a política monetária: devemos ficar atentos quanto a possibilidade de que o Banco Central antecipe a elevação da taxa Selic, hoje esperada para 2019, diante da deterioração do cenário externo e com as incertezas políticas por aqui - que em nada contribuem para o atual momento vivido pela economia brasileira. Diante de um cenário de alta na taxa de juros por aqui, o investidor deve ficar atento inclusive aos investimentos em renda fixa: títulos prefixados e indexados a inflação devem sofrer caso seja necessário efetuar o resgate antecipado de suas aplicações. Já no mercado acionário, as alternativas no curto prazo seguem para ações “dolarizadas”, ou seja, ações de empresas exportadoras cujas receitas se beneficiam com a alta do dólar.

Apertem os cintos...pois vem mais emoção por aí!!


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Morning Call - 01/06/2018


Morning Call de 01/06/2018 - UPDATE

Por Carlos Soares, CNPI



A bolsa de valores operava em alta nesta sexta-feira (01) diante da gradual normalização das atividades dos caminhoneiros e retomada do cotidiano das empresas e da população, mas o anúncio do pedido de demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, voltou a azedar o humor dos investidores locais levando o Ibovespa ao território negativo. Além disso, os efeitos sobre a inflação e retomada da economia devem ser sentidos, ao menos no curto prazo, por conta da alta dos preços dos produtos decorrente do desabastecimento e das incertezas sobre as contas públicas com a perda de R$ 13,5 bilhões aos cofres públicos para compensar a redução de R$ 0,46 por litro do diesel, sem contrapartida no corte dos gastos do governo. Outro fator que deve trazer mais incertezas nos próximos meses foi a aprovação do retorno da tributação sobre os salários (folha de pagamentos) para 28 setores da economia, além da eliminação de incentivos fiscais para indústrias químicas e de refrigerantes e que deve seguir retirando ímpeto da frágil retomada da atividade econômica. Lá fora tivemos algum fôlego na abertura com a melhora do humor dos investidores globais. Tivemos o alívio no cenário político italiano e espanhol, mas principalmente os dados de emprego nos EUA, divulgados a pouco, animam os mercados nas principais bolsas mundiais. A taxa de desemprego nos EUA ficou em 3,8% no mês de maio – sendo a mais baixa desde o ano 2000 - e o ganho médio por hora trabalhada (o quanto o trabalhador norte americano recebe por hora) cresceu 0,3% em relação ao mês de abril, o que reforça a confiança acerca do vigor do ritmo de crescimento da atividade econômica do país. Mas vale ressaltar que o cenário de inflação norte-americano exige atenção e segue sendo observado com cautela pelos investidores.




Fontes:
Bloomberg | Investing.com | Infomoney







Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

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