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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 09/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 09 de agosto: Conforme antecipado no último post, os contratos de juros futuros subiram na sessão de ontem diante dos resultados de inflação divulgados pelo IBGE e pela FGV.
Por enquanto os juros operam em baixa diante de temores de uma maior desaceleração da economia chinesa.
A produção da economia asiática apresentou alta de 10,3 por cento no mês de junho – ante estimativas de 10,4 por cento. A inflação ao consumidor chinês também registrou recuo e apresentou alta de 1,8 por cento em julho, contra os 2,2 por cento registrados no mês anterior.
A queda na produção, juntamente com o recuo na inflação, representa uma diminuição na demanda agregada da 2ª maior economia do mundo e tem como reflexo o desaquecimento das exportações brasileiras que, por sinal, também afetarão o nosso crescimento.
Com crescimento menor, nossa demanda agregada também se reduz e pressiona menos a inflação aqui no país, dando espaço para maiores cortes na meta Selic.
Seguro-desemprego, balança comercial e estoques do atacado nos EUA são os destaques da agenda econômica para o dia de hoje.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 08/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 08 de agosto: Mesmo com a queda na produção alemã, os juros futuros estão em alta com a divulgação dos resultados ruins de inflação pela FGV e pelo IBGE.
Pressionado pelos grupos Alimentação e Transporte, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, de julho apresentou alta de 0,43 por cento e, no acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registra alta de 5,20 por cento – acima da meta de 4,50 por cento estabelecida pelo governo.
Já o IPC-S voltou a subir no último levantamento devido a alta nos preços das hortaliças. Com isso, o grupo Alimentação poderá continuar impactando os próximos resultados do IPCA.
Já na primeira prévia do IGP-M de agosto, tivemos a única boa notícia que é o pequeno recuo no Índice de Preço ao Consumidor. Os preços de automóveis e gasolina ajudaram na queda do IPC-S. Contudo, soja, milho e derivados continuam pressionando os preços no atacado e, em breve, poderão contaminar os preços ao consumidor.
Estoques de petróleo nos EUA e inflação na China também ditarão os rumos dos negócios no dia de hoje.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 07/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 07 de agosto: Dados de inflação se sobrepuseram a redução nas projeções do crescimento da economia brasileira divulgadas no relatório Focus e fizeram com que os juros futuros tivessem um dia de alta na sessão de ontem.
Pressionado pelos preços agrícolas, os preços no atacado puxaram o IGP-DI de julho. Quebras nas safras aqui no Brasil e nos EUA elevaram os preços do milho e da soja e levaram o indicador de preços a uma alta de 1,52 por cento – resultado acima dos 1,46 por cento estimados pelo mercado.
Para a agenda de hoje teremos indicadores de capacidade utilizada da indústria brasileira e de crédito nos EUA.
Caso estes indicadores venham acima das projeções e caso tenhamos alguma ação por parte do Banco Central Europeu no sentido de socorrer os países em dificuldade, poderemos ter um dia de alta no mercado futuro de taxa de juros no dia de hoje.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 06/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 06 de agosto: Dados positivos do mercado de trabalho norte-americano animaram os investidores na sexta e fizeram com que os juros futuros reagissem na última sessão.
A geração de vagas foi bem acima do previsto pelo mercado e contribuiu para a melhora do otimismo dos investidores em relação a uma possível retomada no crescimento econômico.
Contudo, por aqui o otimismo não é o mesmo e, de acordo com o boletim Focus, os analistas de mercado projetam agora um crescimento de 1,85 por cento do PIB brasileiro para 2012 e de 4,00 por cento para 2013.
Já os indicadores de inflação apontam para maiores altas nos juros daqui em diante com as expectativas girando em torno de 5 por cento para 2012 e 5,58 em 12 meses.
Divulgado a pouco, o IGP-DI de julho também veio acima das projeções do mercado e registrou alta de 1,52 por cento – ante expectativa de 1,46 por cento.
Para hoje espera-se um dia de alta nas taxas de juros como resposta a piora no cenário inflacionário. Com os preços pressionando para cima o Banco Central será obrigado e elevar a meta da Selic em breve.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 03/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 03 de agosto: As declarações do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, após o encontro da entidade, frustraram as expectativas do mercado que aguardava o anuncio de um pacote de ajuda aos países em dificuldade no bloco.
Com isso, temendo um cenário recessivo que possa pressionar menos a inflação, os juros futuros apresentaram um dia de queda na sessão de ontem.
Dados de emprego e da atividade industrial norte americana poderão dar continuidade ao movimento de baixa no dia de hoje, caso venham ruins.
Por enquanto as bolsas lá fora respondem positivamente acreditando que o relatório de emprego nos EUA venha positivo.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 02/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 02 de agosto: Os juros encerraram o dia de ontem em baixa impactados pelos dados da produção industrial brasileira e também pelo resultado de inflação que indicou desaceleração dos preços aqui no país.
Conforme dito no último post, a produção brasileira registrou alta de 0,2 por cento no mês de junho e veio abaixo dos 0,8 por cento projetados pelo mercado. Mas, além deste resultado, contribuiu também para a queda dos juros a divulgação do IPC-S pela Fundação Getúlio Vargas.
A desaceleração do grupo Alimentação, em especial dos preços das carnes bovinas, fez com que o indicador registrasse alta de 0,22 por cento, abaixo dos 0,28 por cento estimados pelos analistas consultados pela agencia de notícias Bloomberg.
Apesar das quebras nas safras de soja e milho, os preços das carnes bovinas continuarão a segurar a inflação nos próximos meses devido ao excesso de gado para abate; pois, com uma oferta maior os produtores terão menos espaço para elevar os preços.
Para hoje está previsto, na agenda brasileira, o leilão do Tesouro e a divulgação do balanço da Gerdau. Já no exterior, teremos pedidos à indústria e seguro desemprego nos EUA, o PMI de serviços na China e a reunião do Banco Central Europeu.
Caso estes indicadores venham bons, teremos uma melhora no otimismo em relação aos rumos da economia mundial e, com isso, um cenário propício para novas altas nas taxas de juros.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Economia e mercado de taxa de juros – 01/08/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
SÃO PAULO - 01 de agosto: Os juros fecharam em alta, mas beirando a estabilidade, na sessão de ontem, com a espera dos resultados da produção industrial brasileira, que por sinal foi divulgada a pouco, e diante das expectativas em torno das reuniões do Federal Reserve e do Banco Central Europeu.
O resultado do superávit primário, que veio abaixo das estimativas apuradas pela Bloomberg, não chegaram a trazer maiores oscilações nos juros futuros. O resultado do setor público foi de R$ 2,8 bilhões no mês de junho – ante estimativas de R$ 6,8 bilhões.
Um superávit menor significa que o governo tem realizado maiores gastos e incrementado ainda mais a demanda agregada do país e, com isso, causando uma pressão adicional sobre os preços nos próximos meses.
A produção industrial brasileira registrou alta mensal de 0,2 por cento no mês de junho. O resultado significou a primeira alta após três meses consecutivos e, de acordo com o gráfico abaixo, indica que a industria começa, com exceção de Bens Duráveis, a dar sinais de recuperação, em resposta aos estímulos do governo nos últimos meses.
De qualquer forma a produção industrial veio abaixo do esperado onde as estimativas giravam em torno de uma alta 0,8 por cento. Com isso, as taxas recuam no dia de hoje diante da expectativa de que o Banco Central realize maiores cortes na meta Selic como forma de reativar a atividade industrial no país.
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