sexta-feira, 6 de julho de 2018

Morning Call - 06/07/2018

Mapa do Tesouro

Por Carlos Soares, CNPI


Às vésperas da divulgação do IPCA as taxas de juros futuras negociadas na Bolsa voltaram a registrar uma sessão de alta - e que tende a se repetir no decorrer dos próximos dias. O cenário político-eleitoral deve ganhar força ao longo das próximas semanas e as incertezas acerca do quadro fiscal para os próximo governo deve trazer mais prêmio ao longo de toda a curva de juros - leia-se pressão sobre os títulos prefixados e indexados a inflação. Vale destacar que o cenário externo também pesou nos rumos dos negócios nesta quinta-feira (05) com a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) que apresentou uma preocupação acerca dos impactos das tensões comerciais sobre a atividade econômica, o que adicionou mais incertezas no radar dos investidores. Além do jogo da seleção às 15:00 tivemos a divulgação do IPCA do mês de junho que registrou alta de 1,26%, praticamente em linha com as expectativas que apontavam um avanço de 1,28% em relação a maio, levando o acumulado em 12 meses para 4,39% - bem próximo da meta oficial de 4,5%. Lá fora as atenções se voltarão para os números oficiais do mercado de trabalho nos EUA (9h30) que, segundo estimativas, deve ter apresentado a criação de 200 mil novas vagas no mês de junho. Um detalhe importante nos dados do mercado de trabalho norte-americano será o rendimento médio por hora trabalhada cujas projeções apontam para um acréscimo de 0,3% em relação a maio e um avanço que pode chegar a 2,3% em relação ao mesmo período de 2017. Caso estes indicadores fiquem acima das expectativas, podemos esperar uma forte correção dos mercados com alta das taxas de juros futuras por aqui e queda nas cotações dos títulos públicos prefixados e indexados a inflação ofertados no Tesouro Direto. Por ora, os juros futuros operam em viés de alta, especialmente nos vértices (vencimentos) mais longos (distantes) e, diante disso, o tom de cautela deve ditar os negócios na sessão de hoje.



Bom dia e bons investimentos!


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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Morning Call - 05/07/2018

Morning Call

Por Carlos Soares, CNPI


Em meio a um giro mais fraco nos mercados globais por conta do feriado nos EUA os juros futuros registraram uma sessão de baixa principalmente nos vértices (vencimentos) mais longos. Também contribuiu para o fechamento (recuo) das taxas na sessão desta quarta-feira (04) a percepção de que o Banco Central brasileiro esteja adotando uma postura mais 'hawkish' (mais dura, no jargão do mercado) no que tange ao controle da inflação no país. Por falar em inflação, também tivemos o anúncio pela Petrobrás de que o gás de cozinha terá um aumento médio de 4,4% a partir desta quinta-feira (05), ou seja, juntamente com o recente reajuste da conta de luz anunciado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que passou a vigorar na data de hoje. Resta saber se a inflação seguirá contida devido a elevada ociosidade da economia ou se os choques pontuais decorrentes da greve dos caminhoneiros, a alta do dólar e os reajustes dos preços administrados pressionarão os preços no país forçando o Banco Central antecipar a alta na taxa Selic. Segundo o último levantamento do relatório Focus, o mercado espera que a taxa básica de juros seja elevada a partir de maio de 2019. Já na sessão de hoje os destaques ficam para a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), às 15h00, e agora pela manhã (9h15) os dados de empregos do setor privado na maior economia do planeta, que devem ditar os rumos dos negócios nesta quinta-feira. Diante das incertezas que ainda permanecem no radar espero que tenhamos mais sessões de volatilidade no mercado de taxa de juros cujos impactos devem ser sentidos principalmente nos títulos indexados a inflação e prefixados ofertados no Tesouro Direto.



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terça-feira, 19 de junho de 2018

Morning Call - 19/09/2018


Por Carlos Soares, CNPI

Os investidores globais seguem migrando dos ativos de risco, como Bolsa de Valores e títulos de emergentes, para a segurança dos bonds (títulos de dívida) de países desenvolvidos, diante da expectativa de intensificação da guerra comercial envolvendo os EUA e China. Além das incertezas que estas investidas promovidas pelas duas maiores nações do planeta estão trazendo para os mercados, uma guerra comercial deverá surtir efeitos sobre os preços dos produtos com o encarecimento dos suprimentos utilizados em várias cadeias produtivas ao redor do globo. Aumento nos custos fatalmente resultará em mais inflação e com isso se espera uma intensificação no ritmo de alta da taxa de juros nas principais economias o que retroalimenta a migração de capital de curto prazo dos países em desenvolvimento para as nações desenvolvidas em busca de maior rendimento e menor risco. Diante disso, o que podemos esperar por aqui é de que o Banco Central possa agir por meio da venda de dólares (swap cambial) na tentativa de atenuar a alta da divisa norte-americana. Outro ponto que merece ser monitorado será a postura da nossa autoridade monetária no tocante a política monetária: devemos ficar atentos quanto a possibilidade de que o Banco Central antecipe a elevação da taxa Selic, hoje esperada para 2019, diante da deterioração do cenário externo e com as incertezas políticas por aqui - que em nada contribuem para o atual momento vivido pela economia brasileira. Diante de um cenário de alta na taxa de juros por aqui, o investidor deve ficar atento inclusive aos investimentos em renda fixa: títulos prefixados e indexados a inflação devem sofrer caso seja necessário efetuar o resgate antecipado de suas aplicações. Já no mercado acionário, as alternativas no curto prazo seguem para ações “dolarizadas”, ou seja, ações de empresas exportadoras cujas receitas se beneficiam com a alta do dólar.

Apertem os cintos...pois vem mais emoção por aí!!


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Morning Call - 01/06/2018


Morning Call de 01/06/2018 - UPDATE

Por Carlos Soares, CNPI



A bolsa de valores operava em alta nesta sexta-feira (01) diante da gradual normalização das atividades dos caminhoneiros e retomada do cotidiano das empresas e da população, mas o anúncio do pedido de demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, voltou a azedar o humor dos investidores locais levando o Ibovespa ao território negativo. Além disso, os efeitos sobre a inflação e retomada da economia devem ser sentidos, ao menos no curto prazo, por conta da alta dos preços dos produtos decorrente do desabastecimento e das incertezas sobre as contas públicas com a perda de R$ 13,5 bilhões aos cofres públicos para compensar a redução de R$ 0,46 por litro do diesel, sem contrapartida no corte dos gastos do governo. Outro fator que deve trazer mais incertezas nos próximos meses foi a aprovação do retorno da tributação sobre os salários (folha de pagamentos) para 28 setores da economia, além da eliminação de incentivos fiscais para indústrias químicas e de refrigerantes e que deve seguir retirando ímpeto da frágil retomada da atividade econômica. Lá fora tivemos algum fôlego na abertura com a melhora do humor dos investidores globais. Tivemos o alívio no cenário político italiano e espanhol, mas principalmente os dados de emprego nos EUA, divulgados a pouco, animam os mercados nas principais bolsas mundiais. A taxa de desemprego nos EUA ficou em 3,8% no mês de maio – sendo a mais baixa desde o ano 2000 - e o ganho médio por hora trabalhada (o quanto o trabalhador norte americano recebe por hora) cresceu 0,3% em relação ao mês de abril, o que reforça a confiança acerca do vigor do ritmo de crescimento da atividade econômica do país. Mas vale ressaltar que o cenário de inflação norte-americano exige atenção e segue sendo observado com cautela pelos investidores.




Fontes:
Bloomberg | Investing.com | Infomoney







terça-feira, 29 de maio de 2018

Morning Call - 29/05/2018


Morning Call de 29/05/2018

Por Carlos Soares, CNPI



Preocupações com o cenário político italiano pesando sobre os mercados globais nesta terça-feira (29). A escolha de Carlo Cottarelli ao posto de primeiro-ministro da Itália não agradou o mercado. Cottarelli foi indicado ao posto pelo presidente italiano Sergio Mattarella, após a renúncia de seu antecessor, Giuseppe Conte, no domingo e que fora escolhido pela coligação dos partidos Movimento Cinco Estrelas, de centro-esquerda, e a Liga, de extrema-direita, o que eleva as incertezas em relação ao quadro político do país. Por falar em incertezas, o mercado local segue pressionado pelo impasse com os caminhoneiros e seus efeitos sobre a economia. Temores acerca do futuro de Pedro Parente devem seguir penalizando as ações da companhia nos próximos dias e, pelo que se observou em suas ADRs, deve apresentar mais uma sessão de forte baixa.

sábado, 26 de maio de 2018

Mapa do Tesouro < Semana de 18 a 25 de maio de 2018



Tesouro Direto < Mapa do Tesouro



Semana de 18 a 25 de maio de 2018

Por Carlos Soares, CNPI


Em meio ao ambiente de incertezas vivido nos últimos dias, por conta da crise de abastecimento desencadeada com a greve dos caminhoneiros, os ativos locais foram fortemente penalizados no decorrer da última semana. Vale ressaltar que a forte alta das taxas dos Treasuries de 10 anos registradas nos últimos dias, diante de uma piora nas expectativas de inflação na maior economia do planeta, também contribuiu para a deterioração dos ativos emergentes, o que se refletiu na abertura (alta) das taxas futuras de juros por aqui. Por falar em inflação, a prévia do IPCA de maior (IPCA-15) seguiu comedida ao registrar um avanço de apenas 0,14% ante o mês de abril (est. 0,25%), levando o acumulado dos últimos 12 meses a uma variação de apenas +2,70% - abaixo do piso da meta oficial de +3,0%. Dentro desse contexto, os títulos pós fixados do Tesouro Direto (Tesouro Selic 2023) se apresentaram como sendo a alternativa menos volátil para o investidor pouco familiarizado com as variações do mercado. Entretanto, por conta de uma postura mais conservadora do Banco Central brasileiro em manter a Selic inalterada, juntamente com um IPCA mais comedido (conforme mencionado), os vértices (vencimentos) longos (prazo) recuaram e contribuíram para o melhor desempenho dos títulos indexados a inflação com vencimentos mais longos na última semana. As incertezas permanecem e os efeitos da crise de escassez registrada nos últimos dias sobre a inflação seguem incertos. Diante disso, não descarto a possibilidade de que a curva de juros volte a oferecer prêmios maiores nas próximas semanas cujos impactos devem ser sentidos em algumas modalidades de títulos ofertados no Tesouro Direto.







O presente post é apenas um breve comentário do mercado, não representando quaisquer recomendações de compra e/ou venda de ativos.

Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

Análise Tesouro Direto: Queda dos Juros e o Efeito Marcação a Mercado Tesouro ...