sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cenário Macroeconômico Brasileiro - Janeiro/2013

Por Carlos Soares Rodrigues,

Dados divulgados nesta semana apontam para um mercado de trabalho robusto em nosso país. Contudo, ao olharmos mais a fundo outros indicadores econômicos, que irei demonstrar neste post, será mesmo que o emprego e a nossa economia está com toda essa robustez como nos apresenta este suposto baixo desemprego?

De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, a taxa de desemprego do Brasil encerrou 2012 em 4,6%  e está, a exemplo de dezembro de 2011, no menor nível da história, o que configura uma situação de pleno emprego no país.

 
Contudo, ao analisarmos os dados de geração de empregos formais divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), via pesquisa mensal do sistema CAGED, podemos verificar que o emprego sucumbe desde meados de 2010. No mês de dezembro tivemos o corte de mais de 496 mil postos de trabalho formais.



Outro importante indicador que não vem dando sinais de melhora é o de produção industrial. Juntamente com o indicador de empregos formais, a produção da indústria geral, com ajuste sazonal, vem apresentando queda desde 2010. Na margem, a atividade industrial dá sinais de estabilidade, mas ainda assim o cenário é preocupante e continuará prejudicando o nível de atividade econômica no país.



Apesar da piora no mês de novembro, o comércio varejista continua registrando, na margem, sinais de melhora desde meados de maio.



Favorecido pela retomada do fôlego do comércio, a atividade econômica apurada pelo Bacen também vem apresentando, na margem, uma ligeira melhora desde meados de outubro.



Com a indústria e o emprego formal ainda em dificuldade, poderemos ter uma piora nos indicadores de consumo e de atividade nos próximos meses. O ponto positivo é que o governo terá espaço para agir em prol da retomada da atividade econômica sem maiores riscos à inflação, pois, como podemos verificar, o emprego continua sendo um fator baixista para os preços domésticos.

De qualquer forma apesar da aparente melhora no mercado de trabalho brasileira, verificamos que a real situação de nossa economia não é tão confortável como se parece.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Cenário Macro e Taxa de Juros - 22/12/2012


 
 
Por Carlos Soares Rodrigues,
 
Apesar da alta no IBC-BR, indicador que antecede o Produto Interno Bruto (PIB), dar sinais de recuperação de que a economia brasileira esteja se recuperando, a curva de juros fechou ainda mais nos vencimentos mais curtos nesta semana.


Incertezas em relação ao cenário externo com o tão falado Fiscal Cliff (Abismo Fiscal) do orçamento norte americano contribuiu para a queda das taxas de juros curtas nesta semana.
 
 

 
Contudo, o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na última quinta-feira, dia 20 de dezembro, não agradou o mercado e levou os juros mais longos a registrarem alta.

Também contribuiu para que os vértices longos se abrissem a queda no desemprego brasileiro medido pelo IBGE. Segundo dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Emprego, a taxa de desemprego brasileira ficou em 4,9% no mês de novembro de 2012.
Mesmo com o notável desempenho do emprego no Brasil, pelos dados do IBGE,não podemos nos esquecer de que a economia brasileira não vem apresentando a mesma performance. Ao analisarmos os números do Ministério do Trabalho em relação a geração de  empregos formais fica claro que o mercado de trabalho brasileiro não está tão sólido assim e vem apresentando piora desde meados de 2010, conforme gráfico abaixo.
 
 
Para a pesquisa do IBGE, considera-se desempregado o indivíduo que procura por emprego em um período superior a 30 dias. Quando o indivíduo desiste de procurar emprego, o mesmo deixa de fazer parte da população de desempregados.
 
 
Portanto, apesar do resultado divulgado pelo IBGE ter contribuído para a alta nas expectativas de juros no médio/longo prazo, gostaria de destacar neste post que, dadas as demais variáveis, arrisco-me a dizer que o fator emprego não trará grandes surpresas para o aumento na inflação nos próximos meses.
 
 
Baixa propensão a investir decorrente das sucessivas intervenções do governo nas concessões e o elevado comprometimento da renda das famílias frente aos créditos tomados nos últimos anos ainda poderão segurar um pouco mais a atividade econômica do país.
 
 
 



 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 24/09/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 24 de setembro: China e Europa sobrepõem o indicador de preços e o aumento nas expectativas de inflação e taxa de juros no boletim Focus.

Reunidos no fim de semana, Merkel e Hollande não chegaram a um acordo em relação ao cronograma que dará inicio a uma supervisão conjunta do setor bancário europeu.

Com isso, o cenário para os preços das commodities é de baixa o que pressiona menos a alta nas taxas de juros aqui no Brasil.

Na Europa também tivemos a divulgação do indicador de clima empresarial alemão, IFO, que ficou em 101,4 – abaixo dos 102,5 estimados pelos analistas consultados pela Bloomberg e dos 102,3 registrados em agosto.

Ainda nesta semana teremos dados de confiança no continente.

Na China, de acordo com a Bloomberg – citando a pesquisa da CBB International, os industriais e varejistas chineses estão menos otimistas com as vendas em relação ao último levantamento realizado há 3 meses atrás e estão cortando empregos.

A noite, será divulgado o índice de antecedentes da economia asiática.

Nos EUA tivemos o nível de atividade medido pelo Fed Chicago de agosto, que ficou em -0,87 ante os -0,13 de julho, e o nível de atividade manufatureira Fed Dallas que ficou em -0,9 em setembro ante -1,6 de agosto. Na semana teremos a divulgação do PIB do país.

Aqui no Brasil o destaque da semana ficará para o relatório trimestral de inflação a ser divulgado pelo Banco Central na próxima quinta-feira.

Por outro lado tivemos na manhã de hoje a divulgação do IPC-S da quadrissemana encerrada no dia 22 de setembro que registrou alta de 0,53 por cento e veio acima do 0,49 por cento apurado no levantamento anterior. O item que mais puxou os preços foi o grupo Alimentação.

Portanto, a piora lá fora prevalece no mercado de juros no dia de hoje, tornando a alta nos preços praticamente sem efeito na sessão de hoje.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 21/09/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 21 de setembro: O que parecia ser um motivo de preocupações para os próximos dias se tornou um alento para a sessão de hoje: talvez tenhamos o anuncio de um pacote de ajuda à Espanha na próxima semana.

De acordo com o jornal Financial Times as autoridades européias estão articulando um plano de resgate a economia espanhola, que consistirá na compra de bônus da dívida do país e que poderá ser divulgado já na próxima quinta-feira.

Com a agenda econômica fraca no dia de hoje, talvez tenhamos um discreto movimento de alta nas taxas futuras de juros no pregão da BM&F Bovespa. Também poderá refletir no mercado o resultado do IPCA-15 divulgado pelo IBGE ontem pela manhã que apontou para uma pressão inflacionária de Alimentos nos próximos meses.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 20/09/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 20 de setembro: Com o exterior pesando os juros futuros apresentam queda na sessão de hoje.

Apesar do anúncio dos resultados de inflação com a alta no IPCA-15 e com o desemprego no Brasil atingindo 5,3%, dados de atividade industrial na China, atividade na Europa, emprego nos EUA e o imbróglio no acordo de resgate espanhol pesam no dia de hoje e estão fazendo com que as expectativas em torno do crescimento econômico mundial esfriem.

O PMI industrial chinês, medido pelo HSBC, ficou em 47,8 no mês de setembro e veio ligeiramente acima dos 47,6 registrados em agosto. O indicador, estando abaixo de 50,0 sinaliza queda na produção industrial e, segundo a agência de notícias Bloomberg, aponta o maior período de contração dos últimos 08 anos, ou seja, desde quando o indicador passou a ser apurado.

O PMI composto da região do Euro, indicador que mede o nível de atividade dos setores manufatureiro, de serviços e construção na Europa, ficou em 45,9 em setembro, abaixo dos 46,3 de agosto, e, a exemplo do PMI industrial chinês, também registra queda no nível de atividade no continente.

Os EUA registraram aumento no número de pedidos de seguro-desemprego que ficou em 382 mil – acima 375 mil estimados pelos analistas consultados pela Bloomberg.

O governo espanhol está tentando, segundo a agência de notícia Broadcast, minimizar as exigências de austeridade fiscal caso obtenha um resgate do fundo soberano europeu. Citando o jornal espanhol El País, a agência de notícias informa que o país tem interesse em utilizar uma parte dos recursos destinados aos bancos espanhóis para sanar seu déficit fiscal. Entretanto, um detalhamento do montante necessário para socorrer as instituições financeiras do país somente será divulgado na próxima semana.

Uma piora no cenário econômico mundial tende a contribuir com o arrefecimento da inflação e torna possível ao Banco Central brasileiro manter a meta Selic no nível atual. Com isso, apesar dos indicadores domésticos apontando alta na taxa de juros, o movimento de baixa do dia de hoje está fortemente vinculado a piora no cenário externo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 23/08/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 23 de agosto: A espera do anuncio de medidas de estímulos a economia chinesa, européia e norte americana, os juros futuros sinalizam para uma ligeira alta no dia de hoje.

A ata do Fed, divulgada ontem, apontou que alguns membros do conselho estão julgando que estímulos adicionais “deveriam ser assegurados muito em breve”.

Juntamente com essa declaração, indicadores divulgados hoje pela manhã reforçaram as especulações em torno do anúncio das medidas de ajuda econômica. Saíram dados de seguro-desemprego apurado até 11 de agosto (3.317 ante estimativa de 3.300), vendas de moradias novas em julho (3,6% ante estimativa 4,3%) e preços de imóveis referentes ao 2º trimestre de 2012 (1,8 por cento ante estimativa 2,6 por cento).

Na China, foi divulgado o PMI HSBC industrial de agosto que ficou em 47,8 – abaixo dos 49,3 de julho, o que reforçou as expectativas em torno de um pacote chinês de ajuda a economia local. Além disso tivemos as declarações do presidente do Banco Central, PBoC, Zhou Xiaochuan, que disse que os ajustes nos juros e nos compulsórios ainda são possíveis.

Na Europa, o indicador PMI da região também sinalizou contração na indústria e nos serviços.

Por aqui, tivemos a divulgação do IPC-S da quadrissemana encerrada no dia 22/08 que registrou alta de 0,34 por cento e veio ligeiramente abaixo dos 0,36 por cento estimados pelo mercado.

A exemplo do IPCA-15, divulgado ontem, o destaque de baixa ficou para o grupo Alimentação que sofreu desaceleração em virtude do comportamento dos preços das hortaliças e legumes. O grupo Transportes, como no resultado de ontem, também esboça uma recuperação com os preços dos veículos novos e usados voltando a subir.


Pelo segundo mês seguido o IBGE não divulgou a taxa nacional de desemprego no país. Ficaram fora da apuração de julho as cidades do Rio de Janeiro (pela segunda vez) e Salvador.

Diante dos sinais de medidas de ajuda econômica e com a nossa economia esboçando recuperação, os juros poderão continuar seu movimento de alta até o final do dia.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Economia e mercado de taxa de juros – 22/08/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 22 de agosto: Com os preços dos alimentos dando sinais de que irão pressionar menos o IPCA, os juros futuros recuam nos prazos mais curtos. Contudo, como o cenário inflacionário futuro continua incerto as taxas se mantém pressionadas nos vértices mais longos no dia de hoje.

Devido ao aumento do item Transportes, o IPCA-15 registrou alta de 0,39 por cento no mês de agosto. Na outra ponta, o grupo Alimentação recuou, segundo o IBGE, devido a queda nos preços do feijão-carioca, batata inglesa e das carnes. Estes produtos, ao contrário dos derivados de soja e milho, não vêm sofrendo com as quebras nos EUA e, por isso, continuam mantendo seus preços comedidos.


Já no exterior, foi divulgado o saldo da balança comercial japonesa que mostrou queda de 12 por cento nas exportações para a China no mês de julho.

Dados do setor imobiliário norte americano também não agradaram no dia de hoje. As revendas de imóveis registraram alta de 2,3 por cento no mês de julho e foi abaixo dos 3,2 por cento estimados pela agência de notícias Bloomberg.

Receios de que a economia mundial ainda demorará para retomar seu crescimento contribui para a queda das taxas curtas no dia de hoje.


Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

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