segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

RESUMO DIÁRIO – 04.01.2016



Por Carlos Soares Rodrigues,

Na primeira sessão do ano o que pode se ver foi um pânico global em torno do resultado desanimador do setor industrial chinês. A divulgação do PMI Industrial Caixin, uma espécie de indicador de confiança dos empresários, apontou um declínio na produção do país, reacendendo as preocupações em torno de um “hard landing” (pouso forçado) da atividade econômica chinesa. No mês de dezembro o indicador atingiu 48,2 pontos, abaixo de 50,0 pontos representa retração na atividade industrial, e ficou aquém dos 49,0 pontos estimados pelo mercado.

Diante disso, verificou-se um movimento “sell off” (vendas) global, derrubando os principais mercados ao redor do mundo: Shangai, que chegou a disparar o “circuit break”, encerrou em baixa de -6,86%; DAX recuou -4,28%; Eurostoxx apresentou queda de -3,28%; S&P 500 -1,53% e o Ibovespa encerrou no menor nível desde 2009 aos 42.141 pontos (-2,79%).

Apesar do pessimismo global, o governo do gigante asiático vem, repetidas vezes, reafirmando que seu modelo econômico tem se pautado no crescimento interno, de seu mercado consumidor. Acredito que os indicadores de vendas do varejo e desempenho do mercado imobiliário seriam os mais adequados para medirmos a real eficácia das medidas de estímulos que vem sendo adotadas nos últimos anos.

Conforme podemos notar nos gráficos a seguir, estes indicadores vem sinalizando alguma melhora nos últimos meses. Segundo especialistas, poderemos sentir de fato a retomada na atividade econômica chinesa, neste novo modelo, a partir de meados de junho. Até lá resta-nos ficar atentos ao comportamento destes indicadores e remar ao sabor do humor dos investidores.



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Brazilian Rates - November 11th, 2015




By Carlos Soares Rodrigues

Brazilian market continued the bearish movement started last Friday, after job market data from United States showed a strong job generation in the biggest economy of the world. Although trade balance numbers from China shows a deterioration in the second largest economy of the world and increase the expectations about a PBOC QE, the increment of 271,000 new employees in the United States enlarged the gambles about hike rates in next Fomc meeting. So that, Brazilian rates curves opened in this session as compared as Friday close.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

TESOURO DIRETO: COMENTÁRIO MERCADO DE TESOURO IPCA + COM JUROS SEMESTRAIS 2050 (NTNB) – Set 14, 2015



Por Carlos Soares Rodrigues,

O tão esperado anúncio dos cortes nos gastos para 2016 e medidas de aumento na arrecadação federal finalmente saiu na tarde desta segunda-feira. O anúncio foi benéfico para o humor dos investidores pois transmitiu uma preocupação e trouxe medidas concretas para reverter o deteriorado quadro das contas públicas.

Diante disso, os títulos de Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2050 (NTNB) encerraram cotados, a R$ 2.286,54 na compra (link – atualizado em: 14-09-2015 20:24), representando uma alta de 2,31% em relação ao fechamento anterior.

Para esta semana teremos a decisão do Fomc (Banco Central dos EUA) que, nas expectativas do mercado, irá elevar as taxas dos Treasuries (taxa básica de juros. Contudo, acredito que um provável anúncio de estímulos a atividade econômica chinesa e o desenrolar das medidas do pacote de ajuste fiscal brasileiro possam dar algum alento nas taxas futuras de juros nos próximos dias.

MINHA AVALIAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS MESES

Apesar da euforia inicial diante das medidas, a situação fiscal brasileira ainda está muito aquém do ideal. Para muitos economistas, acredita-se que o nível ideal de superávit seria na ordem de 2% do PIB. Caso sejam aprovadas, estas medidas resultarão numa meta de 0,7% do PIB no próximo ano que, apesar de insuficiente, pode recuperar a confiança dos investidores. Com isso, a tendência é de que os investimentos aumentem e a arrecadação se recupere conforme seja retomada a atividade econômica.

RETORNO DOS TÍTULOS PÚBLICOS

Segue abaixo o retorno dos títulos fornecido pelo Tesouro Direto - também disponíveis no link (para melhor visualização clique sobre a imagem).


Aviso: Os comentários são de responsabilidade do autor eximindo, portanto, seu empregador, a quem esteja vinculado, de qualquer culpabilidade em relação a quaisquer equívocos que possam, eventualmente, ser expressados em minhas opiniões.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

TESOURO DIRETO: COMENTÁRIO MERCADO DE TESOURO IPCA + COM JUROS SEMESTRAIS 2050 (NTNB) – Set 11, 2015



Por Carlos Soares Rodrigues,

Na expectativa do anúncio de medidas concretas para reverter a deterioração das contas públicas, o mercado de juros apresentou uma sessão de quedas nesta sexta-feira.

Diante disso, os títulos de Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2050 (NTNB) encerraram cotados, a R$ 2.234,87 na compra (link – atualizado em: 11-09-2015 18:24), representando uma alta de 0,92% em relação ao fechamento anterior.

Para a próxima semana teremos a decisão do Fomc (Banco Central dos EUA) que, nas expectativas do mercado, irá elevar as taxas dos Treasuries (taxa básica de juros). Com isso, outro ingrediente se acrescenta para intensificar o turbilhão vivido nos ares tupiniquim, exceto se o governo apresentar uma proposta de corte de gastos fidedigna para o reestabelecimento da confiança dos investidores e retomada do equilíbrio das contas públicas.

MINHA AVALIAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS MESES

A perda do grau de investimentos e o latente desalinho do governo em reverter os quadros fiscais, político e econômico levaram-me a mudar de opinião. Não vejo perspectivas de melhora no nível de atividade econômica brasileira e, consequentemente, a restauração das contas públicas no próximo ano. Ao meu ver, apenas as vendas ao exterior se apresentam como sendo a única alternativa viável de retomada na demanda agregada, pois os gastos públicos e o consumo das famílias ainda enfrentarão um penoso caminho de desalavancagem (redução do endividamento). A iniciativa privada, diante da queda do consumo interno, possibilidade de alta dos impostos (para financiar o crescente déficit público) e impasses regulatórios (vide perda da credibilidade após as sucessivas intervenções nos últimos anos, propostas pouco atrativas e arriscadas das concessões). A alta nos custos de captação de recursos, com a perda do selo de bom pagador, afastará mais uma fonte de recursos tão necessária para os investimentos: fundos de investimentos e de pensão do exterior, cujas regras estabelecem restrições para o acesso a países classificados como junk (lixo). Portanto minhas expectativas são de que a necessidade de financiamento da dívida (alta de impostos) e encarecimento para se produzir (crédito, tributos e custo da matéria prima importada/dólar) resultarão numa pressão inflacionária e, consequentemente, na alta nas taxas de juros com impactos diretos nas Notas do Tesouro Nacional. Para o investidor menos avesso ao risco fica a recomendação em Tesouro Selic (antiga LFT).

RETORNO DOS TÍTULOS PÚBLICOS

Segue abaixo o retorno dos títulos fornecido pelo Tesouro Direto - também disponíveis no link (para melhor visualização clique sobre a imagem).


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

TESOURO DIRETO: COMENTÁRIO MERCADO DE TESOURO IPCA + COM JUROS SEMESTRAIS 2050 (NTNB) – Set 10, 2015



Por Carlos Soares Rodrigues,

A ligeira melhora apresentada no começo desta semana, após a volta do feriado, foi apenas uma passageira e ilusória calmaria no meio do olho do furacão. A Tempestade Perfeita ganhou força já ontem a noite com a perda do grau de investimentos pela agência Standard & Poors. Caso mais uma agência de classificação de risco (Fitch ou Moody’s) retire sua recomendação, o movimento de fuga de capitais se inicia levando consigo a cotação do dólar e taxa de juros à estratosfera.

Os títulos de Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2050 (NTNB) encerraram cotados, a R$ 2.214,50 PU Anbima (link – atualizado em: 10-09-2015 19:20), representando uma queda de -1,35% em relação ao fechamento anterior.

Apesar da melhora do IPCA, para os próximos dias teremos a decisão do Fomc (Banco Central dos EUA) que, nas expectativas do mercado, irá elevar as taxas dos Treasuries (taxa básica de juros). Com isso, outro ingrediente se acrescenta para intensificar o turbilhão vivido nos ares tupiniquins. Minha avaliação, deste modo, é de que teremos novas rodadas de altas nas taxas futuras de juros.

MINHA AVALIAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS MESES

A perda do grau de investimentos e o latente desalinho do governo em reverter os quadros fiscais, político e econômico levaram-me a mudar de opinião. Não vejo perspectivas de melhora no nível de atividade econômica brasileira e, consequentemente, a restauração das contas públicas no próximo ano. Ao meu ver, apenas as vendas ao exterior se apresentam como sendo a única alternativa viável de retomada na demanda agregada, pois os gastos públicos e o consumo das famílias ainda enfrentarão um penoso caminho de desalavancagem (redução do endividamento). A iniciativa privada, diante da queda do consumo interno, possibilidade de alta dos impostos (para financiar o crescente déficit público) e impasses regulatórios (vide perda da credibilidade após as sucessivas intervenções nos últimos anos, além das propostas pouco atrativas e arriscadas das concessões). A alta nos custos de captação de recursos, com a perda do selo de bom pagador, afastará mais uma fonte de recursos tão necessária para os investimentos: fundos de investimentos e de pensão do exterior, cujas regras estabelecem restrições para o acesso a países classificados como junk (lixo). Portanto minhas expectativas são de que a necessidade de financiamento da dívida (alta de impostos) e encarecimento para se produzir (crédito, tributos e custo da matéria prima importada/dólar) resultarão numa pressão inflacionária e, consequentemente, na alta nas taxas de juros com impactos diretos nas Notas do Tesouro Nacional. Para o investidor menos avesso ao risco fica a recomendação em Tesouro Selic (antiga LFT).

RETORNO DOS TÍTULOS PÚBLICOS

Segue abaixo o retorno dos títulos fornecido pelo Tesouro Direto - também disponíveis no link (para melhor visualização clique sobre a imagem).


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TESOURO DIRETO: COMENTÁRIO MERCADO DE TESOURO IPCA + COM JUROS SEMESTRAIS 2050 (NTNB) – Set 08, 2015



Por Carlos Soares Rodrigues,

A volta do feriado trouxe consigo a melhora do humor do mercado que levou a uma recuperação em todos os indicadores nesta terça-feira. A queda nas taxas de juros futuras foi atribuída, além do bom humor no exterior, com as expectativas de medidas expansionistas do governo chinês para impulsionar a segunda maior economia do planeta, a retomada da confiança em relação ao cenário local - principalmente em relação a busca do cumprimento de uma meta de superávit primário em 0,7% do PIB para 2016, segundo reafirmado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Diante disso, os títulos de Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2050 (NTNB) encerraram cotados, nesta terça-feira, a R$ 2.233,25 - PU Anbima (link – atualizado em: 09-09-2015 11:24) - , representando uma alta de 1,82% em relação ao fechamento anterior.

Nesta quarta-feira as taxas continuam operando em baixa refletindo na melhora dos preços das NTN-Bs devido ao anúncio do Ministério de Finanças da China de que o gigante asiático irá, segundo noticiado no jornal Valor, “uma política fiscal ‘mais forte’ para estimular o crescimento econômico”.

MINHA AVALIAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS MESES

Vislumbro que o nível de atividade econômica brasileira e, consequentemente, a restauração das contas públicas possam sinalizar alguma recuperação, ligeira, diga-se de passagem, em função da melhora da balança comercial que já vem dando sinais de melhora. Ao meu ver, trata-se da única alternativa viável de retomada na demanda agregada, pois os gastos públicos e o consumo das famílias ainda enfrentarão um penoso caminho de desalavancagem (redução do endividamento) e a iniciativa privada, diante da queda do consumo interno, alta dos impostos e impasses regulatórios (vide perda da credibilidade após as sucessivas intervenções nos últimos anos e as propostas pouco atrativas e arriscadas das concessões), não está propensa a investir, exceto se tiver como foco o mercado externo. Do contrário, a necessidade de financiar o crescente endividamento público continuará pressionando as taxas de juros brasileiras.

RETORNO DOS TÍTULOS PÚBLICOS

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

TESOURO DIRETO: COMENTÁRIO MERCADO DE TESOURO IPCA + COM JUROS SEMESTRAIS 2050 (NTNB) – Set 03, 2015




Por Carlos Soares Rodrigues,

Em uma sessão de forte volatilidade as taxas de juros oscilaram ao sabor da possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Estes rumores tiveram de ser apaziguados na tarde desta quinta-feira pelo próprio governo e contribuiu para o recuo das taxas de juros, já menos pressionadas pelo comunicado pós-Copom – o Banco Central do Brasil manteve o viés de que manterá a meta Selic em 14,25% -, até o fechamento do pregão.

Diante disso, os títulos de Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2050 (NTNB) encerraram cotados, a R$ 2.258,24  na compra (link – atualizado em: 03-09-2015 18:24), representando uma alta de +0,41% em relação ao PU da Anbima.

Para esta sexta-feira, segundo a agenda econômica da Enfoque (link), teremos a divulgação do IGP-M de agosto e dados oficiais do mercado de trabalho nos EUA.

Acredito que devido a alta do dólar o IGP-M possa vir pressionado e se estenda para o comportamento das taxas de juros futuras. Apesar do aumento nos pedidos de auxílio desemprego nos EUA divulgados hoje, não espero grandes surpresas em relação a taxa de desemprego cujas projeções apontam para uma taxa de 5,2% no mês de agosto – portanto, com impacto neutro para o nosso mercado. Outro ponto que não podemos descartar é o cenário político brasileiro cada vez mais incerto. Esta incerteza tem deteriorado o humor dos investidores e levado os juros futuros aos maiores níveis dos últimos anos. Sendo assim, espero que o dia seja de alta nas taxas de juros.

MINHA AVALIAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS MESES

Vislumbro que o nível de atividade econômica brasileira e, consequentemente, a restauração das contas públicas possam sinalizar alguma recuperação, ligeira, diga-se de passagem, em função da melhora da balança comercial que já vem dando sinais de melhora. Ao meu ver, trata-se da única alternativa viável de retomada na demanda agregada, pois os gastos públicos e o consumo das famílias ainda enfrentarão um penoso caminho de desalavancagem (redução do endividamento) e a iniciativa privada, diante da queda do consumo interno, alta dos impostos e impasses regulatórios (vide perda da credibilidade após as sucessivas intervenções nos últimos anos e as propostas pouco atrativas e arriscadas das concessões), não está propensa a investir, exceto se tiver como foco o mercado externo. Do contrário, a necessidade de financiar o crescente endividamento público continuará pressionando as taxas de juros brasileiras.

RETORNO DOS TÍTULOS PÚBLICOS

Segue abaixo o retorno dos títulos fornecido pelo Tesouro Direto - também disponíveis no link (para melhor visualização clique sobre a imagem).


Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

Análise Tesouro Direto: Queda dos Juros e o Efeito Marcação a Mercado Tesouro ...