quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Morning Call - 09/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Confirmando os rumores da véspera, a pesquisa CNT/MDA mostrou um desempenho ligeiramente abaixo do resultado apresentado na pesquisa Ibope com as intenções de votos para presidente abrangendo o estado de São Paulo. Mesmo precoce, o resultado foi suficiente para que as taxas de juros futuras seguissem em alta nesta quarta-feira com os investidores ponderando as incertezas no quadro eleitoral a partir de agora.

No front econômico tivemos a divulgação do IPCA de julho que, mesmo ficando acima das expectativas (+0,33% vs 0,27% est.), também corroborou o cenário de dissipação dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida no mês de maio. Vale ressaltar que o quadro de elevada ociosidade da economia, especialmente no que tange ao mercado de trabalho brasileiro, contribui para uma dinâmica mais comedida do nível de preços no país.

Lá fora, o que se observou foi mais uma sessão de alta do dólar em relação aos emergentes (vide imagem abaixo) tendo como pano de fundo ainda as incertezas comerciais envolvendo os EUA e as principais economias do planeta.


Diante da expectativa do primeiro debate eleitoral entre os presidenciáveis na noite desta quinta-feira (09), o quadro político-eleitoral se mantém como sendo o principal trigger (desencadeador) na formação de preços dos ativos locais.

Na agenda econômica teremos como destaque os pedidos iniciais de seguro-desemprego (est. 220 mil) e a inflação ao produtor (IPP), ambos dos EUA e que serão conhecidos às 9h30.

Diante de um cenário político-eleitoral indefinido no front local e ainda vislumbrando um quadro comercial incerto no exterior, permaneço recomendando cautela em relação aos títulos indexados ao IPCA e prefixados, mais sensíveis às variações das taxas de juros futuras. O investidor que necessitar resgatá-los antes do vencimento estipulado pelo Tesouro Direto pode ter prejuízo caso as taxas de juros sigam subindo ("abrindo", no jargão do mercado). Já o investidor pouco habituado com o mercado financeiro, vale as recomendações sugeridas no relatório Mapa do Tesouro - Recomendações de Tesouro Direto.



Bom dia e bons negócios





quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Morning Call - 08/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Os juros futuros operaram em alta seguindo de perto o desempenho dos Treasuries e com o cenário eleitoral começando a ganhar força na sessão desta terça-feira (07).

Segundo o noticiário internacional, houve um movimento de realização (venda) dos títulos norte-americanos com o objetivo de participar do leilão que será promovido pelo Tesouro dos EUA nesta quarta-feira, cujo montante (U$ 26 bilhões) será o maior já leiloado.

Treasuries

Como previsto, as disputas eleitorais começam a entrar no radar dos investidores e temores de que o candidato Geraldo Alckimin, considerado com o perfil mais reformista pelo mercado, teria apresentado um fraco desempenho na pesquisa CNT/MDA ou que seria denunciado numa eventual delação premiada azedou o humor dos investidores locais e pressionou as taxas de juros futuras em praticamente todos os vencimentos. Trata-se da dinâmica que devemos esperar até as eleições de outubro: forte volatilidade dos ativos a cada pesquisa e noticiário envolvendo as candidaturas.

Na agenda econômica desta quarta-feira o destaque fica para o IPCA de julho, às 9:00, que deve confirmar a dissipação dos efeitos da greve dos caminhoneiros. O mercado projeta um avanço de +0,27% em relação ao mês de maio o que deve levar o acumulado em 12 meses para o patamar de 4,4%, portanto praticamente no centro da meta oficial de 4,5% para este ano.

O cenário base para o mercado de títulos públicos segue mantido: quadro eleitoral devendo trazer volatilidade ao longo dos próximos dias, mas com viés positivo em relação ao crescimento da candidatura com perfil reformista. Cenário externo continua apresentando incertezas no tocante às disputas comerciais envolvendo as principais nações e o quadro inflacionário nos EUA, apesar de contido, segundo os últimos levantamentos, deve ganhar força no decorrer dos próximos meses o que deve adicionar um componente de cautela em relação ao ritmo de alta da taxa de juros norte-americana, com reflexos no dólar e no desempenho dos ativos locais.



Bom dia e bons negócios





terça-feira, 7 de agosto de 2018

Morning Call - 07/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

As taxas de juros futuras fecharam sem direção definida nesta segunda-feira (06). Mesmo com a melhora da percepção dos agentes em relação ao quadro eleitoral, as tensões comerciais envolvendo EUA e China deixaram o lampejo de otimismo local em compasso de espera e também teve reflexos nos demais emergentes como observado na figura abaixo.


O cenário eleitoral brasileiro dá mostras de que a candidatura com viés mais reformista comece a ganhar força nas próximas pesquisas o que pode dar fôlego aos ativos locais como Bolsa e renda fixa. Portanto, as pesquisas de intenções de votos devem ganhar peso no humor do mercado nos próximos dias. Por outro lado, assim como em todas as eleições, tanto aqui como no exterior, vide as últimas eleições norte-americanas, poderemos ter um quadro de grandes incertezas em meio aos embates envolvendo as candidaturas. Quaisquer revezes na corrida eleitoral, que aponte o crescimento de alguma candidatura com viés mais heterodoxo, cenário hoje pouco provável, pode desencadear uma forte correção dos ativos locais.

Como política é imprevisível, a cautela segue sendo a melhor estratégia para os próximos dias e meses.

Lá fora, as disputas comerciais envolvendo os EUA e as principais economias permanecem adicionando um componente de incertezas, desta vez com os chineses ameaçando impor tarifas sobre produtos norte-americanos que somam cerca de US$ 60 bilhões de suas importações.

Na agenda econômica desta terça-feira destaque para a ata do Copom (8h00) que manteve a sinalização de continuidade da Selic reforçado pelo quadro inflacionário benigno e elevada capacidade ociosa da economia. Cortes adicionais não são esperados por conta do quadro fiscal ainda desafiador e pelo cenário externo incerto.

Diante disso, mantenho meu call de cautela em relação a prefixado e indexados ao IPCA. Em minhas recomendações aos assinantes do Mapa do Tesouro apresento uma sugestão de como investir no Tesouro Direto mantendo uma parte protegida em pos fixado, mas capturando algum ganho com as oportunidades que surgem em algumas modalidades prefixadas. Saiba mais acessando o link abaixo!


Bom dia e bons negócios





segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Morning Call - 06/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Como previsto, felizmente não na direção como eu esperava, os dados de emprego nos EUA foram determinantes para o desempenho dos ativos globais nesta sexta-feira.

A maior economia do planeta registrou a criação de 157 mil novos postos de trabalho no mês de julho, ficando abaixo das expectativas que projetavam a geração de 193 mil vagas e levando o salário médio pago por hora trabalhada a registrar alta de 2,70% em relação ao ano anterior. Os efeitos dos programas de estímulos adotados pela gestão Trump ainda seguem sem trazer pressões sobre o custo da mão-de-obra norte-americana, o que afasta por enquanto maiores preocupações quanto ao ritmo de alta na taxa de juros no país - também reforçado pelo Federal Reserve na última quarta-feira -, contribuindo para a queda do dólar em relação a praticamente todos os emergentes (imagem abaixo).

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Entretanto, ainda avalio que não apenas os programas de estímulos fiscais sigam apresentando riscos para a inflação, mas também as medidas protecionistas adotadas nos meses também devem exercer uma pressão adicional sobre os custos de produção local, em meio a um ambiente de pleno emprego - ou seja, com emprego as famílias tendem a tolerar mais preços maiores dos produtos comercializados o que alimenta a inflação.

Somado a isso teremos nos próximos dias o cenário eleitoral ganhando força por aqui que, juntamente com as disputas comerciais envolvendo as principais economias do planeta, continuam apresentando potenciais riscos para os ativos mais voláteis (com maior variação de preços). Diante disso, vale cautela em relação aos títulos prefixados e indexados ao IPCA negociados no Tesouro Direto.

Bom dia e bons negócios






sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Morning Call - 03/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Em mais um capítulo da errática política comercial de Donald Trump e às vésperas da divulgação dos dados oficiais do mercado de trabalho norte-americano, os juros futuros por aqui subiram praticamente em bloco em todos os vencimentos, seguindo de perto a variação do dólar.

O presidente norte-americano voltou a ameaçar impor tarifas sobre os produtos chineses. Desta vez, o governo Trump anunciou que pretende elevar as tarifas sobre uma lista de produtos do gigante asiático de 10 por cento para 25 por cento. Somados estes produtos respondem atualmente por US$ 200 bilhões das importações dos EUA. Caso se confirme a resposta do governo de Pequim deve ser imediata, lembrando que os chineses são os maiores detentores da dívida pública norte-americana com reservas que superam US$ 1 trilhão.

Hoje pela manhã a agenda econômica traz mais um indicador importante que deve ditar o rumo dos negócios nos próximos dias: os dados oficiais de emprego nos EUA. As expectativas do mercado são de que a maior economia do planeta tenha gerado cerca de 193 mil novos postos de trabalho no mês de julho, mas o detalhe que deve mexer com os ânimos dos investidores será o salário médio por hora trabalhada que, segundo estimativas, pode ter registrado um aumento de 2,7% em relação a julho do ano passado - um resultado acima disto deve reacender as preocupações em relação às pressões inflacionárias no país e trazer de volta a discussão em torno do ritmo de alta na taxa de juros nos EUA.

Mas mesmo assim tivemos um alento no noticiário econômico nesta quinta-feira: a boa notícia veio da produção industrial brasileira que se recuperou do tombo sofrido no mês de maio e registrou um crescimento de 13,1% no mês de junho. No ano, a produção industrial do país acumula alta de 2,3% sendo puxada, principalmente, pelos setores de bens de capital (máquinas e equipamentos, por exemplo) e bens de consumo duráveis (como eletrodomésticos).

As incertezas em relação ao cenário eleitoral local e ao comércio externo permanecem. Devemos observar de perto a evolução do quadro inflacionário norte-americano, pois, na minha avaliação, será o principal gatilho para disparar quaisquer mudanças nas expectativas de taxa de juros nos EUA com potencial de atingir todos os emergentes, como ocorrido desde meados de janeiro.

Diante disso e sem vislumbrar cortes adicionais da taxa Selic, mantenho cautela em relação aos títulos indexados ao IPCA e prefixados negociados no Tesouro Direto.

Bom dia e bons negócios






quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Morning Call - 02/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Os juros futuros na Bolsa fecharam o dia em direções distintas com as taxas com vencimentos mais próximos (até meados de 2023) recuando e com os vencimentos mais longos projetando maiores altas nos juros por aqui.

No cenário externo o Banco Central norte-americano (Federal Reserve) afastou momentâneamente maiores preocupações quanto ao ritmo de alta na taxa de juros ressaltando que o país segue mantendo um crescimento robusto com taxas de inflação dentro de sua meta, ou seja, próximo de 2,0%.

Com a forte geração de emprego, o custo da mão-de-obra pode registrar aumento e, juntamente com a alta dos preços das matérias-primas por conta da sobretaxação dos produtos importados, espera-se que ocorra algum repasse desse aumento nos custos sobre os preços dos produtos. Dentro de um contexto de economia aquecida, como observado hoje nos EUA, os consumidores ficam mais tolerantes aos aumentos dos preços o que reforça a pressão sobre a inflação norte-americana. Aumento na inflação leva a necessidade de intensificar o ritmo de alta taxa de juros na maior economia do planeta, hipótese ao menos no curto prazo descartada após a sinalização dada pelo Federal Reserve na tarde desta quarta-feira. Portanto, enxergo que apenas uma surpresa no quadro inflacionário dos EUA pode disparar o gatilho para uma reversão nas expectativas dos investidores, cenário plausível dado os riscos citados acima até a próxima reunião do Fed que ocorrerá em setembro.


Por aqui, a taxa Selic foi mantida em 6,50% e por meio de seu comunicado após o encontro afirmou, dentre outras coisas, que mesmo apresentando alguma acomodação, o cenário externo segue desafiador, portanto, em linha com minha avaliação acima exposta.

Assim sendo, reforço meu call desta quarta-feira onde afirmei que:

"Diante disso e vislumbrando que teremos ainda nesta semana os dados de emprego nos EUA, além da disputa eleitoral que ganhará força a partir deste mês, e sem perspectivas de novas quedas na Selic, sigo recomendando cautela em relação aos títulos mais sensíveis a curva de juros que são negociados no Tesouro Direto, quais sejam, todas as modalidades de Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado".

Bom dia e bons negócios






quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Morning Call - 01/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

As taxas de juros futuras negociadas na Bolsa encerraram em alta nos contratos com vencimentos mais distantes (vértices longos da curva, no jargão do mercado) seguindo de perto a variação do dólar.

Além do vencimento dos contratos futuros, pode-se observar que o movimento de alta da divisa norte-americana ocorreu em relação a praticamente todas as moedas emergentes (imagem abaixo) num claro compasso de espera pela reunião do Fomc, que deve manter inalterada a taxa de juros nos EUA, e do comunicado que será divulgado após o encontro hoje, a partir das 15:00. O documento será de suma importância pois poderá sinalizar os próximos passos na condução da política monetária dos EUA - a sinalização de duas altas na taxa de juros neste ano pode desencadear uma correção para baixo dos ativos globais, pressionando o dólar e os juros futuros mais longos.


Hoje também teremos, por aqui, o Copom que não deve trazer grandes surpresas quanto a sinalização de manutenção da taxa Selic para os próximos meses. Por ora se observa que o balanço de riscos, como a autoridade monetária brasileira costuma divulgar em seus comunicados, apresentou melhora principalmente em relação a inflação. Os efeitos da greve dos caminhoneiros se dissiparam e a ociosidade da economia segue elevada com o mercado de trabalho formal ainda patinando, conforme apresentado pelo IBGE nesta terça-feira.

Diante disso, vislumbrando ainda que teremos nesta semana os dados de emprego nos EUA, além da disputa eleitoral que ganhará força a partir deste mês, e sem perspectivas de novas quedas na Selic, sigo recomendando cautela em relação aos títulos mais sensíveis a curva de juros que são negociados no Tesouro Direto, quais sejam, todas as modalidades de Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.

Bom dia e bons negócios















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