quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Morning Call - 08/11/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Os mercados globais operam praticamente estáveis nesta manhã com as atenções se voltando para o encontro do Federal Reserve que deverá decidir pela manutenção da taxa de juros norte-americana.

Os investidores seguirão atentos ao comunicado que será divulgado após o encontro, às 15h00,que servirá como um balizador das apostas em torno do ritmo de normalização da política monetária - o mercado aposta em mais um aumento na reunião de dezembro e mais três ao longo de 2019.

No front local, as indefinições em relação ao texto da reforma da Previdência a ser encaminhado para votação (se é que será votado ainda neste) juntamente com o reajuste dos salários do Judiciário fez com que o mercado de juros encerrasse sem direção nesta quarta-feira.

O período de "lua-de-mel" com o mercado pode estar próximo de chegar ao fim ao passo que os agentes começam a questionar a capacidade do novo governo em conduzir a agenda de reformas de maneira célere.

Vejo como positiva alguma correção nos ativos locais por dois motivos: serve como alerta - diria até que uma espécie de "prova de fogo" - ao presidente eleito sobre a urgência na aprovação das medidas estruturantes e cria oportunidades para adquirir barganhas em um contexto de retomada da atividade econômica.

Em relação ao aumento dos proventos, estimativas apontam que o efeito cascata (equiparação dos salários entre os demais escalões do funcionalismo público) pode causar um rombo entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões nas contas públicas o que em tese deve levar o mercado a exigir um prêmio (juros) maior para financiar o governo, ou seja, para a aquisição de títulos públicos.

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Bom dia e bons investimentos!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Comentários de Resultados e Recomendação de Petrobrás


Forte resultado e boas perspectivas de geração de caixa para os próximos anos – Alta de 371% em Comparação aos 9M17


Por Carlos Soares, CNPI


Mesmo com o desembolso de US$ 3,5 bilhões relativos ao acordo da Class Action para o encerramento das investigações junto as autoridades norte-americanas, a Petrobrás registrou um lucro líquido acumulado de R$ 23,6 bilhões nos 9M18 (+371% YoY), o melhor resultado desde 2011, superando minhas estimativas para o ano de 2018. Contribuiu para o forte avanço de seus resultados o aumento da cotação do barril de petróleo tipo Brent (US$ 75/bbl vs US$ 52/bbl no 3T17), a depreciação do real (R$ 3,95 vs R$ 3,16 no 3T17), além da maior disciplina de controle de gastos, do aumento nas vendas de derivados no Brasil e das exportações.

O EBITDA Ajustado (ver nota no quadro de Demonstração de Resultados disponibilizado no Relatório de Cobertura - Petrobras) foi de R$ 85,7 bilhões (+35% em relação aos 9M17) e resultou numa margem EBITDA Ajustada de 33%. Com isso o Fluxo de Caixa Livre somou R$ 37,5 bilhões nos 9M18, registrando o décimo quarto trimestre consecutivo com saldo positivo, mesmo em meio a um patamar de Brent inferior ao observado em períodos anteriores. A boa geração de caixa aliada ao programa de desinvestimentos - neste caso ficando abaixo do planejado devido aos atrasos decorrentes de decisões judiciais - permitiu que a Companhia seguisse reduzindo seu nível de endividamento. Sua relação dívida líquida EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses ficou em 2,96 (2,66 ex-Class Action), contra 3,67 observada em 2017, e segue com perspectivas para convergir a meta de 2,5. O endividamento bruto da Companhia passou de R$ 361,48 bilhões no 4T17, para R$ 352,8 bilhões no 3T18, e o prazo médio de suas obrigações passou de 8,62 anos (4T17), para 9,05 anos ao final do 3T18, mantendo o custo praticamente estável: 6,2% em set/2018, ante 6,1% em dez/2017.

Saiba mais acessando gratuitamente Relatório de Cobertura - Petrobras (PETR)





Bom dia e bons investimentos!

Morning Call - 07/11/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


As eleições nos EUA confirmaram o domínio republicano no Senado e os democratas ganhando força na Câmara norte-americana.

Embora represente uma derrota para a gestão Trump, a ascensão democrata pode ser positiva, no médio prazo, para os ativos globais uma vez que dificultará o avanço das medidas inflacionárias relacionadas à política do "America First" e deve contribuir para que o Federal Reserve siga normalizando a política monetária em um ritmo gradual.

Com isso, se observa um movimento de alta nos mercados acionários globais nesta manhã de quarta-feira (07) que deve ajudar nos negócios por aqui.

Passando para o front local, a falta de sincronia do novo governo em relação ao posicionamento em torno da reforma da Previdência se somou ao tom de cautela no exterior devido as eleições norte-americanas e levou os juros futuros encerrarem em alta na sessão desta terça-feira (06), segundo noticiado.

Na agenda econômica os destaques de hoje ficam para o IPCA de outubro, às 9h00, que, segundo estimativas, deve registrar alta próxima a 0,55%, além dos dados de produção e vendas de veículos (também de outubro) que devem sinalizar alguma retomada da atividade econômica do nosso país.

Mesmo com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, declarando que o texto a ser aprovado será o "possível e não o ideal", com pontos devendo ser aprovados ainda neste ano, sigo otimista em relação ao cenário prospectivo de reformas.

Considerando que um dos principais pontos do projeto em trâmite no Congresso, a idade mínima de aposentadoria, é superior a idade defendida pelo futuro presidente, pode não ser a "ideal" em seu ponto de vista, mas será o bastante para ajudar a conter a deterioração das contas públicas.

Diante disso, vislumbro que o viés segue positivo para os ativos locais, sem descartar pressões pontuais decorrentes do cenário geopolítico externo no curto prazo.

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Bom dia e bons investimentos!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Morning Call - 06/11/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Com um olho na ata do Copom e o outro nos trabalhos em Brasília, os investidores podem seguir devolvendo prêmio às taxas longas diante das expectativas de avanços na agenda de reformas.

A exemplo do ocorrido durante o governo Temer, com uma equipe econômica (e agora em outros ministérios) bem qualificada, os agentes econômicos encontram espaço para investir no país, mesmo diante de um quadro fiscal ainda complexo.

Por outro lado, apesar da gravidade em que se encontram as contas públicas, a solução para o ajuste é basicamente endógena, ou seja, depende apenas do nosso governo, sem necessidade de qualquer ajuda externa.

Por falar em cenário externo, a situação geopolítica internacional permanece sendo um fator de risco para os ativos locais no curto prazo com as sanções norte-americanas sobre o Irã passando a vigorar desde ontem.

As eleições legislativas de meio de mandato e os dados de emprego (Jolts) são os destaques na agenda internacional fazendo com que os mercados operem com algum viés de baixa na manhã desta terça-feira.

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Bom dia e bons investimentos!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Morning Call - 05/11/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Iniciando a semana repleta de eventos econômicos e políticos tanto por aqui, quanto no exterior, os ativos locais devem seguir registrando evolução com a melhora do ambiente doméstico.

Começando pelo exterior, teremos nos EUA as disputas legislativas, para ambas as casas, no decorrer da semana com expectativas de que os democratas obtenham maioria na Câmara dos Deputados e os republicanos sigam mantendo o controle no Senado.

Outro evento de peso na terra do tio Sam será a decisão do Federal Reserve, nesta quinta-feira, que deverá manter a taxa de juros inalterada em 2,25% a.a.

Por aqui com o início dos trabalhos do governo de transição, fica a expectativa em torno dos ajustes estruturantes da economia dentre eles a reforma da Previdência e a independência do Banco Central, dentre outros.

O simples fato de termos afastado as preocupações de um viés heterodoxo após as eleições tem bastado para uma visível melhora no ambiente de negócios no país que, caso tenhamos concretizadas as aprovações destas reformas no curto prazo, deverá impulsionar uma retomada mais robusta no crescimento econômico do país nos próximos anos.

Em relação aos fundamentos macroeconômicos, teremos nesta quarta-feira (07) a divulgação dos dados de inflação oficiais (IPCA) do mês de outubro que deverá, segundo estimativas do mercado, apresentar um avanço de 0,41% em relação a setembro, levando o acumulado em 12 meses para 4,45%, portanto praticamente cravado na meta oficial de 4,5%.

Diante disso, os fundamentos de longo prazo seguem com viés positivo decorrente da expectativa de avanço na agenda de reformas esperado para os próximos meses, o que, exceto por pressões pontuais no exterior, deve sustentar o bom desempenho dos ativos locais no curto prazo.

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Bom dia e bons investimentos!

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Recomendações Semanais de Ações: Cenário Semanal de 01 a 09/11/2018


Por Carlos Soares, CNPI


Cenário mais construtivo de agendas, apesar dos enormes desafios em aprová-las, deve seguir sustentando os ativos locais nos próximos dias.

A agenda de balanços segue firme e reforça as apostas da carteira recomendada desta semana, com a inclusão de alguns papéis com potencial de ganhos interessantes de curto prazo em resposta a perspectiva de bons resultados.

Cenário externo deve seguir pressionando, a começar pela divulgação dos dados de emprego nos EUA nesta sexta-feira (02) que serão observados com atenção pelos investidores globais.

Na próxima quinta-feira (08), teremos a decisão do Comitê de Política Monetária norte-americano (FOMC - na sigla em inglês) que deverá decidir pela manutenção da taxa básica de juros em 2,25% a.a.. A exemplo do ocorrido por aqui nesta semana, mais importante do que a decisão em si será o comunicado a ser divulgado após o encontro que dará pistas do que podemos esperar em relação ao ritmo de normalização da política monetária na maior economia do planeta.

Ata do Copom e o IPCA são os destaques na agenda local, dados de inflação na China e nos EUA se somam a decisão de política monetária norte-americana como os destaques na agenda econômica externa.

Bons negócios e bom feriado!

Recomendações da semana anterior

Empresa Código Peso (%)
Arezzo ARZZ3 20%
Bradesco BBDC4 20%
Braskem BRKM5 5%
Eztec EZTC3 10%
Itaú Unibanco ITUB4 15%
Klabin KLBN11 25%
Multiplan MULT3 5%

Morning Call - 01/11/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Confirmando minhas expectativas (e de praticamente todo o mercado) o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela manutenção da taxa Selic no encontro encerrado nesta quarta-feira.

Embora em meados do final de setembro houvessem ruídos acerca de uma possibilidade, ainda que remota, de elevação da taxa básica de juros, segui vislumbrando um cenário de continuidade da política monetária estimulativa, ou seja, "com taxas de juros abaixo da taxa estrutural" - segundo comunicado divulgado após o encontro, vide o Morning Call do dia 25/09/2018 (vide link ao final do post*).

A autoridade monetária destaca ainda que o processo de elevação da taxa Selic pode ocorrer "caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora".

Diante do elevado nível de capacidade ociosa da economia - tanto na indústria, quanto de empregos (com elevado nível de desemprego) - vejo os riscos de inflação por enquanto mitigados.

A possibilidade de avanços na agenda de reformas, como sinalizado pelo novo presidente e coordenado pela equipe de transição, pode contribuir para um cenário mais favorável de inflação que, como também destacado no documento, "é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Deste modo sigo vislumbrando um cenário, ainda com uma probabilidade alta, de elevação da taxa Selic em linha com as expectativas apuradas pelo Relatório Focus, ou seja, em meados de março de 2019.

Na sessão de hoje, véspera de feriado e da divulgação de importantes dados de emprego nos EUA (vide o Morning Call de ontem), poderemos ter uma sessão de maior cautela no mercado local, enquanto nas praças europeias os principais índices operam em alta impulsionados por resultados corporativos, novas negociações em torno do Brexit e a espera do encontro de política monetária na Inglaterra.

*Morning Call do dia 25/09/2018: link

Assinantes do Mapa do Tesouro: está no ar o relatório com as recomendações sugeridas para o mês de novembro.

Promovi algumas alterações para capturarmos as oportunidades com o processo mais construtivo em torno da agenda de reformas prevista para os próximos meses.

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Saiba mais em: Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto.

Bom dia e bons investimentos!

Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

Análise Tesouro Direto: Queda dos Juros e o Efeito Marcação a Mercado Tesouro ...