sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Morning Call - 31/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

De volta a tendência esperada para os próximos dias, a tensão dos investidores voltou a penalizar o desempenho dos ativos emergentes na sessão desta quinta-feira (30).

Embora o indicador de preços divulgados tenha ficado dentro das expectativas (+2,0% do core PCE) que em tese afastaria maiores preocupações acerca de uma intensificação da alta dos juros nos EUA, as negociações comerciais envolvendo os norte-americanos e seus parceiros permanece causando apreensão entre os investidores.

Também tivemos uma sessão de ataques frente a fragilizada moeda argentina levando o país portenho elevar sua taxa de juros de 45% para 60% ao ano - vale ressaltar que a nossa situação, apesar das incertezas políticas e fiscais, apresenta um quadro bem mais confortável em termos das contas externas.

Passando para o front doméstico, os investidores continuam cautelosos em relação às eleições presidenciais, pois temores de quaisquer revezes jurídicos adicionam significativamente um componente de incertezas frente ao quadro político local o que torna difícil arriscar quaisquer previsões ao já difícil cenário eleitoral.

Nesta sexta-feira (31), fechamento de mês, promete ser mais intensa com a formação da Ptax que deve pressionar o câmbio juntamente com a votação do registro da candidatura do ex-presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral.

Diante disso, para o investidor iniciante recomendo cautela, pois temos uma grande chance de presenciarmos mais uma sessão de forte volatilidade no mercado.

Bom dia e bons negócios!





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Morning Call - 30/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Tanto o dólar quanto a Bolsa e os juros futuros tiveram uma sessão positiva nesta quarta-feira ajudados pelos principais drivers que têm ditado o rumo dos negócios desde meados de julho: cenário externo e político local.

Começando pela ajuda do exterior!

Lá fora, como havia sinalizado no Morning Call de ontem, tivemos a divulgação do PIB dos EUA que registrou um forte crescimento de 4,2% na segunda prévia do 2T18, ficando acima das expectativas do mercado (4,0%).

No front local, a cena política também contribuiu para a melhora do humor dos investidores com a possibilidade de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue, em sessão extraordinária, nesta sexta-feira (31), o registro da candidatura do ex-presidente Lula.

Mesmo sendo dado como certa a recusa do registro da candidatura, por conta da Lei da Ficha-Suja, o fato causa mais dúvidas ao já complexo cenário eleitoral devido às incertezas acerca do potencial de transferência de votos do candidato ao seu possível sucessor, Fernando Haddad.

Qualquer cenário que se trace ficaria impreciso dado o tempo de propaganda que restaria ao presidenciável durante seu julgamento.

Deste modo, o impedimento de sua campanha nos meios de comunicação que terão início no próximo sábado (01) tornam o cenário menos complexo e aumentam as apostas em torno do crescimento nas pesquisas de um nome com viés mais reformista nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (30), os destaques ficam para a divulgação do IGP-M de agosto (8h00), dados de emprego por aqui (9h00), Núcleo do Índice de Preços - PCE [errata em relação ao Morning Call de ontem] e Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego nos EUA (9h30).

Mas os cenários externo e local ainda estão longe de ser de "céu de brigadeiro" e mais volatilidade pode ser esperada ainda nos próximos dias.

Diante disso, vale a recomendação em ativos mais seguros como os pós fixados.

Já para quem tiver um maior apetite a risco, valem as apostas nas demais modalidades aproveitando as pechinchas que devem seguir surgindo nos próximos dias.

Aproveite esta oportunidade e saiba mais em: Mapa do Tesouro.

Bom dia e bons negócios!





quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Morning Call - 29/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Seguindo de perto a alta do dólar as taxas de juros futuras negociadas na Bolsa de Valores voltaram a subir nesta segunda-feira (28) e pressionaram os rendimentos de boa parte dos investimentos no Tesouro Direto.

Cabe ressaltar que estas taxas servem de parâmetro na definição dos títulos públicos e qualquer alta nos juros futuros faz com que o valores destes papéis recuem no Tesouro Direto, penalizando o investidor que resolve resgatar seus investimentos antecipadamente, ou seja, antes do vencimento acordado no momento da compra.

A alta da moeda norte-americana segue refletindo a cautela dos investidores globais diante do quadro eleitoral brasileiro.

As incertezas sobre quem será o novo postulante a ocupar o Palácio do Planalto e, principalmente, como serão encaminhadas as reformas estruturantes para conter a deterioração das contas públicas leva parte do fluxo de divisas, notadamente especulativo, para refúgios mais seguros como os títulos de nações desenvolvidas.

Nesta terça-feira pesou no humor dos investidores a denúncia contra o candidato Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal que poderá torná-lo réu por racismo e deixar as disputas ainda mais imprevisíveis.

Na prática o evento desta terça-feira dificulta arriscar quaisquer previsões ao já debilitado cenário eleitoral - vale lembrar que ainda está em aberto o julgamento da candidatura do ex-presidente Lula.

Sem parâmetros para suas apostas os investidores, especulativos em especial, optam por migrar para a segurança - conforme dito acima - a espera de uma maior definição no quadro político/eleitoral.

Diante disso, sigo vislumbrando um cenário de forte volatilidade nos preços dos ativos e no câmbio - inclusive levando o Banco Central anunciar um leilão de US$ 2,5 bilhões para sexta-feira (31) numa tentativa de conter a desvalorização cambial.

Na agenda desta quarta-feira o destaque fica para o PIB e o núcleo de inflação (core PCE), ambos dos EUA, às 9h30. Vale ressaltar que o dado de inflação é o predileto do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) e um resultado acima de 2,00% pode desencadear uma reação negativa nos mercados diante de temores de uma aceleração no ritmo de alta nas taxas de juros por lá. Vale a pena ficar de olho e aguardar!

Permaneço recomendando os clientes do Mapa do Tesouro a permanecerem protegidos em pós fixados, mas orientando-os a capturar as oportunidades que estão surgindo neste momento de stress e que embutem um bom potencial de ganhos nos próximos anos. Saiba mais em: Mapa do Tesouro.

Bom dia e bons negócios!





terça-feira, 28 de agosto de 2018

Morning Call - 28/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Tanto o dólar quanto os juros futuros negociados na Bolsa recuaram com o noticiário internacional.

O anúncio de um acordo comercial entre os EUA e o México visando a substituição do Nafta - o equivalente ao nosso Mercosul, mas que engloba os EUA, México e o Canadá -, mesmo representando um retrocesso ao livre comércio, acabou agradando os investidores globais diante de uma aparente propensão de Donald Trump se voltar a novos acordos bilaterais (que envolvem dois países, no jargão econômico).

Acredito que o alívio registrado nesta segunda-feira (27) ainda segue frágil, pois as investidas do presidente norte-americano sobre o comércio mundial continuam imprevisíveis bastando um simples tuíte para que o humor do mercado piore novamente.

No front local, as incertezas políticas permanecem com os investidores ainda em dúvida sobre o potencial das candidaturas obterem os votos que hoje se direcionariam ao ex-presidente Lula. Embora tenha sido registrada, sua candidatura deverá ser julgada e barrada no próximo mês por conta da Lei da Ficha-Suja pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo com a melhora dos mercados nesta segunda-feira, ainda não vejo mudanças significativas no cenário de investimentos nos próximos dias.

Lá fora, permanecemos à mercê do humor do presidente norte-americano em relação às suas investidas sobre o comércio mundial cujo potencial de contágio sobre a inflação dos EUA não é nada desprezível: um aumento nos preços dos produtos importados torna o consumo mais caro para as famílias e empresas norte-americanas.

Uma alta na inflação - diga-se de passagem será conhecida nesta quinta-feira (29) - pode desencadear uma mudança nas expectativas de alta na taxa de juros pelo Federal Reserve - o Banco Central dos EUA - o que inevitavelmente resultaria na alta do dólar em relação às moedas emergentes, como o Real.

Com a subida do dólar, podemos ter uma alta nas taxas de juros futuras que são negociadas na Bolsa e servem de parâmetro na definição do preço de alguns investimentos no Tesouro Direto.

Outro fator de pressão para uma alta destas taxas de juros que tenho vislumbrado desde meados do mês de julho (e que vem se confirmando) tem sido a disputa pela presidência da República por aqui.

Sem ter em mente quais serão os rumos das combalidas contas públicas (excedente de gastos que não vem sendo supridos pela arrecadação de impostos), os investidores têm adotado um tom de cautela em relação aos ativos locais, pressionando a cotação de algumas modalidades de títulos públicos.

Diante disso, permaneço orientando os assinantes do Mapa do Tesouro a manterem seus investimentos majoritariamente na modalidade mais segura do Tesouro Direto (Tesouro Selic) e aproveitando o momento de maior stress do mercado para buscar capturar oportunidades nas demais modalidades.

Não perca esta oportunidade e saiba mais em: Mapa do Tesouro.

Bom dia e bons negócios!





segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Morning Call - 27/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Os mercados reagiram positivamente diante do tom considerado mais suave (dovish, no jargão econômico) do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, durante o encontro anual realizado na cidade de Jackson Hole. Segundo o chairman, a autoridade monetária norte-americana pretende continuar elevando a taxa de juros de maneira gradual até que o nível considerado "neutro" seja atingido. Restam dúvidas, porém, de como a autoridade reagirá caso tenhamos algum repique na inflação nos próximos meses que, por enquanto, segue colaborando para uma postura mais gradual de elevação da taxa de juros.

Por aqui, o cenário deve permanecer volátil com os preços dos ativos locais reagindo às pesquisas e ao noticiário político. Não vejo grandes mudanças no cenário de intenções de votos e, com o julgamento do registro da candidatura do ex-presidente Lula previsto para ocorrer apenas a partir da próxima, o quadro fica ainda mais indefinido.

Na agenda econômica, destaque para o Relatório Focus que será divulgado em instantes e poderá trazer alguma melhora nas expectativas de PIB para este ano. Também teremos no decorrer da semana a divulgação do PIB e dados de inflação (PCE - o preferido pelo Fed) nos EUA, dados de emprego (PNAD), PIB, inflação (IGP-M) e resultados das contas públicas por aqui.

Sigo cauteloso em relação ao cenário externo, pois além das incertezas políticas tenho dúvidas acerca do nível de inflação nos EUA para os próximos meses. Como já ressaltei por diversas vezes neste espaço, as medidas de sobretaxação dos produtos importados somadas à uma situação de pleno emprego tende a pressionar o nível de preços na maior economia do planeta, o que forçaria o Federal Reserve a adotar uma postura mais dura em relação a sua política monetária (leia-se elevação da taxa de juros).

Já no front local, apesar de esperar alguma melhora nos indicadores macroeconômicos, as disputas pelo Palácio do Planalto devem permanecer pressionando a dinâmica de nosso mercado.

Diante disso, mantenho minhas recomendações preponderantemente na modalidade pós fixada, com uma parcela marginal nas demais modalidades (veja em Mapa do Tesouro) aguardando uma maior definição tanto do quadro interno quanto do externo.

Bom dia e bons negócios!





sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Morning Call - 24/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Já pressionado pelo exterior, os investidores também digeriram mal a notícia de que o julgamento do registro da candidatura do ex-presidente Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se dará apenas após o dia 04 de setembro, ou seja, quando já tiverem iniciadas as campanhas no rádio e na TV.

Um cenário eleitoral conturbado era cogitado desde meados de janeiro com especialistas da área jurídica alertando sobre a possibilidade de inúmeros recursos sendo movidos por parte da defesa do ex-presidente que poderiam tumultuar as disputas pelo Palácio do Planalto. Portanto, apertem os cintos que a volatilidade só está começando.

No ambiente macroeconômico tivemos a divulgação do IPCA-15 de agosto que registrou alta de +0,13% em relação ao mês de julho e levando o acumulado nos últimos 12 meses a uma alta de +4,30%, portanto ligeiramente abaixo do centro da meta oficial de 4,5% para este ano. Vale destacar que o indicador é considerado a prévia do resultado oficial que será conhecido apenas no dia 06 de setembro. O dado divulgado nesta quinta-feira (23), o mais baixo registrado para um mês de agosto desde 2010, reforça a avaliação de que os efeitos da paralisação dos caminhoneiros foram praticamente dissipados.

Lá fora, também confirmando minhas expectativas, tivemos mais uma vez as disputas comerciais envolvendo os EUA e a China azedando os mercados. Ambos os países acordaram em adotar tarifas de 25% sobre os produtos comercializados entre si e que somam US$ 16 bilhões, mas a elevação das tarifas não devem parar por aí o que pode trazer mais volatilidade aos mercados mundiais nos próximos dias.

Estas medidas devem se refletir na inflação norte-americana nos próximos meses o que pode forçar o Federal Reserve a intensificar o ritmo de alta dos juros nos EUA e pressionar ainda mais as moedas emergentes, inclusive o Real. Com a subida do dólar sobem também as taxas de juros futuros por aqui, levando os preços de mercado dos títulos públicos a recuarem no Tesouro Direto o que pode resultar em perdas ao investidor caso opte por resgatar antes da hora.

Diante disso, mantenho minhas recomendações de Tesouro Direto preponderantemente em pós fixados com alguma parcela em prefixada, conforme tenho orientado os assinantes do Mapa do Tesouro no decorrer dos últimos meses - para maiores detalhes acesse.

Bom dia e bons negócios!





quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Morning Call - 23/08/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Os ativos locais registraram uma sessão de ganhos nesta quarta-feira (23) numa aparente melhora do apetite estrangeiro em relação ao nosso mercado.

Após a forte correção sofrida nos últimos dias, os mercados emergentes (conforme podemos observar na figura abaixo) encontram-se com preços bem atrativos para os investidores globais, o que sugere a possibilidade de termos algum rebound para cima do nosso mercado. Caso se confirme, podemos esperar a queda do dólar e dos juros futuros o que beneficiaria também o rendimento de todas as modalidades no Tesouro Direto - ao menos no curto prazo dadas as incertezas externas e locais que ainda pairam no ar.


De destaque, como pontuado no Morning Call de ontem, tivemos a divulgação da Ata do último encontro do Fomc - o equivalente ao nosso Copom. No documento, a autoridade monetária norte-americana começou a esboçar preocupação em relação aos efeitos das tensões comerciais, aumento dos preços dos produtos importados e forte nível de atividade sobre a inflação do país. Trata-se de um risco já abordado neste blog cujo resultado pode ser a intensificação do ritmo de alta da taxa de juros dos EUA e migração do fluxo de capital dos emergentes (Brasil, inclusive) para os títulos da dívida norte-americana.

Salvo uma definição do cenário político brasileiro, com a escolha de um nome capaz de encaminhar as reformas estruturantes no próximo governo, é bem possível que tenhamos mais volatilidade pela frente.

Na agenda econômica desta quinta-feira destaque para o IPCA-15 de agosto, considerado uma prévia do resultado oficial, que será divulgado pelo IBGE às 9h00. O mercado espera um avanço de apenas +0,11% em relação ao mês de julho, o que pode levar o acumulado em 12 meses a 4,27% - abaixo da meta de 4,5%.

Sigo não vislumbrando quaisquer mudanças relevantes no cenário político local e tampouco no quadro externo. Lá fora permaneço avaliando que a melhora do humor decorrente das tratativas norte-americanas junto aos seus parceiros pode ser facilmente abalada por um tuíte de Donald Trump.

Neste contexto, mesmo enxergando algumas oportunidades em prefixado, mantenho minhas recomendações preponderantemente em pós fixados.

Saiba mais em Mapa do Tesouro.

Bom dia e bons negócios





Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

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