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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 10/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Apesar das expectativas do mercado terem apontado para uma alta de 0,56 por cento o IPCA de janeiro não agradou e puxou para cima as taxas de juros futuros na sessão de hoje.
Puxado por transportes e alimentos o índice ficou 0,06 por cento acima do resultado de dezembro.
Contudo, dados recentes sinalizam que para os próximos meses o indicador tenderá para uma maior desaceleração. Acredito que o indicador termine o ano na faixa dos 5,90 por cento, ou seja, dentro da meta do governo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 09/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
IPC-Fipe comedido e especulações em torno de uma possível mudança nas regras da caderneta de poupança ditam os rumos dos negócios no mercado de taxa de juros no dia de hoje.
A inflação ao consumidor da cidade de São Paulo, medida pela FIPE, apresentou alta de 0,42 por cento até a quadrissemana encerrada no dia 07 de fevereiro. O resultado veio abaixo das expectativas apuradas pela Bloomberg que era de uma alta de 0,57 por cento. Contribuíram para a desaceleração do índice os grupos Alimentação e Transportes.
Rumores de que a presidente Dilma Roussef anuncie mudanças nas regras da caderneta de poupança também contribuíram para a queda nas taxas de juros futuros no dia de hoje. Acredita-se que pela vontade da presidente esta mudança ocorra ainda neste ano o que possibilitará maiores cortes na Selic e, caso aproveda, diminuirá a inclinação da curva de juros com a redução dos vértices mais longos da estrutura a termo.
O cenário que se configura, portanto, é de continuidade na queda das taxas de juros uma vez que o governo vem agindo no sentido de possibilitar que a autoridade monetária tenha mais liberdade para maiores cortes na Selic. Para muitos a atual regra de calculo de remuneração da caderneta de poupança é o grande empecilho que impede a taxa básica ficar, em termos anuais, abaixo de 8,5 por cento.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 08/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Inflação abaixo das expectativas e a sondagem do banco central brasileiro junto ao mercado a respeito da taxa neutra de juros e de desemprego contribuíram para a queda dos juros no dia de hoje.
O IPC-S recuou de 0,81 para 0,46 por cento no período até 07 de fevereiro; as estimativas da Bloomberg apontavam para uma alta de 0,65 por cento. O grupo Educação foi o que mais se destacou recuando de 4,9 para 2,72 por cento.
A sondagem do banco central brasileiro junto ao mercado quanto ao nível atual da taxa neutra de juros e da NAIRU também causou estranheza e levou os investidores a apostarem em maiores cortes das taxas de juros.
A taxa neutra seria a menor taxa de juros que não gere riscos de inflação para a economia. Já a NAIRU ou taxa de desemprego natural seria o menor nível de desemprego que a economia suporta sem que ocorram pressões inflacionárias.
Com as mudanças da economia brasileira ocorridas nos últimos anos acredito que tanto a taxa neutra de juros quanto a NAIRU (taxa de desemprego natural) encontra-se em níveis inferiores ao que acreditavam ser em décadas anteriores.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 07/01/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Receios de uma possível desaceleração da economia global voltam a derrubar as taxas de juros na sessão de hoje.
Apesar dos esforços de Alemanha e França, a greve geral na Grécia juntamente com o impasse entre o governo Papademos com os lideres políticos continuam a azedar o humor do mercado.
Um eventual default na dívida grega poderá levará os investidores a uma fuga em massa para ativos mais seguros e prejudicando o crescimento da economia mundial. Com o cenário recessivo as taxas de juros tenderão a recuar devido a necessidade de reativar a economia e também pelo menor risco de alta da inflação.
Além disso, teremos também a fala do presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, ao Senado onde comentará sobre as perspectivas da economia americana.
Caso o pronunciamento seja aquém das expectativas do mercado as taxas intensificarão o movimento de baixa das taxas de juros já verificado nos últimos dias.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Juros: DI cai com exterior abrindo espaço para corte da Selic
Por Josué Leonel, Bloomberg,
6 de fevereiro (Bloomberg) -- Os juros nos mercados futuros recuam com receios renovados sobre as dificuldades da Grécia para chegar a um acordo com credores gerando especulações de que o Brasil poderá ter maior espaço para alivio monetário.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 caía 3 pontos-base, para 9,47 por cento, às 10:03, aproximando-se do menor nível de fechamento do contrato, atingido em 2 de fevereiro. O dólar sobe após quatro quedas seguidas diante do real. No exterior, as ações europeias, o petróleo e o cobre recuam hoje antes do prazo final para a Grécia fechar um acordo com seus credores.
“É um reflexo da crise lá fora. Esta história sobre a Grécia está voltando”, disse Ures Folchini, chefe de renda fixa do Banco WestLB do Brasil SA, em entrevista por telefone de São Paulo. “O BC tem espaço para derrubar os juros. O mundo permite isso”.
O Banco Central vê a taxa básica de juros em um dígito este ano, disse o diretor de regulação do sistema financeiro, assuntos internacionais e gestão do risco Corporativo da instituição, Luiz Awazu Pereira da Silva.
“Há espaço para uma política de afrouxamento monetário no Brasil”, sem comprometer o objetivo de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5 por cento em 2012, disse o diretor em discurso em 4 de fevereiro no Encontro Nacional Fenaprevi, na Bahia, publicado no website do BC.
Os economistas do mercado elevaram a projeção para a Selic de 10,38 por cento para 10,75 por cento em 2013 e mantiveram em 9,50 por cento a previsão para a taxa em 2012, segundo a pesquisa Focus do BC divulgada hoje.
Os bancos públicos brasileiros estão fornecendo crédito a um ritmo quatro vezes mais rápido que instituições privadas, dificultando a tarefa do BC de reduzir juros e levar a inflação para a meta, mostra hoje a coluna de renda fixa da Bloomberg.
Os juros futuros subiram na maior parte dos contratos dia 3, após os dados da economia americana estimularem receios quanto ao controle da alta de preços mundiais.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 03/01/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
O mercado futuro de taxas de juros recuou em praticamente todos os vértices na sessão de ontem, influenciado principalmente pelas declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que o BC tem espaço para reduzir ainda mais a taxa de juros.
Nesta manhã as taxas continuam refletindo as declarações de Tombini feitos ontem em Mumbai, na Índia, enquanto aguardam a divulgação de indicadores da economia norte americana. Caso estes indicadores (payroll), que serão divulgados hoje pela manhã, venham favoráveis, as taxas poderão começar a ensaiar alguma reação; do contrário, o movimento de queda poderá se intensificar ainda mais ao longo do dia.
Outro fator que poderá favorecer na queda das taxas será a aprovação do Orçamento da união a ser divulgado até o final deste mês, cujos cortes estão estimados em R$ 60 bilhões.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Mercados de taxa de juros - 01/02/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
O mercado futuro de taxas de juros apresentou mais um dia de queda na sessão de ontem influenciado, principalmente, pelo resultado semanal do Índice de Preços ao Consumidor. O resultado divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, de 0,81%, veio abaixo das projeções feitas por economistas consultados pela Bloomberg (alta 0,87%).
O destaque da semana para o IPC-S ficou para o grupo Educação, Leitura e Recreação que respondeu por 0,42 pontos bases do índice cheio. Devido a sazonalidade, a alta deste item não traz grandes preocupações quanto ao comportamento dos preços.
Outro item que também se destacou foi o de Alimentação que, apesar dos problemas enfrentados na safra, vem se desacelerando nas últimas semanas.
Na sessão de hoje as taxas continuam o movimento de baixa com as curvas fechando em todos os vértices mais longos. Declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a autoridade monetária tem espaço para mais cortes na Selic derrubaram as taxas de juros futuros.
Indicadores importantes dos EUA a ser divulgados nesta sexta-feira poderão reverter um pouco o movimento de baixa apresentado nos últimos dias.
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