quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mercados de taxa de juros – 12/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 12 de julho: O recuo nas vendas do varejo contribuiu para queda das taxas futuras de juros no dia de ontem. O indicador deixa claro a queda no nível de atividade brasileiro e abre espaço para maiores cortes na taxa Selic – por sinal reduzida em meio ponto percentual no encontro de ontem e que agora encontra-se em 8% ao ano.

Apesar da pequena melhora no volume médio dos últimos 12 meses, podemos notar no gráfico abaixo que as vendas no comércio varejista mantém a tendência de baixa.


A sinalização de maiores cortes na meta da taxa Selic pressiona as taxas de juros no dia de hoje e ofusca o IBC-Br divulgado há pouco pelo Banco Central cuja queda de 0,02% no mês de maio veio abaixo das expectativas do mercado que giravam em torno de uma queda de 0,40%.

Apesar da melhora e a exemplo do indicador de vendas no comércio, podemos notar o claro recuo no nível de atividade brasileiro.


O recuo nos pedidos de auxilio desemprego nos EUA, além da divulgação da Ata do Fed – que não deu sinais de que adotará mais medidas de estimulo econômicos, poderão dar um gás nos negócios no dia de hoje e abrir as taxas no mercado de juros futuros. Divulgação do PIB chinês e o resultado fiscal nos EUA também ditarão os rumos dos juros ao longo do dia.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Mercados de taxa de juros – 10/07/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 10 de julho: IPCA comedido e divulgação de indicador mostrando desaceleração na economia chinesa derrubam os juros futuros no dia de hoje.

A divulgação do IPCA de junho na última sexta-feira mostrou que a crise externa começa a dar as caras em nossa economia e a impactar nos preços praticados no país.


Impulsionado pela queda dos veículos, o grupo Transportes vem apresentando forte recuo nos últimos meses. A queda é explicada pela redução dos preços dos veículos novos e usados cuja baixa nas exportações gerou aumento nos estoques nos pátios das montadoras.

De acordo com uma média de 12 meses dos dados divulgados pela Anfavea, dessazonalizados, podemos verificar que as exportações de veículos leves vêem apresentando uma forte tendência de queda desde novembro de 2010.


Indicador da balança comercial chinesa divulgado hoje corrobora a queda das exportações brasileiras, pois, além do impacto da crise européia, a redução das importações chinesas só piora ainda mais a situação de nossa indústria o que contribui para maiores quedas nos preços e, consequentemente, nas taxas de juros de nosso país.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mercados de taxa de juros – 05/07/2012



Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 05 de julho: Apesar da desaceleração de nossa economia confirmada por dados recentes, os indicadores de inflação de inflação apontam para a retomada na alta dos preços em nosso país.

Conforme podemos verificar no gráfico abaixo, as sucessivas altas nos preços do atacado já começam a contaminar o índice de preço ao consumidor, de acordo com a 2ª prévia do IGP-M divulgada pela FGV.


Menos pressionado pela alta dos preços dos cigarros, o item serviços diversos apresentou uma significativa queda na última apuração do IPC-S - também medido pela FGV. Contudo, recentes quebras na produção e pressão dos preços no atacado já poderão ter algum reflexo no próximo indicador a ser divulgado na próxima semana.



Com uma pressão maior nos preços, o cenário para as taxas de juros passa a ser afetado e um movimento de alta é possível já nos próximos dias.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mercados de taxa de juros – 29/06/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 29 de maio: Nas últimas semanas os indicadores de inflação apresentaram uma significativa melhora e abriu espaço para maiores cortes nas taxas de juros.

Conforme podemos verificar nos gráficos abaixo, o grande destaque para a desaceleração dos preços foi o item transportes cujo resultado foi fortemente impactado pela queda dos preços de veículos novos e usados.



Ontem tivemos também a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação onde a autoridade monetária informou que cortou suas estimativas para o crescimento do PIB em 2012 e de inflação para 2013. Diante do cenário mais pessimista em torno da atividade brasileira os juros reagiram e encerraram o dia em baixa.

Ainda no dia de ontem os líderes europeus entraram em acordo para ajudar os bancos em dificuldades por meio de um fundo de resgate. A medida trouxe um alívio ao mercado e poderá valorizar os preços das commodities trazendo algum repique no mercado de juros aqui no Brasil.

Divulgação do PMI de Chicago e da Confiança da Universidade de Michigan também ditarão os rumos dos negócios no dia de hoje.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mercados de taxa de juros – 23/05/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 23 de maio: Dólar em queda, indicador de inflação mais comedido e cenário externo sem dar sinais de melhora derrubaram as taxas futuras de juros hoje.

O terceiro leilão de swap em dois dias ajudou a reverter o movimento de alta da moeda norte-americana e trouxe consigo um maior alívio nas expectativas de inflação para os próximos meses, uma vez que com a queda da cotação os produtos importados se tornam mais baratos e contribuem para conter a alta dos preços em nosso mercado.

Por falar em preços, tivemos a divulgação do IPC-S referente a quadrissemana encerrada no dia 22 de maio, que registrou alta de 0,50 por cento – abaixo do 0,55 por cento apurado no levantamento anterior.

Nota-se pelo gráfico abaixo que o grupo Despesas Diversas começa a dar sinais de perda de fôlego, o que poderá contribuir para a convergência do IPCA ao centro da meta do governo, hoje em 4,5 por cento ao ano.


O pessimismo lá fora também terá um importante papel na convergência da inflação nos próximos meses. Além da possível saída da Grécia na Zona do Euro, hoje tivemos a divulgação do resultado da balança comercial japonesa, cujas exportações vieram abaixo do esperado no mês de abril (alta de 7,9 por cento – ante a estimativa de 11,8 por cento). Isso reflete uma provável, pra não dizer certa, freada do crescimento da economia mundial.

A desaceleração econômica fará com que os preços das commodities diminuam, permitindo, assim, a queda nos preços e, como conseqüência, abrindo espaço para maiores baixas nas taxas de juros.




segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mercados de taxa de juros – 14/05/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 14 de maio: Queda nas expectativas de inflação e piora no cenário externo derrubam os juros futuros no dia de hoje.

O mercado reduziu a projeção da Selic para 2012 em 8,0 por cento. O resultado veio abaixo dos 8,5 por cento estimados no último levantamento. Dentre os fatores que contribuíram para a queda das taxas estão a piora do cenário externo e as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que reafirmou a necessidade da autoridade monetária ter que reduzir os juros nos próximos encontros.

Por falar em piora externa, tivemos na manhã de hoje a divulgação da produção industrial da zona do Euro que registrou queda de 0,3 por cento no mês de março em relação ao mês anterior. O resultado apenas contribuiu para a piorar o humor do mercado já abalado pelos boatos de uma possível saída da Grécia do bloco econômico.

As eleições regionais na Alemanha apontaram para o enfraquecimento da primeira ministra, Angela Merkel, cujo partido foi derrotado na principal região do país.

Na China o corte do compulsório bancário que foi, segundo a Bloomberg, o terceiro consecutivo em seis meses está derrubando os preços das commodities. A medida veio após a queda, acima do esperado, na produção industrial, nos empréstimos e nas vendas no varejo do país.

O cenário externo recessivo, portanto, está contribuindo para a redução das expectativas de inflação aqui no Brasil e isso tem colaborado para as sucessivas quedas nas taxas de juros futuras em nosso mercado.




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mercados de taxa de juros – 07/05/2012


Por Carlos Soares Rodrigues,

SÃO PAULO - 07 de maio: Já não bastasse a pressão baixista após a mudança das regras de remuneração da caderneta de poupança, agora o cenário externo volta a entrar em cena e faz com que os juros futuros recuem no dia de hoje.

Na Europa, apesar do bom resultado dos pedidos às indústrias alemãs, as eleições na França e Grécia preocupam o mercado no dia de hoje. A indústria alemã registrou uma alta de 2,2 por cento em seus pedidos em março em relação a fevereiro – acima da estimativa de alta de 0,5 por cento apurada pela Bloomberg. Contudo, a vitória de François Hollande, na França, traz preocupações em torno do futuro da zona do euro. Primeiro socialista a assumir o governo francês em 17 anos, Hollande prometeu aumentar os gastos e adiar os esforços de redução do déficit público o que pode representar, no médio e longo prazo, uma deterioração da capacidade do país honrar seus compromissos junto aos credores. Na Grécia, a derrota neste domingo dos partidos favoráveis a austeridade fiscal abre espaço para mais uma rodada de frisson nos mercados de dívidas.

O pessimismo lá fora faz com que as expectativas em torno do nível de atividade piorem, o que reduz os preços das commodities e abre espaço para uma inflação menor sem que ocorra pressão nas taxas de juros.

No Brasil a produção de veículos divulgada pela Anfavea referente ao mês de abril recuou para 260.825 unidades – ante os 308.494 registrados em março. Já o número de vendas também apresentou redução em relação ao fechamento do primeiro trimestre ao registrar o montante de 257.885 unidades comercializadas – ante 300.574 no mês de março.

Diante desse resultado fica claro que o nível de atividade da economia brasileira está com menos ímpeto o que também permite maiores cortes nas taxas de juros nos próximos meses.

Focus apontando IPCA em 5,12 por cento em 2012 o que, segundo espera o governo, abre espaço para uma Selic entre 7 e 7,5 por cento até o final do ano. Entretanto, conforme podemos verificar no gráfico abaixo, a inflação implícita aponta para a necessidade de elevação nos juros no longo prazo.


Com a expectativa de inflação no longo prazo em torno de 6,00 por cento o mercado continua operando com os juros na casa dos 8,00 por cento – dentro da meta de 2,00 de juros reais explicitada pelo governo.




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