sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Morning Call - 28/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


O nosso mercado apresentou mais uma sessão de ganhos nesta quinta-feira (27) com os negócios sendo impulsionados pelo fluxo estrangeiro aos ativos emergentes. O tom mais ameno dado pelo Federal Reserve na véspera (vide o Morning Call de ontem) e a relativa calmaria em torno das disputas comerciais envolvendo os norte-americanos e os chineses nos últimos dias ajudaram a dar fôlego na tomada de risco dos investidores globais.

Por aqui, o que antes vinha sendo considerado um cenário pessimista, duas candidaturas extremas seguindo para a disputa no segundo turno, passa a ser visto com menos preocupante. Parte do mercado começa a enxergar a possibilidade de não rompimento das medidas de ajuste fiscal adotadas nos últimos anos em caso de vitória de ambos os candidatos à frente nas pesquisas eleitorais. De acordo com o jornal Valor, citando um "profissional de mercado", "o mercado estava posicionado em apostas negativas, mas nos últimos dias os investidores passaram a atribuir probabilidades entre Jair Bolsonaro (PSL) vencendo as eleições presidenciais e executando reformas e Haddad ganhando, mas caminhando para um governo mais de centro". Seja como for, caso tenhamos novidades acerca da agenda de reformas ainda neste ano, ou seja, a votação da Reforma da Previdência, o país terá condições de avançar em outras importantes reformas, menos polêmicas, como a tributária que vem sendo defendida por todas as candidaturas.

Pela manhã também tivemos a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação que mostrou um Banco Central menos apreensivo em relação ao quadro inflacionário de curto prazo, mas reafirmando que sem as reformas o quadro poderá ser revertido e forçá-lo a elevar a taxa Selic. Lá fora o PIB dos EUA ficou em linha com a expectativas do mercado ao avançar 4,2% e registrar o melhor desempenho em quatro anos.

Já na agenda de hoje teremos as pesquisas Ipespe/XP pela manhã e Datafolha após o fechamento dos mercados. Já no calendário econômico os destaques ficam para os números de emprego que serão divulgados pelo IBGE, às 9h00, e dados do setor público consolidado de agosto a serem conhecidos ao longo do dia que, segundo estimativas do mercado, podem ter apresentado um déficit de R$ 17,5 bilhões.

Após a sequência de ganhos registrados nos últimos dias, não descarto a possibilidade de termos um dia de ajustes nos mercados nesta sexta-feira. Embora o cenário tenha apresentado uma ligeira melhora, menos disruptivo em termos dos ajustes promovidos nos últimos anos, o quadro permanece de cautela. Dados do setor externo têm mostrado um relativo otimismo em relação à nossa economia com a entrada de importantes fluxos de investimentos de longo prazo - os chamados investimentos diretos -, mas ainda vejo como frágil a melhora dos fluxos de curto prazo que ainda seguem à mercê do quadro internacional. Além do humor do presidente norte-americano junto aos seus parceiros comerciais, vejo com atenção a evolução do quadro inflacionário nas nações desenvolvidas que podem trazer alguma reversão nas expectativas de juros nestes países no decorrer dos próximos meses.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Morning Call - 27/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Como esperado o cenário externo ditou o rumo dos negócios nesta quarta-feira com os agentes de mercado de olho na decisão do Federal Reserve (Fed) ocorrida a tarde.

Confirmando as expectativas, o banco central norte-americano elevou a taxa de juros em 0,25 p.p. e sinalizou para mais uma alta de mesma intensidade no mês de dezembro.

O mercado passa agora a apostar, em um cenário conservador, em mais três altas ao longo de 2019 e mais uma em 2020 - cenário este que dependerá do comportamento da inflação norte americana no decorrer dos próximos meses e anos. Caso tenhamos sinais de que os preços aos consumidores da maior economia do planeta possam superar e comprometer a meta de 2,0% estabelecida pelo Fed, podemos esperar que os mercados revisem para cima suas projeções, o que voltaria a pressionar os ativos emergentes.

De qualquer forma temos por enquanto um cenário mais benigno de taxa de juros nas economias desenvolvidas e as atenções locais retornam ao quadro eleitoral.

Membros da equipe econômica voltaram a admitir a possibilidade de se votar a Reforma da Previdência após o pleito de outubro, caso o presidente eleito se mostre favorável.

Se isto de fato ocorrer teremos condições de vislumbrar uma importante melhora na confiança dos investidores destravando assim a tão esperada retomada da atividade econômica. Por consequência, podemos esperar também, nesse cenário, um forte desempenho dos ativos locais.

Na agenda desta quinta-feira (27) destaque para a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação por aqui e do PIB dos EUA.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Morning Call - 26/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Com a ascensão da candidatura com viés mais heterodoxo, os mercados devem permanecerem na defensiva por temores de uma descontinuidade dos ajustes promovidos ao longo dos últimos anos e voltar à tona os riscos em torno da volta de políticas não comprometidas com a sustentabilidade das contas públicas.

Apesar da piora no quadro eleitoral que juntamente com o tom mais duro divulgado na ata do Copom chegaram a pressionar os ativos locais pela manhã, ao longo do dia o nosso mercado apresentou algum alívio com parte dos investidores questionando a eficácia das pesquisas divulgadas recentemente, que inclusive vem divergindo de levantamentos privados, segundo relatado ao jornal Valor Econômico.

dólar

Já na sessão desta quarta-feira (25), as atenções se voltarão para a decisão de política monetária nos EUA, às 15h00, em que se espera por um aumento de 0,25 p.p. na taxa de juros norte americana. Mais importante do que a decisão de elevar os juros, dada como certa, será o comunicado que será dado após o encontro que irá sinalizar os próximos passos que o Federal Reserve deverá adotar no processo de normalização monetária do país. Quaisquer sinalizações de que venha intensificar o ritmo de alta da taxa de juros pode levar a um forte ajuste nos mercados globais o que pressionaria ainda mais os ativos brasileiros nos próximos dias.


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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Morning Call - 25/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI

Em meio ao fortalecimento da candidatura petista e com o cenário externo pressionado pelo acirramento nas tensões comerciais entre os EUA e China, os ativos locais apresentaram uma sessão de perdas nesta segunda-feira (25).

Após sondagens apontando o crescimento do candidato petista, Fernando Haddad, nas últimas semanas que antecedem as disputas do primeiro, o mercado manteve o tom de cautela a espera da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada após o fechamento.

Pelo levantamento, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve na liderança com os mesmos 28% registrados no levantamento anterior, mas teve sua rejeição elevando de 42% para 46%, o que deve deixar os investidores novamente na defensiva nesta terça-feira (25). Já o candidato petista segue se consolidando no segundo lugar passando de 19% das intenções de votos, para 22% no levantamento divulgado nesta noite.

Lá fora, às vésperas do encontro de política monetária nos EUA, que deve elevar a taxa de juros do país em 0,25 p.p., nesta quarta-feira, tivemos a entrada em vigor da taxação em 10% de produtos chineses consumidos pelos norte-americanos. Somados estes produtos representam cerca de US$ 100 bilhões das exportações norte-americanas e elevaram as preocupações dos mercados acerca de uma intensificação nas disputas envolvendo os dois países.

Sem nenhuma perspectiva de reversão das incertezas eleitorais e externas, as atenções dos investidores locais também se voltarão, no dia de hoje, para a Ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrido na semana passada e que decidiu pela manutenção da taxa Selic. O documento, divulgado a pouco, deve levar o mercado a rever seu cenário de taxa de juros para os próximos meses, tendo uma parte já atribuindo alguma probabilidade de alta ainda neste ano.

Vejo com ressalvas uma possibilidade de elevação na taxa Selic e, diante disso, vou promover um ajuste fino nas minhas recomendações de Tesouro Direto na virada do mês como forma de capturar as oportunidades que estou vislumbrando que possam surgir ao longo de outubro.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Morning Call - 24/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Confirmando minha previsão do último Morning Call, a agenda doméstica desta sexta-feira contribuiu para a dinâmica dos juros futuros e ajudou os títulos negociados no Tesouro Direto a registrar mais uma sessão de ganhos.


Começando pelo IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial que será divulgada no dia 05/10, que apresentou ligeira alta de +0,09% em setembro, sendo a menor taxa para um mês de setembro desde 2006 (+0,05%) e ficando abaixo das expectativas (+0,17%). No acumulado em 12 meses, o indicador apresenta uma alta de 4,28% que, de acordo com o IBGE, ficou "ligeiramente abaixo dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores", ou seja, do apurado em agosto. O resultado acumulado também recuou em relação a meta oficial de 4,50% o que afasta por enquanto maiores preocupações em torno de uma possível alta na taxa de juros no curto prazo (também dentro do cenário-base com que trabalho em minhas recomendações de Tesouro Direto).

Segundo estudo recente divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), devido ao fraco dinamismo da atividade econômica que opera abaixo de sua plena capacidade - basta observamos o elevado nível de desemprego e capacidade ociosa das empresas, a inflação tem permanecido comedida e "mantendo afastado o risco de pressões inflacionárias mais sérias" - vide RAF de set/18.

A consolidação do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e o alívio no exterior também contribuíram para o recuo dos juros futuros.

De acordo com a pesquisa XP/Ipespe, o deputado federal subiu mais dois pontos passando para 28% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) se consolida na segunda posição, com 16% das intenções. Rumores (não confirmados) acerca de uma possível aliança entre o PT e o PSDB, no segundo turno, também circularam no decorrer desta semana. A reflexão que fica é: será que esta possível aliança poderia ser encarada como sendo favorável a Reforma da Previdência autorizando o atual governo levá-la para votação após as eleições? Por ora temos apenas uma certeza: o cenário eleitoral segue extremamente incerto e merece ser monitorado com cautela.

Lá fora o mercado avaliou a possibilidade de que as autoridades norte-americanas e chinesas possam evitar uma escalada da guerra comercial travada entre ambos após o governo dos EUA anunciar a elevação de taxas sobre US$ 200 bilhões de produtos do gigante asiático. Trata-se de outro tema que permaneço vendo com ressalvas, dado o histórico errático do presidente Trump no decorrer deste ano.

Para hoje, além do cenário eleitoral que ditará os negócios até o próximo mês, teremos como destaque a divulgação do Relatório Focus que poderá apresentar um recuo nas expectativas de inflação por conta do IPCA-15 desta sexta-feira. Na semana, chamo a atenção para a Ata do Copom que será conhecida amanhã, antes da abertura, que também ajudará os investidores a balizar suas apostas em torno da curva de juros. Quarta-feira (26) será a vez do Federal Reserve - Fed decidir a taxa de juros nos EUA cujas expectativas apontam para uma alta de 0,25 p.p.. Já na quinta-feira (27), os investidores globais ficarão atentos ao terceiro e último levantamento do PIB norte-americano que deve apresentar um avanço de 4,2% no 2T18.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Morning Call - 21/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Em uma sessão de ajustes por conta da reunião do Copom na véspera - conforme esperado e sinalizado no Morning Call de ontem - os juros futuros registraram queda nos vencimentos mais longos e uma correção para cima nos vértices intermediários, entre os vencimentos 2020 e 2021.

Lá fora as bolsas norte-americanas testaram novos recordes em resposta a divulgação de dados de confiança e emprego que seguiram apresentando um robusto nível de atividade na maior economia do planeta.

Nesta sexta-feira (21) teremos uma agenda doméstica mais cheia começando pela prévia do IPCA de setembro (IPCA-15), divulgado às 9h00, que registrou alta de 0,09% e ficou abaixo das estimativas (0,17%), o que pode trazer alívio ao mercado de juros futuros no dia de hoje.

Também entrará no radar do mercado a divulgação das pesquisas com intenções de votos realizadas pelo DataPoder360 e XP/Ipespe - neste caso começo a vislumbrar um leve viés construtivo para a dinâmica dos ativos locais com a possibilidade de que a candidatura do também considerado (agora) reformista Jair Bolsonaro (PSL) comece a ganhar força - inclusive para o segundo turno.

Mesmo com esse viés mais positivo ainda acho precoce realizar grandes ajustes nas recomendações sugeridas no Mapa do Tesouro. Antecipo que podemos ter um ajuste fino a partir da virada deste mês para capturarmos oportunidades nas modalidades mais sensíveis a curva de juros que podem apresentar um desempenho interessante ao longo do próximo ano.

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Morning Call - 20/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


A espera do término do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) na noite desta quarta-feira (19), os juros futuros encerraram a última sessão em baixa ao longo da curva.

Por unanimidade, o colegiado decidiu manter a taxa Selic em 6,5% ao ano e destacou, em seu comunicado após o encontro, que os riscos de uma alta da inflação decorrente da "deterioração do cenário externo para economias emergentes", contemplados em seu cenário básico, "se elevaram" desde o último encontro.

Também foi destacado que o elevado nível de ociosidade da economia, leia-se alto desemprego e fraco desempenho das empresas no país, pode seguir mantendo os preços comedidos permitindo a manutenção de uma "política monetária estimulativa", ou seja, de manutenção da taxa de juros.

Para que ocorra uma queda adicional da taxa de juros estrutural somada a uma "recuperação sustentável da economia", o Comitê enfatizou a necessidade da "continuidade dos processos de reformas e ajustes necessários na economia brasileira" como forma de preservar a inflação controlada no médio e longo prazo.

Já para esta quinta-feira (20) poderemos ter alguma correção nos juros futuros por conta do Copom e a agenda econômica nos reserva a divulgação dos dados norte-americanos de atividade industrial apurados pelo Fed da Filadelfia e pedidos por seguro-desemprego, às 9h30, além das vendas de casas usadas do mês de agosto, às 11h00.

Em meio ao cenário de incertezas eleitorais no nosso país e com um quadro externo pressionado pelo acirramento das tensões comerciais e pelo processo de alta das taxas de juros nas nações desenvolvidas, especialmente nos EUA, recomendo cautela em relação aos títulos prefixados e indexados ao IPCA.

Para o investidor pouco familiarizado com as oscilações do mercado financeiro, chamo a atenção para o fato de que estas modalidades podem gerar perdas, principalmente em momentos de maior turbulência como o que temos enfrentado nos últimos meses, caso opte resgatar seu dinheiro antes do vencimento que variam de 2021 até 2050.

Como forma de preservação do capital investido, tenho sugerido aos investidores assinantes do Mapa do Tesouro manter um mix distribuído entre as diferentes alternativas disponíveis no Tesouro Direto, mas dando um peso mais importante na modalidade pós fixada enquanto aguardamos uma definição mais clara do cenário a partir do próximo ano, lembrando que o risco do investidor ter prejuízo nesta modalidade é praticamente nula.

Diante disso, faço meu convite para conhecer minhas recomendações de Tesouro Direto em: Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto - por apenas R$ 7,00/mês.

Bom dia e bons negócios!

Tesouro Direto Hoje – 26/09/2025

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