terça-feira, 11 de setembro de 2018

Conheça o Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto

Mapa do Tesouro

Que tal fazer seu dinheiro render mais do que a poupança investindo em algo considerado o investimento de menor risco do mercado brasileiro? E melhor ainda: com menos de R$ 100 reais você pode começar a investir.


Estou falando do investimento no Tesouro Direto, programa criado em 2002 com o objetivo de democratizar o acesso da população aos títulos públicos e que oferece diferentes tipos de rentabilidade (prefixada, ligada à variação da inflação ou mesmo à variação da taxa Selic), além de diferentes prazos de vencimentos e fluxos de pagamentos de juros – atendendo as necessidades de cada tipo de investidor.


Considerando apenas o Tesouro Selic, o título mais conservador dentre todos disponíveis no Tesouro Direto, e indicado para os investidores pouco familiarizados com as variações do mercado financeiro, podemos ter uma idéia da oportunidade que você pode estar desperdiçando.


Nos últimos 10 anos, um investidor que tenha colocado R$ 1 mil na caderneta de poupança contaria hoje com R$ 1.996,29. Com os mesmos R$ 1 mil investidos no Tesouro Selic o investidor teria hoje cerca de R$ 2.300 líquidos de impostos, ou seja, uma grande diferença considerando que se trata do investimento de menor risco no país.


Isso sem contar o bom desempenho apresentado nos últimos anos das demais modalidades como os títulos indexados a inflação. Entre outubro de 2015 – período marcado pelo abandono da meta de superávit fiscal do governo Dilma – e março de 2018 estes títulos renderam em média mais de 65%, o equivalente a um ganho médio de quase 20% ao ano.


Apesar das dificuldades de se acertar o momento exato de entrar ou de sair num determinado investimento, algumas sinalizações dadas por fatores conjunturais nos dão pistas de como nos posicionarmos.


Exemplo disso está descrito no meu posicionamento dado em entrevista concedida a Dukascopy, em meados de setembro de 2017, quando enxerguei espaço quedas adicionais da taxa Selic e que capturaram um bom rendimento nas modalidades sugeridas naquela ocasião:

 



Perspectivas para o Tesouro Direto



A pergunta que muitos devem estar se fazendo é o que esperar para os próximos meses, principalmente diante do cenário tão incerto como o que nos deparamos hoje?

 
Acredito que teremos algumas oportunidades bem interessantes no Tesouro Direto, especialmente se tivermos o avanço das reformas no próximo (ou neste) governo que devem reduzir significativamente as incertezas em relação ao nosso quadro fiscal.


Estas oportunidades têm sido sugeridas aos investidores que seguem o Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto.





CARLOS SOARES, CNPI
Economista e Analista de Investimentos








Morning Call - 11/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI



Nitidamente mostrando um tom de cautela por parte dos investidores a espera da pesquisa Datafolha, divulgada após o fechamento, os juros futuros registraram um nítido movimento de "steepening" - inclinação da curva quando os juros mais longos sobem mais do que as taxas mais curtas.

Apenas um parenteses quanto ao movimento verificado na curva de juros nesta segunda-feira (10): normalmente os fatores que levam a alta dos juros mais longos são as incertezas por parte dos investidores em relação ao país ou uma expectativa de crescimento econômico que leve o Banco Central elevar a taxa de juros em algum momento no futuro para manter a inflação sob controle.

Mas na sessão de ontem podemos afirmar que se trata do quadro político-eleitoral que ainda segue incerto, mas com o mercado apostando que o trágico evento de quinta-feira (06) possa fortalecer as candidaturas de direita vistas como mais comprometidas em combater o desequilíbrio das contas públicas.

Reforçando estas apostas tivemos a divulgação da pesquisa FSB/BTG mostrando que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem na liderança passando de 26 por cento na semana passada para 30 por cento no último levantamento.

Por outro lado, tanto a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo quanto Datafolha divulgadas na noite de ontem mostraram um quadro praticamente estável, dentro da margem de erro, entre os principais candidatos à Presidência da República, tendo o candidato Bolsonaro permanecendo na liderança.

Além do fraco desempenho do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) em todas as pesquisas de intenções de votos, uma nova fase da Operação Lava Jato deflagrada a pouco atingiu integrantes de seu partido e culminou com a prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa. Resta saber o quanto impactará em sua campanha os desdobramentos das investigações sobre seu partido, mas pode reforçar a mudança da preferência do mercado sobre os postulantes ao Palácio do Planalto.

Caso o nome do deputado siga se consolidando na liderança das pesquisas é bem possível que o mercado passe a apoiá-lo de uma vez, especialmente com a possibilidade de que a Reforma da Previdência seja votada ainda neste ano como sinalizado pela equipe econômica e noticiado pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira.

Mas, as chances de que um nome com perfil mais heterodoxo ganhar força, ou seja, um nome mais propenso a aumentar os gastos e elevar a dívida pública, como tem sido sinalizado nas propostas do candidato Ciro Gomes (PDT), pode trazer um tom mais defensivo por parte dos investidores e levar a mais volatilidade aos ativos locais nos próximos dias.

Lá fora, o noticiário político/comercial segue intenso com as ameaças de Donald Trump impor novas tarifas sobre os produtos chineses. Já na agenda econômica o destaque fica para a divulgação do Estudo mensal sobre Ofertas de Emprego e Rotatividade no Trabalho (JOLTs, na sigla em inglês) que deve mostrar que houve cerca de 6,646 milhões de vagas de empregos nos EUA no mês de julho, reforçando que o mercado de trabalho norte-americano segue robusto.

Sem vislumbrar grandes alterações no cenário externo e local para os próximos dias permaneço recomendando uma parcela mais significativa em títulos pós fixados em minhas recomendações de Tesouro Direto. Saliento que o cenário de maior volatilidade que temos observado nos últimos dias tem criado oportunidades importantes em outras modalidades e que estão sendo aproveitadas pelos clientes do Mapa do Tesouro.

Saiba mais em: Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto

Bom dia e bons negócios!






segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Morning Call - 10/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Com a volta do feriado e após o trágico evento ocorrido na quinta-feira envolvendo o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os ativos locais devem apresentar uma sessão de correções devido o bom desempenho das American Depositary Receipts (ADR) - certificados de empresas brasileiras negociadas no exterior - nesta sexta-feira.

Como antecipado Morning Call desta quinta-feira, afirmei que o candidato Jair Bolsonaro já vinha aos poucos caindo nas graças do mercado. Resta saber como ficarão as intenções de voto do eleitorado em resposta ao lamentável episódio - a torcida fica para um fortalecimento das candidaturas de centro-direita, mas o quadro permanece indefinido e assim permanecer até outubro.

No exterior o tão aguardado payroll de agosto(indicador de emprego nos EUA) foi conhecido nesta sexta-feira e apresentou números acima do esperado com a criação de 201 mil novos postos de trabalho (est. 193 mil) e o ganho médio por hora trabalhada crescendo 0,37% (est. 0,30%) em relação a julho/18 e 2,9% (est. 2,8%) em relação a agosto/17.

Estes números são importantes para balizar as expectativas de inflação e, portanto, de taxa de juros nos EUA. Caso passe a ganhar força nos próximos levantamentos certamente teremos outro gatilho desencadeando mais pressão sobre os ativos emergentes.

Apesar da melhora apresentada nos últimos dias, a dinâmica do nosso mercado segue exigindo cautela.

Com um quadro eleitoral incerto e a espera de novas investidas de Donald Trump sobre o comércio mundial, continuo não enxergando uma tendência consolidada de recuperação dos ativos locais, ao menos até as eleições.

Bom dia e bons negócios!






quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Morning Call - 06/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Nem mesmo a melhora registrada no exterior - a meu ver uma breve correção das perdas sofridas nos últimos dias - foi o suficiente para conter mais um dia de alta nas taxas de juros futuras.

As incertezas quanto ao cenário eleitoral persistem e, apesar do adiamento na divulgação das pesquisas do Ibope e Datafolha, avalio que o pífio desempenho do candidato de cunho mais reformista, o tucano Geraldo Alckmin, devem continuar gerando cautela em relação aos ativos locais. Vale destacar que o candidato tucano ainda permanece com menos de 10% das intenções de votos enquanto que o candidato Ciro Gomes (PDT) avançou 3 pontos, empatando com Marina Silva (Rede) no último levantamento do Ibope/Estadão/TV Globo divulgado ontem a noite. Jair Bolsonaro (PSL) segue liderando as pesquisas com 22% das intenções de votos e começa aos poucos cair nas graças do mercado.

Mais do que um atraso na divulgação das pesquisas que, como disse, não devem trazer mudanças significativas no quadro sem o ex-presidente Lula, é fator de preocupação a perspectiva de encaminhamento das reformas estruturantes no próximo governo e o contágio dos emergentes torna estas medidas ainda mais urgentes.

Lá fora as tensões envolvendo EUA e China voltam ao radar sustentando a já corriqueira postura errática de Donald Trump em relação aos seus pares comerciais.

Na agenda econômica os destaques ficam para a divulgação do IPCA de agosto (est.+0,27%), às 9:00, e variação dos dados de empregos privados nos EUA também de agosto (est. 188k), às 9:15.

Contudo, os dados econômicos mais aguardados nesta semana serão conhecidos apenas amanhã quando nosso mercado estará fechado por conta do feriado em comemoração ao Dia da Independência: os números oficiais de emprego nos EUA.

Pelas estimativas do mercado, a economia norte-americana pode ter gerado cerca de 191 mil novas vagas e mantido a taxa de desemprego em 3,9% no mês de agosto.

Mas um detalhe dos números a serem divulgados amanhã que merece atenção serão os ganhos médios por hora trabalhada cujas projeções apontam para uma alta de 0,3% em relação a julho. Um resultado acima deste nível pode acionar o gatilho (trigger) para mais correções dos mercados globais com os investidores reavaliando o cenário de elevação na taxa de juros nos EUA.

Diante disso, vale a máxima de que "prudência e dinheiro no bolso não faz mal a ninguém".

Conheça as oportunidades no Tesouro Direto em: Mapa do Tesouro


Bom dia, bons negócios e um excelente feriado!





quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Morning Call - 05/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Com o retorno dos negócios em Wall Street o dólar registrou alta frente aos seus pares ao redor do mundo com temores em relação aos emergentes, além das preocupações acerca das tensões comerciais envolvendo os EUA e seus parceiros comerciais.

Lá fora o destaque ficou para o encontro do ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, com a presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para apresentar o novo pacote de reformas fiscais do país.

Dentre as medidas anunciadas na véspera pelo presidente Mauricio Macri, destaco o aumento dos impostos sobre as exportações de produtos consumidos por nós - como o trigo.

Juntamente com a alta do dólar, aumentos da conta de energia e dos combustíveis, a elevação dos preços dos insumos importados da argentina devem impactar os custos das matérias-primas utilizadas por nossa indústria, especialmente de alimentos, o que deve se refletir na inflação e confirmar minhas expectativas em relação as apostas em pós fixados (veja mais em Mapa do Tesouro).

Com relação às tensões comerciais norte-americanas, segue indefinido o acordo comercial com os canadenses e o mercado permanece atento à possibilidade de novas investidas contra a China.

Apesar do cenário externo pressionado o dólar ficou praticamente estável fechando cotado a R$ 4,1520 (+0,04%).

Contudo, as incertezas políticas e, principalmente, o futuro das nossas contas públicas, ditaram a dinâmica das taxas de juros nesta terça-feira (04). Os juros futuros negociados na Bolsa - que servem de referência para a definição dos preços dos títulos negociados no Tesouro Direto - voltaram a registrar alta em praticamente todos os vencimentos.

A espera de mais uma pesquisa Ibope que seria divulgada na noite de ontem adicionou um tom a mais de cautela aos investidores no mercado de renda fixa.

Sem vislumbrar uma mudança significativa na dinâmica dos ativos globais para os próximos dias, passo agora a enxergar também um cenário de inflação mais pressionado para os próximos meses pelos motivos expostos acima.

Por falar em inflação, teremos amanhã a divulgação do IPCA do mês de agosto cujas estimativas apontam para uma alta de 0,27% - o detalhe é que estas estimativas estão bem próximas ao que se esperava para o IPC da Fipe divulgado ontem e que acabou registrando alta de +0,41% em relação a julho.

Diante disso, mantenho minhas recomendações preponderantemente alocadas na modalidade pós fixada do Tesouro Direto; mas, como venho alertando nas últimas semanas, tenho observado algumas oportunidades nas demais modalidades em meio a este período de maior stress do mercado.

Saiba quais são estas oportunidades em: Mapa do Tesouro


Bom dia e bons negócios!





terça-feira, 4 de setembro de 2018

Morning Call - 04/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Mesmo com um volume morno por conta do feriado em comemoração ao Dia do Trabalho nos EUA, os ativos locais não tiveram trégua nesta segunda-feira (03) diante do cenário externo pressionado.

Preocupações em relação a Argentina e Turquia voltaram ao radar dos investidores e contaminaram praticamente todos os mercados emergentes. Ambos os países seguem apresentando fortes problemas com uma inflação elevada, fragilidade de suas contas externas e, a exemplo do Brasil, um complicado déficit público que necessita com urgência ser solucionado.

Informações desencontradas dadas pelo presidente argentino, Mauricio Macri, acerca de uma possível ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), no decorrer da última semana, também contribuíram para minar o humor dos investidores globais em relação aos emergentes.

Por arqui, tendo o feriado em comemoração ao Dia da Independência na sexta-feira (07) abreviando os negócios locais, o quadro deve permanecer pressionado por conta do quadro eleitoral e de uma agenda repleta de importantes indicadores de emprego nos EUA a serem conhecidos a partir de quinta-feira.

Nesta terça-feira (04) o destaque fica para os números da produção industrial brasileira que, pelas expectativas do mercado, deve registrar uma queda de -1,0% no mês de julho em relação ao mês anterior, reforçando o cenário de perda no dinamismo da retomada de nossa atividade econômica.

Diante disso, sem vislumbrar uma mudança significativa na dinâmica dos ativos globais para os próximos dias, sigo mantendo minhas recomendações preponderantemente alocadas na modalidade pós fixada do Tesouro Direto, mas aproveitando as oportunidades que têm surgido neste período de maior stress do mercado.

Aproveite também estas oportunidades e obtenha minhas recomendações em Tesouro Direto acessando: Mapa do Tesouro


Bom dia e bons negócios!





segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Morning Call - 03/09/2018

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Por Carlos Soares, CNPI


Em meio às tensões em relação às negociações comerciais dos EUA junto aos seus parceiros, ao "banho de sangue" ("bloodbath", como tem sido definido pelo noticiário e especialistas no exterior) que acometeu as moedas emergentes nos últimos dias e, como não poderia deixar de passar desapercebido, o julgamento do registro da candidatura do ex-presidente Lula, o nosso mercado seguiu a ligeira melhora no exterior e registrou algum alívio na última sessão do mês.

De positivo tivemos a sinalização de que a Argentina poderá, se necessário, receber mais um socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI). A demora na implementação de um ajuste fiscal no país portenho, com uma crise econômica minando a confiança dos argentinos, coloca em xeque um possível favoritismo de Macri nas próximas eleições que ocorrerão em 2019 - trazendo mais incertezas em relação ao futuro de nossos "hermanos".

Já a esperada decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva também determinou que o Partido dos Trabalhadores (PT) não veiculasse o nome do ex-presidente como candidato no horário eleitoral.

Embora torne menos dúbia a disputa pelo Planalto, o novo quadro não deve ainda trazer grandes mudanças nas próximas pesquisas de intenção de votos que podem seguir apresentando um elevado percentual de indecisos e votos em branco, além de um fraco desempenho da candidatura reformista.

Nesta semana, mais curta em função do feriado local na sexta-feira (07), os destaques da agenda econômica ficam para a divulgação dos dados de produção industrial brasileira de julho, que serão conhecidos amanhã, IPCA de agosto e dados de empregos no setor privado nos EUA, na quinta-feira (06), dados oficiais de emprego nos EUA, na sexta-feira (07).

Os números a serem conhecidos, em pleno feriado por aqui, exercerão um importante papel nas expectativas de taxa de juros nos EUA nos próximos dias. Com nosso mercado fechado no dia, devemos presenciar alguma cautela por parte dos investidores em relação aos ativos locais. Atentos aos ganhos médios por hora trabalhada, cujas expectativas apontam para um aumento anual de 2,7% no mês de agosto, os mercados podem reagir negativamente caso os ganhos apresentem um desempenho acima do esperado e reacendam as expectativas de aumento mais intenso na taxa de juros nos EUA.

Diante disso, e com as disputas comerciais norte-americanas e o quadro eleitoral brasileiro pressionando o humor dos investidores, não vejo uma mudança significativa na dinâmica dos ativos locais.

Sendo assim, o momento segue de cautela e recomendo evitar grandes apostas em títulos mais sensíveis a curva de juros (prefixados e indexados ao IPCA).

Para saber mais sobre minhas recomendações em Tesouro Direto acesse: Mapa do Tesouro

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Bom dia e bons negócios!





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