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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Mercados de taxa de juros – 31/01/2012
Por Carlos Soares Rodrigues,
Os vértices da estrutura a termo recuaram ainda mais na última sessão e atingiram os menores patamares das últimas semanas. Receios em torno da situação fiscal européia e o satisfatório comportamento dos preços do atacado no mês de janeiro fizeram com que os juros futuros fechassem a curva ainda mais.
Os líderes europeus ainda discutem uma possível solução para a dívida grega que aguarda um segundo pacote de ajuda financeira. O governo alemão teme que essa ajuda ultrapasse os € 130 bilhões. Cerca de € 14,5 bilhões em títulos do país helênico vencerão em 20 de março.
No front interno tivemos a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) do mês de janeiro, pela FGV. Os preços no atacado subiu 0,25% em janeiro, abaixo da expectativa de 0,31% dos economistas consultados pela Bloomberg.
Contudo na manhã de hoje os juros futuros operam em alta influenciados por resultados da indústria divulgados pelo IBGE e com a sinalização de um possível acordo do governo grego junto aos seus credores.
Medidas de afrouxamento monetário, melhora no cenário fiscal europeu e safra agrícola prejudicada por problemas climáticos, poderão pressionar os preços e elevar novamente as taxas de juros futuros nos próximos dias.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de janeiro já sinaliza que os preços de matérias-primas começaram a retomar o ímpeto de alta passando de uma desaceleração de -1,93% em dezembro para -0,62% no mês de janeiro.
Cortes no orçamento do governo brasileiro poderão dar algum alento aos juros, mas acredito que estamos diante de mais fatores contra do que a favor a queda dos juros.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Mercado de Taxas de Juros: 25/11/2011
Na semana que antecede a reunião que definirá as taxas de juros para os próximos 45 dias, o mercado aumentou suas apostas num corte mais intenso. Colaborou para que as taxas se fechassem ainda mais no decorrer da última semana o agravamento da crise europeia, cujos reflexos já começam a atingir países mais importantes como a Holanda e a França. Itália passou a ser o centro das atenções e teve seus títulos soberanos negociados a taxas recordes, o que sinaliza um aumento na aversão aos papéis em virtude do agravamento da situação fiscal do país.
Cortes nas taxas de juros poderão favorecer para algum repique inflacionário no médio/longo prazo, o que levou a uma ligeira abertura nas taxas cobradas pelas NTN-Bs.
Inflação implícita refletindo o pessimismo quanto ao cenário externo nos vértices mais curtos. Já para os demais vértices a expectativa é de que tenhamos algum repique nos preços por conta de uma provável retomada na atividade doméstica.
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus praticamente permaneceram inalteradas.
A divulgação da mudança no calculo do IPCA que passará a vigorar a partir de 2012 poderá continuar trazendo algum alento nas taxas de juros nos próximos meses. Por conta disso já pudemos verificar que os vértices prosseguiram fechando nesta semana e, diante de resultados de emprego da economia norte americana e do desenrolar da crise na Europa, o movimento poderá ser intensificado até o final desta semana.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
Cortes nas taxas de juros poderão favorecer para algum repique inflacionário no médio/longo prazo, o que levou a uma ligeira abertura nas taxas cobradas pelas NTN-Bs.
Inflação implícita refletindo o pessimismo quanto ao cenário externo nos vértices mais curtos. Já para os demais vértices a expectativa é de que tenhamos algum repique nos preços por conta de uma provável retomada na atividade doméstica.
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus praticamente permaneceram inalteradas.
A divulgação da mudança no calculo do IPCA que passará a vigorar a partir de 2012 poderá continuar trazendo algum alento nas taxas de juros nos próximos meses. Por conta disso já pudemos verificar que os vértices prosseguiram fechando nesta semana e, diante de resultados de emprego da economia norte americana e do desenrolar da crise na Europa, o movimento poderá ser intensificado até o final desta semana.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Mercado de Taxas de Juros: 22/11/2011
Mesmo com a deterioração nas expectativas em torno da crise europeia as projeções para as taxas de juros pouco se alteraram em relação a última semana.
A exemplo da estrutura a termo as taxas das NTN-Bs pouco se moveram e, ligeiramente, fecharam nos vértices mais longos. Já nos vértices mais curtos as taxas se abriram discretamente.
Ao contrário dos demais indicadores, o pessimismo pegou em cheio na inflação implícita e fez com que todos os vértices fechassem na última semana. A boa notícia é que agora os preços encontram-se dentro do limite superior da meta estabelecida pela autoridade monetária – em 6,5%.
Sem grandes novidades em relação as expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus. Ligeira queda nas expectativas para 2012 que passaram de 5,56% para 5,55%.
Indicadores de atividade nos EUA, deterioração nas expectativas em torno da crise agora afetando a Holanda e França, começaram a agitar o mercado nesta semana. A perspectiva é de que tenhamos mais uma semana de queda nas expectativas de juros e inflação.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
A exemplo da estrutura a termo as taxas das NTN-Bs pouco se moveram e, ligeiramente, fecharam nos vértices mais longos. Já nos vértices mais curtos as taxas se abriram discretamente.
Ao contrário dos demais indicadores, o pessimismo pegou em cheio na inflação implícita e fez com que todos os vértices fechassem na última semana. A boa notícia é que agora os preços encontram-se dentro do limite superior da meta estabelecida pela autoridade monetária – em 6,5%.
Sem grandes novidades em relação as expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus. Ligeira queda nas expectativas para 2012 que passaram de 5,56% para 5,55%.
Indicadores de atividade nos EUA, deterioração nas expectativas em torno da crise agora afetando a Holanda e França, começaram a agitar o mercado nesta semana. A perspectiva é de que tenhamos mais uma semana de queda nas expectativas de juros e inflação.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Mercado de Taxas de Juros: 14/11/2011
Como previsto na semana anterior, os juros mantiveram-se em sua trajetória de queda. Contudo, a intensidade com que foi essa queda surpreendeu e levou os vértices mais longos na região dos 10%. O clima econômico no Mediterrâneo continua quente. A crise seguiu da Grécia para a Itália e culminou com a queda do 2º premiê do continente. Após a perda da maioria no parlamento, o primeiro ministro, a exemplo do colega grego, pediu renuncia ao cargo e deu lugar ao economista Mario Monti.
Aqui no Brasil tivemos a divulgação – diga-se de passagem, antecipada pelo vazamento das informações – do IPCA do mês de outubro. Também como previsto no último post, o indicador apresentou sinais de desaceleração e abre espaço para maiores cortes nos juros nos próximos meses.
As taxas das NTN-Bs fecharam nos vértices “intermediários” diante das expectativas de maiores cortes nas taxas de juros.
Cortes nos juros podem trazer alguma aceleração, ainda que branda, na inflação. Com isso, podemos verificar que a inflação implícita abriu um pouco nos vértices mais longo.
As expectativas para 2011, próximos 12 meses e 2012 desaceleraram diante do pessimismo em torno do agravamento da crise na Europa. O cenário recessivo leva ao aumento no desemprego e dificulta o aumento nos preços da economia. Abaixo as expectativas apuradas na última pesquisa Focus do Banco Central:
Indicadores de preços no Brasil, de atividade nos Estados Unidos e o desenrolar da crise europeia ditarão os rumos dos negócios nesta semana. Novamente, mesmo se aproximando de um ponto psicológico importante, a expectativa é de que tenhamos novas mínimas nas taxas de juros.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
Aqui no Brasil tivemos a divulgação – diga-se de passagem, antecipada pelo vazamento das informações – do IPCA do mês de outubro. Também como previsto no último post, o indicador apresentou sinais de desaceleração e abre espaço para maiores cortes nos juros nos próximos meses.
As taxas das NTN-Bs fecharam nos vértices “intermediários” diante das expectativas de maiores cortes nas taxas de juros.
Cortes nos juros podem trazer alguma aceleração, ainda que branda, na inflação. Com isso, podemos verificar que a inflação implícita abriu um pouco nos vértices mais longo.
As expectativas para 2011, próximos 12 meses e 2012 desaceleraram diante do pessimismo em torno do agravamento da crise na Europa. O cenário recessivo leva ao aumento no desemprego e dificulta o aumento nos preços da economia. Abaixo as expectativas apuradas na última pesquisa Focus do Banco Central:
Indicadores de preços no Brasil, de atividade nos Estados Unidos e o desenrolar da crise europeia ditarão os rumos dos negócios nesta semana. Novamente, mesmo se aproximando de um ponto psicológico importante, a expectativa é de que tenhamos novas mínimas nas taxas de juros.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Mercado de Taxas de Juros: 04/11/2011
Dados desanimadores na economia norte-americana e brasileira, e incertezas quanto o encaminhamento da crise europeia fizeram com que as curvas fechassem ainda mais em praticamente todos os vértices na última semana.
A divulgação de 80 mil empregos nos Estados Unidos no mês de outubro, abaixo das previsões de 100 mil, reforçaram as apostas de que a economia norte-americana ainda tem um longo caminho pela frente para recuperar o ímpeto de seu crescimento.
A economia brasileira também continuou dando sinais de perda no seu ímpeto de crescimento com a queda de 10 por cento nas vendas de veículos novos no mês de outubro em comparação ao mês anterior – segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
Outro evento indigesto ocorrido na última semana foi a convocação do referendo grego sobre um segundo plano de ajuda ao país. Após pressões dos líderes do G-20 a ideia caiu por terra, mas junto caíram também as perspectivas de um encaminhamento para a solução da crise fiscal europeia. Ao final do encontro dos líderes do G-20, continuou indefinida a atuação do FMI no fundo de estabilização do continente europeu.
Diante de todos estes eventos, e conforme previsto no último post, a queda nos juros era inevitável.
Mesmo fechando os vértices da Estrutura a Termo, as taxas das NTN-Bs pouco se alteraram na última semana.
A piora nas expectativas de crescimento pressiona menos a alta dos preços. Com isso, como podemos verificar no gráfico abaixo, as perspectivas de inflação voltaram, nos vértices mais longos, a convergir para patamares mais próximos da meta de inflação.
As expectativas de inflação para 2012, apresentadas na pesquisa Focus, na última semana, continuaram desacelerando. O mercado reduziu suas projeções para 5,57% - ante os 5,59% da pesquisa anterior. Já para os próximos 12 meses, as projeções apresentaram ligeira alta e ficaram em 5,63% (contra os 5,62% da pesquisa do dia 28). Para 2011 as projeções continuaram em 6,50%, permanecendo, assim, dentro do limite superior da meta de inflação.
A semana que se inicia vem com uma agenda econômica carregada: dados de emprego, estoques de petróleo, preços e orçamento do governo norte americano, IGP-DI e IPCA no Brasil, e o desenrolar da crise fiscal europeia agitarão o mercado de taxa de juros na próxima semana.
Com o feriado do dia dos Veteranos, nos Estados Unidos, na sexta-feira, e por ser véspera de feriado aqui no Brasil, podemos ter um esfriamento nos negócios. Contudo, dados recentes apontam para um arrefecimento nos preços no país o que poderá dar um forte impacto no IPCA a ser divulgado no dia. Diante disso, acredito que em relação ao mercado de taxa de juros, poderemos finalizar a semana com uma forte volatilidade e levando as taxas fechando ainda mais nos próximos dias.
Referência bibliográfica
AGÊNCIA ESTADO/BROADCAST. Cenário-1: Mercado Espera Votação na Grécia Após Desalento com G-20. Publicado em 04/11/2011
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
A divulgação de 80 mil empregos nos Estados Unidos no mês de outubro, abaixo das previsões de 100 mil, reforçaram as apostas de que a economia norte-americana ainda tem um longo caminho pela frente para recuperar o ímpeto de seu crescimento.
A economia brasileira também continuou dando sinais de perda no seu ímpeto de crescimento com a queda de 10 por cento nas vendas de veículos novos no mês de outubro em comparação ao mês anterior – segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
Outro evento indigesto ocorrido na última semana foi a convocação do referendo grego sobre um segundo plano de ajuda ao país. Após pressões dos líderes do G-20 a ideia caiu por terra, mas junto caíram também as perspectivas de um encaminhamento para a solução da crise fiscal europeia. Ao final do encontro dos líderes do G-20, continuou indefinida a atuação do FMI no fundo de estabilização do continente europeu.
Diante de todos estes eventos, e conforme previsto no último post, a queda nos juros era inevitável.
Mesmo fechando os vértices da Estrutura a Termo, as taxas das NTN-Bs pouco se alteraram na última semana.
A piora nas expectativas de crescimento pressiona menos a alta dos preços. Com isso, como podemos verificar no gráfico abaixo, as perspectivas de inflação voltaram, nos vértices mais longos, a convergir para patamares mais próximos da meta de inflação.
As expectativas de inflação para 2012, apresentadas na pesquisa Focus, na última semana, continuaram desacelerando. O mercado reduziu suas projeções para 5,57% - ante os 5,59% da pesquisa anterior. Já para os próximos 12 meses, as projeções apresentaram ligeira alta e ficaram em 5,63% (contra os 5,62% da pesquisa do dia 28). Para 2011 as projeções continuaram em 6,50%, permanecendo, assim, dentro do limite superior da meta de inflação.
A semana que se inicia vem com uma agenda econômica carregada: dados de emprego, estoques de petróleo, preços e orçamento do governo norte americano, IGP-DI e IPCA no Brasil, e o desenrolar da crise fiscal europeia agitarão o mercado de taxa de juros na próxima semana.
Com o feriado do dia dos Veteranos, nos Estados Unidos, na sexta-feira, e por ser véspera de feriado aqui no Brasil, podemos ter um esfriamento nos negócios. Contudo, dados recentes apontam para um arrefecimento nos preços no país o que poderá dar um forte impacto no IPCA a ser divulgado no dia. Diante disso, acredito que em relação ao mercado de taxa de juros, poderemos finalizar a semana com uma forte volatilidade e levando as taxas fechando ainda mais nos próximos dias.
Referência bibliográfica
AGÊNCIA ESTADO/BROADCAST. Cenário-1: Mercado Espera Votação na Grécia Após Desalento com G-20. Publicado em 04/11/2011
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Mercado de Taxas de Juros: 28/10/2011
Dados de emprego, produção industrial e de preços no Brasil já começam a mostrar que a economia brasileira dá sinais de desaceleração.
Em virtude dessa piora no cenário doméstico, e também ajudado pela queda do dólar, o mercado de taxa de juros recuou novamente na última semana, fazendo com que as taxas fechassem ainda mais em praticamente todos os vértices.
Conforme o post publicado no último dia 27, o mercado de trabalho já vem dando sinais de desaquecimento o que permitirá o arrefecimento dos preços via queda do consumo. Menor pressão nos preços, mais espaço para queda nas taxas de juros. Com a expectativa de queda no juros, as taxas das NTN-Bs também seguiram o mesmo movimento e fecharam ainda mais na última semana.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, divulgado nesta sexta-feira, confirma o movimento de queda nos preços já sinalizado nas últimas semanas. Além disso, dados divulgados pela CNI também nos dão uma ideia de que, com excesso de estoques e aumento na capacidade instalada na indústria, haverá uma folga para atender um possível aumento na demanda com a retomada do nível atividade, sem que tenhamos pressões nos preços.
Podemos, portanto, verificar no gráfico abaixo que a inflação implícita manteve-se praticamente estável na última semana. Apenas os vértices mais curtos, influenciados pela melhora nas expectativas em torno do cenário externo, registraram um aumento pontual no período.
As expectativas de inflação apresentadas na pesquisa Focus, na última semana, continuaram desacelerando. Para os próximos 12 meses, as projeções ficaram em 5,62% (contra os 5,64% da pesquisa do dia 21). Para 2012, espera-se agora uma alta de 5,59% - ante os 5,60% da pesquisa anterior.
Já para 2011 as projeções continuaram em 6,50%, portanto, ainda dentro do limite superior da meta de inflação.
Com o feriado no meio da semana e uma agenda econômica doméstica fraca, o mercado será ditado pelo desenrolar da crise europeia, decisão do Fomc e por dados de emprego e produção nos EUA. O cenário é de continuidade de queda nos juros devido aos sinais cada vez mais evidentes de desaquecimento do nível de atividade no Brasil.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
Em virtude dessa piora no cenário doméstico, e também ajudado pela queda do dólar, o mercado de taxa de juros recuou novamente na última semana, fazendo com que as taxas fechassem ainda mais em praticamente todos os vértices.
Conforme o post publicado no último dia 27, o mercado de trabalho já vem dando sinais de desaquecimento o que permitirá o arrefecimento dos preços via queda do consumo. Menor pressão nos preços, mais espaço para queda nas taxas de juros. Com a expectativa de queda no juros, as taxas das NTN-Bs também seguiram o mesmo movimento e fecharam ainda mais na última semana.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, divulgado nesta sexta-feira, confirma o movimento de queda nos preços já sinalizado nas últimas semanas. Além disso, dados divulgados pela CNI também nos dão uma ideia de que, com excesso de estoques e aumento na capacidade instalada na indústria, haverá uma folga para atender um possível aumento na demanda com a retomada do nível atividade, sem que tenhamos pressões nos preços.
Podemos, portanto, verificar no gráfico abaixo que a inflação implícita manteve-se praticamente estável na última semana. Apenas os vértices mais curtos, influenciados pela melhora nas expectativas em torno do cenário externo, registraram um aumento pontual no período.
As expectativas de inflação apresentadas na pesquisa Focus, na última semana, continuaram desacelerando. Para os próximos 12 meses, as projeções ficaram em 5,62% (contra os 5,64% da pesquisa do dia 21). Para 2012, espera-se agora uma alta de 5,59% - ante os 5,60% da pesquisa anterior.
Já para 2011 as projeções continuaram em 6,50%, portanto, ainda dentro do limite superior da meta de inflação.
Com o feriado no meio da semana e uma agenda econômica doméstica fraca, o mercado será ditado pelo desenrolar da crise europeia, decisão do Fomc e por dados de emprego e produção nos EUA. O cenário é de continuidade de queda nos juros devido aos sinais cada vez mais evidentes de desaquecimento do nível de atividade no Brasil.
Referência bibliográfica
ANDIMA. Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada. Disponível em: http://www.andima.com.br/est_termo/Curva_Zero.asp
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000.
__________________. Focus – Relatório de Mercado.
Disponível em: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS. Taxas Referenciais BM&F. Disponível em: http://www2.bmf.com.br/pages/portal/portal/boletim1/TxRef1.asp
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Análise de Conjuntura: Emprego no Brasil – Setembro/2011
A taxa de desemprego no mês de setembro ficou em 6,0%, a exemplo dos outros meses, é a menor para o mês desde o início da série. O resultado ficou estável pelo terceiro mês consecutivo, mas foi 0,2 ponto base inferior ao verificado em setembro de 2010.
Entretanto, podemos verificar que o mercado de trabalho já começa a sentir os efeitos da crise externa, pois, embora declinantes, as taxas começam a dar sinais de desaceleração no movimento de queda.
Das seis regiões pesquisadas, os destaques positivos foram as cidades de Recife, São Paulo e Porto Alegre. A taxa de desocupação nestas cidades apresentou, conforme tabela a seguir, respectivamente, um recuo de 0,30, 0,20 E 0,40 ponto percentual em relação ao mês de agosto.
Em relação ao contingente de pessoas ocupadas, o número de pessoas ocupadas em Serviços Prestados à Empresa, Aluguéis, Atividades Imobiliárias e Intermediação Financeira foi o que obteve o maior ganho de participação em relação ao ano anterior sobre a população total ocupada apurada pelo IBGE. Com uma alta de 0,52% o grupo passou a representar 16,12% do número total de pessoas ocupadas. Por outro lado, os Serviços Domésticos foi o grupo que mais perdeu espaço no último ano e, hoje, representa cerca de 6,84% - queda de 0,31% em relação a 2010.
O gráfico abaixo apresenta a evolução na participação de cada grupo de atividade sobre o número total de pessoas ocupadas no Brasil nos últimos 05 anos.
Os efeitos da crise externa e das medidas contracionistas iniciadas no final do ano passado já começam a surtir efeito sobre o mercado de trabalho. O recente aumento nos preços, queda no crédito e deterioração do cenário externo teve impacto no consumo e, como conseqüência, na produção industrial do país.
Dados recentes já demonstram um aumento nos estoques das fábricas e apontam a uma piora nas expectativas da indústria para os próximos meses. Setores, como o de indústria de máquinas, já sinalizam para um quadro de demissões já nos próximos meses.
Devido a sazonalidade, poderemos ter até o final do ano uma queda, ainda que discreta, na taxa de desemprego no país. Porém, a depender do desenrolar da crise européia e das ações do governo para reativar a atividade da economia; o cenário do emprego para o próximo ano, ao contrário do ocorrido neste ano, não é dos mais promissores.
Fontes de referência
IBGE. Indicadores IBGE: Pesquisa Mensal de Emprego - Setembro 2011. Rio de Janeiro: Pesquisa Mensal de Emprego, out. de 2011.
______. Dados PME. Rio de Janeiro: Pesquisa Mensal de Emprego, out. de 2011.
Entretanto, podemos verificar que o mercado de trabalho já começa a sentir os efeitos da crise externa, pois, embora declinantes, as taxas começam a dar sinais de desaceleração no movimento de queda.
Das seis regiões pesquisadas, os destaques positivos foram as cidades de Recife, São Paulo e Porto Alegre. A taxa de desocupação nestas cidades apresentou, conforme tabela a seguir, respectivamente, um recuo de 0,30, 0,20 E 0,40 ponto percentual em relação ao mês de agosto.
Em relação ao contingente de pessoas ocupadas, o número de pessoas ocupadas em Serviços Prestados à Empresa, Aluguéis, Atividades Imobiliárias e Intermediação Financeira foi o que obteve o maior ganho de participação em relação ao ano anterior sobre a população total ocupada apurada pelo IBGE. Com uma alta de 0,52% o grupo passou a representar 16,12% do número total de pessoas ocupadas. Por outro lado, os Serviços Domésticos foi o grupo que mais perdeu espaço no último ano e, hoje, representa cerca de 6,84% - queda de 0,31% em relação a 2010.
O gráfico abaixo apresenta a evolução na participação de cada grupo de atividade sobre o número total de pessoas ocupadas no Brasil nos últimos 05 anos.
Os efeitos da crise externa e das medidas contracionistas iniciadas no final do ano passado já começam a surtir efeito sobre o mercado de trabalho. O recente aumento nos preços, queda no crédito e deterioração do cenário externo teve impacto no consumo e, como conseqüência, na produção industrial do país.
Dados recentes já demonstram um aumento nos estoques das fábricas e apontam a uma piora nas expectativas da indústria para os próximos meses. Setores, como o de indústria de máquinas, já sinalizam para um quadro de demissões já nos próximos meses.
Devido a sazonalidade, poderemos ter até o final do ano uma queda, ainda que discreta, na taxa de desemprego no país. Porém, a depender do desenrolar da crise européia e das ações do governo para reativar a atividade da economia; o cenário do emprego para o próximo ano, ao contrário do ocorrido neste ano, não é dos mais promissores.
Fontes de referência
IBGE. Indicadores IBGE: Pesquisa Mensal de Emprego - Setembro 2011. Rio de Janeiro: Pesquisa Mensal de Emprego, out. de 2011.
______. Dados PME. Rio de Janeiro: Pesquisa Mensal de Emprego, out. de 2011.
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